

Salve Salvador! 03 anos sem médicos infectologistas na Rede Municipal.
O problema
Precisamos da sua ajuda! Assine esta petição on-line e colabore com a Saúde de Imunosuprimidos em Salvador - Ba.
Você estará ajudando mais de 5 mil pacientes dos Serviços de Atendimento Especializado para HIV/AIDS, HTLV E outras IST’S - os SAE’s Marymar Novaes (Dendezeiros) e São Francisco (Nazaré) - que estão sob a gestão da Secretaria de Saúde do Município de Salvador, e que já estão sem médicos infectologistas nas suas equipes por quase 03 anos.
Quem somos nós?
Comitê especial de Crise de articulação para tratar dos problemas relacionados à resposta ao HIV/Aids, HTLV e outras IST's em Salvador.
Somos uma aliança entre Instituições e Pacientes dos Serviços Municipais. Integrantes:
GRUPO DE PARES - Pacientes do SAE MArymar Novaes
GAPA-Ba - Grupo de Apoio à Prevenção à AIDS na Bahia
HTLVIDA - Associação de Pessoas que vivem com HTLV
RNP+ BRASIL - Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids
MOTIRÔ Bahia - ONG de apoio e enfrentamento à causa da AIDS
REDE JOVEM PVHIV/AIDS - Rede Jovem de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS
NÚCLEO POSITHIVAS - Mulheres que vivem com HIV/AIDS
DRAGS DA PREVENÇÃO - Drag-Queens na Prevenção à AIDS/IST's
O que ocorreu? Vamos contextualizar:
Desde o início da pandemia, os médicos infectologistas foram absorvidos por conta da grande demanda com a Covid-19, gerando uma migração destes profissionais para o atendimento na rede privada, que oferecia melhores condições de trabalho, salário e estabilidade.
Os profissionais especialistas da infectologia que trabalham nos SAE’s, são admitidos através de chamamento público, que possui rendimentos defasados diante da situação atual, não sendo atrativo para a categoria, que tem como oferta do setor privado até 3 vezes mais do que o valor oferecido em edital.
Usuários dos serviços do município estão sem assistência médica, para um tratamento crônico, em que é fundamental ter acompanhamento contínuo com este especialista. Os infectologistas são essenciais para Pessoas que vivem com HIV/AIDS (PVHA) e Pessoas que vivem com HTLV (PVHTLV).
A importância de um médico infectologista na Rede Municipal de Saúde:
Muitos pacientes com alteração em seus níveis de carga viral, que podem indicar falha terapêutica, alterações metabólicas relacionadas ao uso dos medicamentos antirretrovirais, e/ou aqueles que possuem comorbidades e com doenças oportunistas como tuberculose, precisam de um acompanhamento regular (e não conseguem agendar as consultas a quase 03 anos).
Para quem está iniciando os cuidados, a consulta com o médico infectologista é imprescindível para adesão total ao tratamento. A primeira consulta é decisiva e insubstituível, o paciente recebe as primeiras informações e orientações necessárias para enfrentar os primeiros meses de medicação, rotina de testagem, familiarização com o procedimento de guias de exame e receitas farmacológicas com seus devidos prazos, programação das consultas multidisciplinares (assistente social/nutrição/derma/gastro/cardio), direcionamento para o psicólogo, afim de enfrentar o medo do estigma com apoio profissional adequado. Ter um médico especialista da infectologia, é fundamental para que o paciente vença as inseguranças do acesso ao serviço público, pois é necessário que médico e paciente desenvolvam uma relação próxima e contínua, evitando as desistências que são muito comuns dentro da história do HIV/AIDS obtendo êxito no tratamento, levando este paciente ao status de indetectável ou instransmissível na maioria dos casos.
Para as Pessoas que vivem com HTLV, a situação ainda é bem pior. O tratamento é direcionado de acordo com a doença relacionada ao HTLV, diferentemente do HIV, não existe tratamento que anule os efeitos do vírus, então a pessoa diagnosticada deverá ser acompanhada nos serviços de saúde do SUS e, quando necessário, receber seguimento em serviços especializados para diagnóstico e tratamento precoce de doenças associadas ao HTLV. Embora não haja um tratamento curativo para as manifestações neurológicas do HTLV-1 (HAM/TSP), recomenda-se que todo indivíduo acometido deve ser assistido por equipe multidisciplinar que inclua profissionais médicos (neurologista, infectologista, urologista, dermatologista, oftalmologista), fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e psicólogos).
