

ACOLHIMENTO NÃO É APENAS UMA CAMA!
The Issue
ACOLHIMENTO NÃO É APENAS UMA CAMA
Por um acolhimento que proteja, recupere, integre e prepare para a autonomia
WE WILL MOVEMENT
Conheça a iniciativa e a campanha:
https://sites.google.com/view/wewillmovement/portugu%C3%AAs
No Brasil, milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade dependem dos serviços de acolhimento para ter um lugar onde dormir, alimentação e proteção temporária.
Mas uma pergunta fundamental precisa ser feita:
O que acontece depois da vaga?
Ter uma cama é importante. Ter alimentação também.
Mas acolhimento não pode terminar aí.
Para uma pessoa LGBTQIA+ refugiada, solicitante de refúgio ou migrante que já enfrentou violência, discriminação, deslocamento, insegurança e ruptura de vínculos, simplesmente oferecer uma vaga não significa que ela esteja protegida, recuperada ou preparada para reconstruir sua vida.
Acolher deve significar mais do que manter uma pessoa em um lugar temporário.
Deve significar criar condições para que ela possa recuperar sua estabilidade, acessar seus direitos, cuidar da saúde física e mental, aprender o idioma, estudar, trabalhar, construir autonomia e, finalmente, sair do acolhimento para uma vida com segurança e dignidade.
O problema
O acolhimento temporário não deve ser reduzido a:
cama + alimentação + regras.
Um serviço de acolhimento precisa ser também uma ponte.
Uma ponte entre uma situação de vulnerabilidade e uma vida com maior segurança, autonomia e participação na sociedade.
Quando essa ponte não existe, a pessoa pode permanecer presa a uma situação de dependência, sem um caminho claro para sair dela.
E para pessoas LGBTQIA+ refugiadas, solicitantes de refúgio e migrantes, existem ainda necessidades específicas de proteção contra LGBTfobia, xenofobia, racismo, violência e outras formas de discriminação.
Que acolhimento queremos?
Defendemos um modelo baseado em cinco etapas:
PROTEÇÃO → ESTABILIDADE → RECUPERAÇÃO → INTEGRAÇÃO → AUTONOMIA
Isso significa que o acolhimento deve oferecer condições reais para:
Proteção: segurança física e proteção contra violência, LGBTfobia, xenofobia, racismo e outras formas de discriminação;
Estabilidade: condições dignas de moradia temporária, privacidade, higiene, alimentação e acesso aos serviços públicos;
Recuperação: atenção à saúde física e mental e condições para reconstruir a vida após experiências de violência, deslocamento e vulnerabilidade;
Integração: acesso à língua portuguesa, educação, formação, trabalho, renda, documentação, direitos e participação social;
Autonomia: planejamento individual e caminhos concretos para uma saída qualificada do acolhimento e acesso a uma moradia segura.
O que estamos propondo
A campanha Acolhimento Não é Apenas uma Cama propõe uma transformação na forma como o acolhimento é pensado e avaliado.
Entre as principais propostas estão:
1. Acolhimento seguro e digno
Garantir condições de privacidade, segurança, higiene, descanso e dignidade.
2. Proteção LGBTQIA+
Reconhecer as necessidades específicas de pessoas LGBTQIA+ e prevenir LGBTfobia e outras formas de violência e discriminação dentro dos serviços.
3. Avaliação individual
Cada pessoa possui uma história, necessidades, riscos e objetivos diferentes. O atendimento não deve tratar todas as pessoas como se estivessem na mesma situação.
4. Saúde e saúde mental
O acolhimento deve facilitar o acesso efetivo aos serviços de saúde e às condições necessárias para recuperação.
5. Português, educação e qualificação
A barreira linguística não pode se transformar em uma barreira permanente à autonomia.
6. Trabalho e renda
O acolhimento deve contribuir para que a pessoa desenvolva condições para alcançar autonomia econômica.
