Abaixo-Assinado: Contra a Censura à Exposição "Funk: Um Grito de Ousadia e Liberdade"

Abaixo-Assinado: Contra a Censura à Exposição "Funk: Um Grito de Ousadia e Liberdade"

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warner reis junior e outras 16 pessoas assinaram recentemente.

O problema

Nós, cidadãos, artistas, pesquisadores e defensores da liberdade de expressão e da democratização cultural, manifestamos nosso total repúdio às tentativas de censura e ao encerramento precoce da exposição temporária "FUNK: Um grito de ousadia e liberdade", em cartaz no Museu da Língua Portuguesa.

A mostra, que deveria seguir seu curso regular, virou alvo de ataques políticos e de uma denúncia moralista instrumentalizada pelo deputado estadual Tenente Coimbra (PL).

A ação do parlamentar, sob o falso pretexto de combater uma suposta "narcocultura", escancara a mais profunda hipocrisia de setores que utilizam a máquina pública e as pautas de costumes como palanque eleitoreiro.

É um moralismo flagrantemente seletivo: aqueles que se dizem defensores convictos da "liberdade" são os primeiros a tentar silenciar e amordaçar manifestações artísticas legítimas quando estas vêm da periferia.

 O funk é um movimento cultural, social e linguístico consolidado, reconhecido e estudado internacionalmente, de modo que ignorar o valor de mais de 470 obras de artistas periféricos para reduzi-lo à criminalidade não passa de preconceito de classe disfarçado de fiscalização.

Em vez de focar o mandato na resolução de problemas estruturais que afetam a população de São Paulo, o parlamentar gasta tempo e dinheiro público inspecionando museus com o claro objetivo de criar pânico moral, gerando episódios lamentáveis como o desligamento de vídeos e a realocação forçada de obras que ferem de morte a autonomia curatorial e pedagógica da instituição.

O funk transforma modos de falar, de vestir e de criar, e ocupar o Museu da Língua Portuguesa é uma afirmação necessária de que a linguagem das favelas também é patrimônio linguístico e estético do Brasil.

A arte não existe para agradar à cartilha ideológica de políticos, mas para retratar e tensionar a realidade do país.

 Por tudo isso, exigimos que a Secretaria de Cultura de São Paulo e os gestores do museu resistam a essa pressão autoritária e não aceitaremos o recuo ou o fim antecipado da exposição, conclamando a todos a dizer não à censura cultural e a assinar em defesa do funk, da periferia e da liberdade de expressão.

 

Núcleo de Educação "Lélia Gonzalez" - PT/ São José dos Campos-SP.

 
 

 

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Luis SouzaCriador do abaixo-assinado

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Nós, cidadãos, artistas, pesquisadores e defensores da liberdade de expressão e da democratização cultural, manifestamos nosso total repúdio às tentativas de censura e ao encerramento precoce da exposição temporária "FUNK: Um grito de ousadia e liberdade", em cartaz no Museu da Língua Portuguesa.

A mostra, que deveria seguir seu curso regular, virou alvo de ataques políticos e de uma denúncia moralista instrumentalizada pelo deputado estadual Tenente Coimbra (PL).

A ação do parlamentar, sob o falso pretexto de combater uma suposta "narcocultura", escancara a mais profunda hipocrisia de setores que utilizam a máquina pública e as pautas de costumes como palanque eleitoreiro.

É um moralismo flagrantemente seletivo: aqueles que se dizem defensores convictos da "liberdade" são os primeiros a tentar silenciar e amordaçar manifestações artísticas legítimas quando estas vêm da periferia.

 O funk é um movimento cultural, social e linguístico consolidado, reconhecido e estudado internacionalmente, de modo que ignorar o valor de mais de 470 obras de artistas periféricos para reduzi-lo à criminalidade não passa de preconceito de classe disfarçado de fiscalização.

Em vez de focar o mandato na resolução de problemas estruturais que afetam a população de São Paulo, o parlamentar gasta tempo e dinheiro público inspecionando museus com o claro objetivo de criar pânico moral, gerando episódios lamentáveis como o desligamento de vídeos e a realocação forçada de obras que ferem de morte a autonomia curatorial e pedagógica da instituição.

O funk transforma modos de falar, de vestir e de criar, e ocupar o Museu da Língua Portuguesa é uma afirmação necessária de que a linguagem das favelas também é patrimônio linguístico e estético do Brasil.

A arte não existe para agradar à cartilha ideológica de políticos, mas para retratar e tensionar a realidade do país.

 Por tudo isso, exigimos que a Secretaria de Cultura de São Paulo e os gestores do museu resistam a essa pressão autoritária e não aceitaremos o recuo ou o fim antecipado da exposição, conclamando a todos a dizer não à censura cultural e a assinar em defesa do funk, da periferia e da liberdade de expressão.

 

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Os tomadores de decisão

agendaministra@cultura.gov.br
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Ministra da Cultura
museu@museulp.org.br
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Abaixo-assinado criado em 31 de maio de 2026