

ASUR, precisamos dos voos regulares da Latam, Gol e Azul na Pampulha!
O problema
SOBRE
O Movimento Pampulha JÁ é uma associação sem fins lucrativos, fruto de uma iniciativa independente em prol da liberação do Aeroporto da Pampulha aos voos de ponte aérea com as capitais vizinhas, bem como seu livre acesso à toda sociedade.
O grupo mexicano ASUR adquiriu a divisão de aeroportos da Motiva, antiga CCR, e veio a assumir oficialmente a concessão do Aeroporto da Pampulha em setembro de 2026, sendo a atual gestora privada do nosso aeroporto central de BH.
Há duas décadas a política do governo do estado se voltou ao favorecimento do Aeroporto Internacional de Confins, deixando o terminal aeroportuário da Pampulha às traças.
Os voos regionais para o interior, em pequenos aviões "teco-teco", mesmo com incentivos financeiros e fiscais do governo estatual, não se susteraram, uma vez estando desconexos da rede de voos nacionais na Pampulha.
A aviação executiva e aviação geral foram promovidas pelo governo de Minas como modelo de negócio para a concessão de Pampulha à iniciativa privada. Entretanto essa alternativa não encontra amparo técnico que a justifique.
Aliás, essa política de exclusividade para jatinhos executivos e serviços de taxi-aéreo coloca Pampulha como aeroporto privativo, já que exclui passageiros da aviação comercial regular, que não têm acesso a esses serviços particulares.
TRIBUNAIS DE CONTAS
No TCU, permanecem dúvidas relacionadas à modelagem e às premissas que fundamentaram as decisões restritivas envolvendo o aeroporto e sua concessão. Isto principalmente, por tais políticas não apresentarem qualquer justificativa técnica plausível às restrições.
No TCE-MG, o processo provocado pelo Movimento Pampulha JÁ levou a unidade técnica do Tribunal a examinar aspectos da concessão e de sua modelagem, tendo sido apontadas falhas e fragilidades relevantes nos estudos e pressupostos utilizados, que excluíram análises sobre a aviação regular.
CERTIFICAÇÃO TÉCNICA DE PAMPULHA
Em setembro de 2026, o Aeroporto da Pampulha recebeu nova certificação operacional definitiva da ANAC (Portaria 19.998/SIA), com código de referência 4C, compatível com a operação de aeronaves como Boeing 737-800, Airbus A321 e Embraer 195-E2.
A certificação contempla operações diurnas e noturnas, inclusive por instrumentos, nas duas cabeceiras da pista, além dos auxílios visuais disponíveis no aeroporto.
A nova condição operacional reforça a necessidade de avaliar o potencial da Pampulha para voos comerciais regulares, especialmente ligações de curta distância com grandes centros urbanos, como Congonhas e Santos Dumont.
ASUR JÁ TEM AEROPORTOS NUMA MESMA CIDADE
A ASUR possui experiência direta na administração de dois aeroportos que atendem Medellín, por meio de sua subsidiária Airplan: o José María Córdova, em Rionegro, e o Enrique Olaya Herrera, situado dentro da área urbana de Medellín, na Colômbia.
O Olaya Herrera é particularmente relevante como referência para a Pampulha por demonstrar que um aeroporto urbano pode manter operações comerciais enquanto outro aeroporto de maior porte atende a região metropolitana.
Note-se ainda que o número de passageiros anuais naquele mercado é equivalente ao mercado de Belo Horizonte, transportando menos de 15 milhões por ano.
PAMPULHA É MELHOR EQUIPADO
A infraestrutura da Pampulha é significativamente mais robusta. A pista útil de Pampulha (LDA) possui 2.364 m e comprimento e 45 m de largura, enquanto o LDA de Olaya Herrera tem somente 1.800 m de extensão por 38 m de largura.
Além disso, o aeroporto central de Medellín apresenta procedimentos de aproximação que tornam a comparação técnica bastante favorável à Pampulha, já que o aeroporto colombiano não possui sistema de pousos por instrumentos e só pode operar durante o dia (5h30–18h30).
Já Pampulha é equipado com os procedimentos de radionavegação por VOR/DME, LOC/DME, DME SLG, além dos auxílios visuais PAPI nas duas cabeceiras, todos estes intrumentos operando dia e noite.
DEMANDA REPRIMIDA EM PAMPULHA
A existência de passageiros que não necessariamente transfeririam seu embarque de Confins para a Pampulha, mas que poderiam passar a viajar com maior frequência caso houvesse uma oferta mais conveniente.
Um passageiro a mais na Pampulha não significa automaticamente um passageiro a menos em Confins. A oferta aeroportuária pode também induzir novas viagens, recuperar demanda que não se realizava ou aumentar a frequência de viagens de pessoas que hoje enfrentam custos e tempos de deslocamento elevados.
A distância de Confins em relação à área central de Belo Horizonte influencia essa decisão. Para determinados passageiros, o tempo e o custo de acesso ao aeroporto podem fazer com que uma viagem seja adiada, substituída por outro meio de transporte ou simplesmente não realizada. Da mesma forma, uma localização mais conveniente pode permitir que um usuário que hoje viajaria uma vez faça viagens com maior frequência.
Assim, a análise da demanda não deve ser meramente a questão "quantos passageiros migrariam de Confins para a Pampulha?", mas sim "quantas viagens adicionais poderiam ser geradas pela existência de uma alternativa aeroportuária mais acessível?"
É justamente essa dimensão da demanda que merece ser novamente estudada pela ASUR, à luz das condições atuais da Pampulha e do mercado aéreo de Belo Horizonte.