7. Plano Individual de Autonomia
Cada pessoa deve poder construir, com acompanhamento adequado, um caminho individual em direção à autonomia.
8. Saída qualificada e moradia
O objetivo final não deve ser simplesmente encerrar a vaga, mas possibilitar uma transição segura para uma vida fora do acolhimento.
Por que uma política específica para LGBTQIA+?
Pessoas LGBTQIA+ em situação de refúgio, migração ou vulnerabilidade podem enfrentar riscos específicos relacionados à sua orientação sexual, identidade ou expressão de gênero.
Por isso, igualdade não significa simplesmente oferecer exatamente o mesmo atendimento para todas as pessoas.
É necessário reconhecer necessidades específicas para garantir proteção efetiva.
Um acolhimento verdadeiramente inclusivo deve considerar essas diferenças sem transformar a pessoa em apenas mais um número ou uma vaga ocupada.
O que pedimos ao Poder Público
Pedimos às autoridades municipais e aos responsáveis pelas políticas de assistência social, direitos humanos, migração e população LGBTQIA+ que:
reconheçam o acolhimento como uma etapa de proteção e reconstrução da vida, e não apenas como fornecimento de vaga;
desenvolvam políticas específicas para pessoas LGBTQIA+ refugiadas, solicitantes de refúgio e migrantes;
estabeleçam mecanismos de avaliação individual e planejamento de autonomia;
fortaleçam o acesso à saúde, saúde mental, educação, português, trabalho e renda;
criem caminhos reais para uma saída qualificada e acesso à moradia;
garantam mecanismos independentes e seguros para reclamações e denúncias;
acompanhem e publiquem resultados que permitam avaliar se os serviços estão realmente contribuindo para proteção e autonomia.
Esta campanha não é contra os serviços de acolhimento
Reconhecemos a importância dos profissionais e dos serviços que recebem pessoas em situação de vulnerabilidade.
A proposta é justamente discutir como esses serviços podem cumprir uma função ainda mais ampla.
Uma cama pode proteger alguém durante uma noite.
Um acolhimento adequado pode ajudar uma pessoa a reconstruir toda a sua vida.
O que queremos construir
Queremos que a pergunta deixe de ser apenas:
“Existe uma vaga?”
E passe a ser também:
“Essa pessoa está segura?”
“Ela está conseguindo se recuperar?”
“Está tendo acesso aos seus direitos?”
“Está conseguindo aprender, estudar ou trabalhar?”
“Existe um plano para sua autonomia?”
“Quando sair do acolhimento, para onde ela irá?”
Porque o sucesso de um serviço de acolhimento não deveria ser medido apenas pelo número de pessoas acomodadas.
Também deve ser considerado o que acontece com essas pessoas depois.
Uma iniciativa independente
O WE WILL MOVEMENT é uma iniciativa independente da sociedade civil, criada e atualmente coordenada por seu fundador, Abderrazak Akouchad.
Neste momento, a iniciativa não possui personalidade jurídica e não representa partidos políticos, governos, organizações ou instituições.
A campanha está em fase de construção e diálogo com diferentes setores da sociedade para colocar este tema no debate público.
Participe
Esta campanha precisa de pessoas que acreditam que acolhimento deve significar mais do que sobrevivência temporária.
Assine esta petição.
Ajude a levar esta proposta às autoridades públicas, organizações da sociedade civil e responsáveis pelas políticas de acolhimento.
Compartilhe esta campanha.
Fale sobre o tema.
Ajude a transformar o acolhimento em uma verdadeira ponte:
PROTEÇÃO → ESTABILIDADE → RECUPERAÇÃO → INTEGRAÇÃO → AUTONOMIA
Acolhimento não é apenas uma cama.
É uma oportunidade de reconstruir uma vida com segurança, autonomia e dignidade.
