Carta de Solidariedade à Jacqueline Muniz

O problema

Carta de solidariedade à Jacqueline Muniz

 

No dia 28 de outubro de 2025 a polícia do Rio de Janeiro invadiu os complexos da Penha e do Alemão, colocando em curso uma das operações mais letais da história do estado e do país. Subterrânea a esta ação policial, estão camadas políticas sucessivas: 1) há disputas por território, onde o Comando Vermelho lograva êxito, contra milícias e outras facções; 2) Cláudio Castro busca desesperadamente alguma plataforma eleitoral para concorrer a uma vaga no Senado; 3) à deriva, em vista da prisão de Jair Bolsonaro, a extrema-direita encontrava-se órfã de projetos políticos ou plataformas de defesa. Assim, as ações nos complexos do Alemão e da Penha, não foram apenas policiais, mas políticas, o que explica a carnificina que foi colocada em curso – compreendida como “sucesso” pelo governador do estado. Especialistas e estudiosos do tema foram chamados para estabelecer análises sobre a ação, e em sua maioria demonstraram falhas no que coube ao planejamento e inteligência. Um destes foi Jacqueline Muniz. Além de doutora em Ciências Políticas, com tese sobre a PMRJ, foi Diretora da Secretaria de Segurança Pública (1999) do Governo do Estado do Rio de Janeiro, além de participar ativamente de projetos na área de segurança pública, e ser professora do Programa de Pós-Graduação e, Justiça e Segurança (Universidade Federal Fluminense-UFF). No entanto, Jacqueline Muniz tem sido alvo sistemático de ameaças de violência nas redes sociais, além de ter sua privacidade violada, revelando o quão misógina e anti-intelectual é a extrema-direita. Os ataques à professora, especialista e cidadã Jacqueline Muniz atingem a todos aqueles que defendem a democracia, foram e são contrários à política de morte colocada em curso pelo clã Bolsonaro, e executada pelo governador Cláudio Castro. Aqui denunciamos os ataques que Jacqueline Muniz vem sofrendo e nos solidarizamos como pesquisadores, profissionais da educação, e cidadãos esperançosos que que a política não se faça com cadáveres, mas com projetos sociais e atuação policial baseada prioritariamente em inteligência e informação.

 

Assinamos professores, pesquisadores, jornalistas, Associações e entidades:

Felipe Cazetta (Universidade estadual de Montes Claros-Unimontes)

Márcia Carneiro (Universidade Federal Fluminense-UFF)

Johnatan França de Assis (Universidade Federal Fluminense-UFF)

Marcelo Costa Ferreira (Universidade Federal do estado do Rio de Janeiro-UniRio)

Roberto Santana Santos (Universidade do estado do Rio de Janeiro- UERJ)

Francisco Carlos Teixeira da Silva (Universidade Federal Do Rio de Janeiro)

Edgar S. Gomes (Pontifícia Universidade Católica – PUC-SP)

Natalia Reis (Universidade Federal Fluminense-UFF)

Leonilde Medeiros (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro-UFRRJ)

Fábio Py (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro-IUPERJ)

Lídia Pena (Jornalista)

Eden Pereira Lopes da Silva (Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ)

Dulce Pandolfi (Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ)

José Ricardo Moreno (Universidade estadual da Bahial-UNEB)

Ana Lagoa (Jornalista)

Vanessa Batista Brener (Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ)

Francisco Ferraz (Universidade estadual de Londrina - UEL)

Claudete Maria Miranda Dias (Universidade Federal do Piauí – UFPI)

David Rodrigues (SEE-SP)

David Leal  (Instituto Cultural Brasil-Corea)

Lígia Bahia (Associação de docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro - AdUFERJ) 

 

 

 

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Felipe CazettaCriador do abaixo-assinado

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O problema

Carta de solidariedade à Jacqueline Muniz

 

No dia 28 de outubro de 2025 a polícia do Rio de Janeiro invadiu os complexos da Penha e do Alemão, colocando em curso uma das operações mais letais da história do estado e do país. Subterrânea a esta ação policial, estão camadas políticas sucessivas: 1) há disputas por território, onde o Comando Vermelho lograva êxito, contra milícias e outras facções; 2) Cláudio Castro busca desesperadamente alguma plataforma eleitoral para concorrer a uma vaga no Senado; 3) à deriva, em vista da prisão de Jair Bolsonaro, a extrema-direita encontrava-se órfã de projetos políticos ou plataformas de defesa. Assim, as ações nos complexos do Alemão e da Penha, não foram apenas policiais, mas políticas, o que explica a carnificina que foi colocada em curso – compreendida como “sucesso” pelo governador do estado. Especialistas e estudiosos do tema foram chamados para estabelecer análises sobre a ação, e em sua maioria demonstraram falhas no que coube ao planejamento e inteligência. Um destes foi Jacqueline Muniz. Além de doutora em Ciências Políticas, com tese sobre a PMRJ, foi Diretora da Secretaria de Segurança Pública (1999) do Governo do Estado do Rio de Janeiro, além de participar ativamente de projetos na área de segurança pública, e ser professora do Programa de Pós-Graduação e, Justiça e Segurança (Universidade Federal Fluminense-UFF). No entanto, Jacqueline Muniz tem sido alvo sistemático de ameaças de violência nas redes sociais, além de ter sua privacidade violada, revelando o quão misógina e anti-intelectual é a extrema-direita. Os ataques à professora, especialista e cidadã Jacqueline Muniz atingem a todos aqueles que defendem a democracia, foram e são contrários à política de morte colocada em curso pelo clã Bolsonaro, e executada pelo governador Cláudio Castro. Aqui denunciamos os ataques que Jacqueline Muniz vem sofrendo e nos solidarizamos como pesquisadores, profissionais da educação, e cidadãos esperançosos que que a política não se faça com cadáveres, mas com projetos sociais e atuação policial baseada prioritariamente em inteligência e informação.

 

Assinamos professores, pesquisadores, jornalistas, Associações e entidades:

Felipe Cazetta (Universidade estadual de Montes Claros-Unimontes)

Márcia Carneiro (Universidade Federal Fluminense-UFF)

Johnatan França de Assis (Universidade Federal Fluminense-UFF)

Marcelo Costa Ferreira (Universidade Federal do estado do Rio de Janeiro-UniRio)

Roberto Santana Santos (Universidade do estado do Rio de Janeiro- UERJ)

Francisco Carlos Teixeira da Silva (Universidade Federal Do Rio de Janeiro)

Edgar S. Gomes (Pontifícia Universidade Católica – PUC-SP)

Natalia Reis (Universidade Federal Fluminense-UFF)

Leonilde Medeiros (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro-UFRRJ)

Fábio Py (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro-IUPERJ)

Lídia Pena (Jornalista)

Eden Pereira Lopes da Silva (Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ)

Dulce Pandolfi (Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ)

José Ricardo Moreno (Universidade estadual da Bahial-UNEB)

Ana Lagoa (Jornalista)

Vanessa Batista Brener (Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ)

Francisco Ferraz (Universidade estadual de Londrina - UEL)

Claudete Maria Miranda Dias (Universidade Federal do Piauí – UFPI)

David Rodrigues (SEE-SP)

David Leal  (Instituto Cultural Brasil-Corea)

Lígia Bahia (Associação de docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro - AdUFERJ) 

 

 

 

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Abaixo-assinado criado em 4 de novembro de 2025