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O problema
SOBRE
O Movimento Pampulha JÁ é uma associação sem fins lucrativos, fruto de uma iniciativa independente em prol da liberação do Aeroporto da Pampulha aos voos de ponte aérea com as capitais vizinhas, bem como seu livre acesso à toda sociedade.
O grupo mexicano ASUR adquiriu a divisão de aeroportos da Motiva, antiga CCR, e veio a assumir oficialmente a concessão do Aeroporto da Pampulha em setembro de 2026, sendo a atual gestora privada do nosso aeroporto central de BH.
Há duas décadas a política do governo do estado se voltou ao favorecimento do Aeroporto Internacional de Confins, deixando o terminal aeroportuário da Pampulha às traças.
Os voos regionais para o interior, em pequenos aviões "teco-teco", mesmo com incentivos financeiros e fiscais do governo estatual, não se susteraram, uma vez estando desconexos da rede de voos nacionais na Pampulha.
A aviação executiva e aviação geral foram promovidas pelo governo de Minas como modelo de negócio para a concessão de Pampulha à iniciativa privada. Entretanto essa alternativa não encontra amparo técnico que a justifique.
Aliás, essa política de exclusividade para jatinhos executivos e serviços de taxi-aéreo coloca Pampulha como aeroporto privativo, já que exclui passageiros da aviação comercial regular, que não têm acesso a esses serviços particulares.
TRIBUNAIS DE CONTAS
No TCU, permanecem dúvidas relacionadas à modelagem e às premissas que fundamentaram as decisões restritivas envolvendo o aeroporto e sua concessão. Isto principalmente, por tais políticas não apresentarem qualquer justificativa técnica plausível às restrições.
No TCE-MG, o processo provocado pelo Movimento Pampulha JÁ levou a unidade técnica do Tribunal a examinar aspectos da concessão e de sua modelagem, tendo sido apontadas falhas e fragilidades relevantes nos estudos e pressupostos utilizados, que excluíram análises sobre a aviação regular.
CERTIFICAÇÃO TÉCNICA DE PAMPULHA
Em setembro de 2026, o Aeroporto da Pampulha recebeu nova certificação operacional definitiva da ANAC (Portaria 19.998/SIA), com código de referência 4C, compatível com a operação de aeronaves como Boeing 737-800, Airbus A321 e Embraer 195-E2.
A certificação contempla operações diurnas e noturnas, inclusive por instrumentos, nas duas cabeceiras da pista, além dos auxílios visuais disponíveis no aeroporto.
A nova condição operacional reforça a necessidade de avaliar o potencial da Pampulha para voos comerciais regulares, especialmente ligações de curta distância com grandes centros urbanos, como Congonhas e Santos Dumont.
ASUR JÁ TEM AEROPORTOS NUMA MESMA CIDADE
A ASUR possui experiência direta na administração de dois aeroportos que atendem Medellín, por meio de sua subsidiária Airplan: o José María Córdova, em Rionegro, e o Enrique Olaya Herrera, situado dentro da área urbana de Medellín, na Colômbia.
O Olaya Herrera é particularmente relevante como referência para a Pampulha por demonstrar que um aeroporto urbano pode manter operações comerciais enquanto outro aeroporto de maior porte atende a região metropolitana.
Note-se ainda que o número de passageiros anuais naquele mercado é equivalente ao mercado de Belo Horizonte, transportando menos de 15 milhões por ano.
PAMPULHA É MELHOR EQUIPADO
A infraestrutura da Pampulha é significativamente mais robusta. A pista útil de Pampulha (LDA) possui 2.364 m e comprimento e 45 m de largura, enquanto o LDA de Olaya Herrera tem somente 1.800 m de extensão por 38 m de largura.
Além disso, o aeroporto central de Medellín apresenta procedimentos de aproximação que tornam a comparação técnica bastante favorável à Pampulha, já que o aeroporto colombiano não possui sistema de pousos por instrumentos e só pode operar durante o dia (5h30–18h30).
Já Pampulha é equipado com os procedimentos de radionavegação por VOR/DME, LOC/DME, DME SLG, além dos auxílios visuais PAPI nas duas cabeceiras, todos estes intrumentos operando dia e noite.
DEMANDA REPRIMIDA EM PAMPULHA
A existência de passageiros que não necessariamente transfeririam seu embarque de Confins para a Pampulha, mas que poderiam passar a viajar com maior frequência caso houvesse uma oferta mais conveniente.
Um passageiro a mais na Pampulha não significa automaticamente um passageiro a menos em Confins. A oferta aeroportuária pode também induzir novas viagens, recuperar demanda que não se realizava ou aumentar a frequência de viagens de pessoas que hoje enfrentam custos e tempos de deslocamento elevados.
A distância de Confins em relação à área central de Belo Horizonte influencia essa decisão. Para determinados passageiros, o tempo e o custo de acesso ao aeroporto podem fazer com que uma viagem seja adiada, substituída por outro meio de transporte ou simplesmente não realizada. Da mesma forma, uma localização mais conveniente pode permitir que um usuário que hoje viajaria uma vez faça viagens com maior frequência.
Assim, a análise da demanda não deve ser meramente a questão "quantos passageiros migrariam de Confins para a Pampulha?", mas sim "quantas viagens adicionais poderiam ser geradas pela existência de uma alternativa aeroportuária mais acessível?"
É justamente essa dimensão da demanda que merece ser novamente estudada pela ASUR, à luz das condições atuais da Pampulha e do mercado aéreo de Belo Horizonte.

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Abaixo-assinado criado em 30 de setembro de 2026