WE WILL MOVEMENT
Conheça o WE WILL MOVEMENT e a proposta completa:
https://sites.google.com/view/wewillmovement/portugu%C3%AAs


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The Issue
ACOLHIMENTO NÃO É APENAS UMA CAMA
Por um acolhimento que proteja, recupere, integre e prepare para a autonomia
WE WILL MOVEMENT
Conheça a iniciativa e a campanha:
https://sites.google.com/view/wewillmovement/portugu%C3%AAs
No Brasil, milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade dependem dos serviços de acolhimento para ter um lugar onde dormir, alimentação e proteção temporária.
Mas uma pergunta fundamental precisa ser feita:
O que acontece depois da vaga?
Ter uma cama é importante. Ter alimentação também.
Mas acolhimento não pode terminar aí.
Para uma pessoa LGBTQIA+ refugiada, solicitante de refúgio ou migrante que já enfrentou violência, discriminação, deslocamento, insegurança e ruptura de vínculos, simplesmente oferecer uma vaga não significa que ela esteja protegida, recuperada ou preparada para reconstruir sua vida.
Acolher deve significar mais do que manter uma pessoa em um lugar temporário.
Deve significar criar condições para que ela possa recuperar sua estabilidade, acessar seus direitos, cuidar da saúde física e mental, aprender o idioma, estudar, trabalhar, construir autonomia e, finalmente, sair do acolhimento para uma vida com segurança e dignidade.
O problema
O acolhimento temporário não deve ser reduzido a:
cama + alimentação + regras.
Um serviço de acolhimento precisa ser também uma ponte.
Uma ponte entre uma situação de vulnerabilidade e uma vida com maior segurança, autonomia e participação na sociedade.
Quando essa ponte não existe, a pessoa pode permanecer presa a uma situação de dependência, sem um caminho claro para sair dela.
E para pessoas LGBTQIA+ refugiadas, solicitantes de refúgio e migrantes, existem ainda necessidades específicas de proteção contra LGBTfobia, xenofobia, racismo, violência e outras formas de discriminação.
Que acolhimento queremos?
Defendemos um modelo baseado em cinco etapas:
PROTEÇÃO → ESTABILIDADE → RECUPERAÇÃO → INTEGRAÇÃO → AUTONOMIA
Isso significa que o acolhimento deve oferecer condições reais para:
Proteção: segurança física e proteção contra violência, LGBTfobia, xenofobia, racismo e outras formas de discriminação;
Estabilidade: condições dignas de moradia temporária, privacidade, higiene, alimentação e acesso aos serviços públicos;
Recuperação: atenção à saúde física e mental e condições para reconstruir a vida após experiências de violência, deslocamento e vulnerabilidade;
Integração: acesso à língua portuguesa, educação, formação, trabalho, renda, documentação, direitos e participação social;
Autonomia: planejamento individual e caminhos concretos para uma saída qualificada do acolhimento e acesso a uma moradia segura.
O que estamos propondo
A campanha Acolhimento Não é Apenas uma Cama propõe uma transformação na forma como o acolhimento é pensado e avaliado.
Entre as principais propostas estão:
1. Acolhimento seguro e digno
Garantir condições de privacidade, segurança, higiene, descanso e dignidade.
2. Proteção LGBTQIA+
Reconhecer as necessidades específicas de pessoas LGBTQIA+ e prevenir LGBTfobia e outras formas de violência e discriminação dentro dos serviços.
3. Avaliação individual
Cada pessoa possui uma história, necessidades, riscos e objetivos diferentes. O atendimento não deve tratar todas as pessoas como se estivessem na mesma situação.
4. Saúde e saúde mental
O acolhimento deve facilitar o acesso efetivo aos serviços de saúde e às condições necessárias para recuperação.
5. Português, educação e qualificação
A barreira linguística não pode se transformar em uma barreira permanente à autonomia.
6. Trabalho e renda
O acolhimento deve contribuir para que a pessoa desenvolva condições para alcançar autonomia econômica.
7. Plano Individual de Autonomia
Cada pessoa deve poder construir, com acompanhamento adequado, um caminho individual em direção à autonomia.
8. Saída qualificada e moradia
O objetivo final não deve ser simplesmente encerrar a vaga, mas possibilitar uma transição segura para uma vida fora do acolhimento.
Por que uma política específica para LGBTQIA+?
Pessoas LGBTQIA+ em situação de refúgio, migração ou vulnerabilidade podem enfrentar riscos específicos relacionados à sua orientação sexual, identidade ou expressão de gênero.
Por isso, igualdade não significa simplesmente oferecer exatamente o mesmo atendimento para todas as pessoas.
É necessário reconhecer necessidades específicas para garantir proteção efetiva.
Um acolhimento verdadeiramente inclusivo deve considerar essas diferenças sem transformar a pessoa em apenas mais um número ou uma vaga ocupada.
O que pedimos ao Poder Público
Pedimos às autoridades municipais e aos responsáveis pelas políticas de assistência social, direitos humanos, migração e população LGBTQIA+ que:
reconheçam o acolhimento como uma etapa de proteção e reconstrução da vida, e não apenas como fornecimento de vaga;
desenvolvam políticas específicas para pessoas LGBTQIA+ refugiadas, solicitantes de refúgio e migrantes;
estabeleçam mecanismos de avaliação individual e planejamento de autonomia;
fortaleçam o acesso à saúde, saúde mental, educação, português, trabalho e renda;
criem caminhos reais para uma saída qualificada e acesso à moradia;
garantam mecanismos independentes e seguros para reclamações e denúncias;
acompanhem e publiquem resultados que permitam avaliar se os serviços estão realmente contribuindo para proteção e autonomia.
Esta campanha não é contra os serviços de acolhimento
Reconhecemos a importância dos profissionais e dos serviços que recebem pessoas em situação de vulnerabilidade.
A proposta é justamente discutir como esses serviços podem cumprir uma função ainda mais ampla.
Uma cama pode proteger alguém durante uma noite.
Um acolhimento adequado pode ajudar uma pessoa a reconstruir toda a sua vida.
O que queremos construir
Queremos que a pergunta deixe de ser apenas:
“Existe uma vaga?”
E passe a ser também:
“Essa pessoa está segura?”
“Ela está conseguindo se recuperar?”
“Está tendo acesso aos seus direitos?”
“Está conseguindo aprender, estudar ou trabalhar?”
“Existe um plano para sua autonomia?”
“Quando sair do acolhimento, para onde ela irá?”
Porque o sucesso de um serviço de acolhimento não deveria ser medido apenas pelo número de pessoas acomodadas.
Também deve ser considerado o que acontece com essas pessoas depois.
Uma iniciativa independente
O WE WILL MOVEMENT é uma iniciativa independente da sociedade civil, criada e atualmente coordenada por seu fundador, Abderrazak Akouchad.
Neste momento, a iniciativa não possui personalidade jurídica e não representa partidos políticos, governos, organizações ou instituições.
A campanha está em fase de construção e diálogo com diferentes setores da sociedade para colocar este tema no debate público.
Participe
Esta campanha precisa de pessoas que acreditam que acolhimento deve significar mais do que sobrevivência temporária.
Assine esta petição.
Ajude a levar esta proposta às autoridades públicas, organizações da sociedade civil e responsáveis pelas políticas de acolhimento.
Compartilhe esta campanha.
Fale sobre o tema.
Ajude a transformar o acolhimento em uma verdadeira ponte:
PROTEÇÃO → ESTABILIDADE → RECUPERAÇÃO → INTEGRAÇÃO → AUTONOMIA
Acolhimento não é apenas uma cama.
É uma oportunidade de reconstruir uma vida com segurança, autonomia e dignidade.
WE WILL MOVEMENT
Conheça o WE WILL MOVEMENT e a proposta completa:
https://sites.google.com/view/wewillmovement/portugu%C3%AAs


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Petition created on September 10, 2026