Essa situação revela um total descaso com essa população que já sofre com muitos efeitos do estigma. A longo prazo, essas faltas implicarão no aumento em infecções de HIV e HTLV, entre outras IST’s, internações em complicações por AIDS e HTLV, além da descontinuidade de serviços complementares, componentes da prevenção combinada (como a Prep) que precisam de equipe médica especializada.
O que já foi feito até aqui?
Realizamos duas manifestações chamadas de ATO PELA VIDA, em 1º dezembro de 2021 e 2022, em frente à Secretaria de Saúde do Município de Salvador, no dia 01 de dezembro, em memória às pessoas já vitimadas em mais de 40 anos de epidemia do vírus HIV, reinvindicando a contratação dos médicos infectologistas. Esta Comissão de Especial de Crise foi formada para monitoramento das ações prometidas pela SMS após o primeiro ATO, em 2021.
As perspectivas de resolução apontadas pelos últimos 2 secretários de saúde que já passaram pelos cargos e que estavam nas gestões quando fizemos as manifestações (Léo Prates e Décio Martins) foram incipientes e não resolveram substancialmente a situação. O desfalque nas equipes ainda não foi sanado pela Secretaria, que está sob gestão da vice-prefeita Ana Paula Matos, assumida recentemente. Em quase três anos, só conseguiram relocar apenas uma médica infectologista, que foi encontrada já admitida na rede, com experiência em IST's, realocada no SAE Marymar Novais, porém, não é suficiente pois temos mais de 2.000 pacientes na unidade.
Além disso, o SAE São Francisco enfrenta uma situação ainda mais grave, contando com apenas uma médica, para mais de 2000 pacientes, e ainda recebendo novos pacientes em sua unidade, que está situada em um prédio que não comporta seus serviços. Mesmo após uma pequena reforma emergencial, para sanar os efeitos de dois arrombamentos sofridos nestes anos e do sucateamento da unidade por descaso da gestão, ainda não é possível oferecer o serviço adequado e de qualidade, necessitando de um novo prédio. (Compromisso assumido pelo primeiro secretário a gerir esta crise, o hoje Deputado Estadual Léo Prates)
A situação continua se agravando ainda mais com a demora, pois os 7 chamamentos públicos para contratação de médicos realizados pela SMS desde 2021 foram infrutíferos. Isto evidencia que as condições e garantias para estes profissionais continuam sem atrativos, não foram revisadas como informaram a SMS e não expressam a realidade desta categoria.
O que pode acontecer?
Os efeitos desse problema já podem ser sentidos e as evidências são: o abandono do tratamento por vários pacientes; a irregularidade nas consultas pelo tempo excessivo de espera (ultrapassando até a marca de 6 meses, que é o tempo máximo limite estabelecido pelo Ministério da Saúde para retorno após último exame de Carga Viral); Pacientes já intransmissíveis voltando a ter carga viral ativa; Aumento das novas infecções por HIV; Pacientes com infecções oportunistas; Vacinação inconsistente e baixa adesão em campanhas; Não monitoramento das taxas de CD4 e CD8 (imunidade); Mortes.
O que precisamos?
Precisamos de médicos infectologistas imediatamente nas unidades municipais de assistência às pessoas que vivem e/ou convivem com HIV/AIDS e HTLV. Existe a intenção de contratação de médicos clínicos, para atendimento deste público, porém, não resolve a situação da falta de especialistas da infectologia, que são únicos capacitados para lidar com o vírus e o tratamento antirretroviral. Existe a possibilidade da configuração de uma equipe mista, com profissionais que podem ser devidamente treinados, mas não podemos ficar sem médicos especialistas em infectologia na equipe, e devido ao tempo sem profissionais infectologistas na rede, esse tempo precisa ser compensado.
Contamos agora com todo o apoio dos pacientes das unidades SAE Marymar Novais, SAE São Francisco, pessoas que vivem com HIV e HTLV impactados pela ausência dos médicos. Além das pessoas que convivem com o vírus HIV e HTLV, familiares e amigos que reconhecem a situação e vivem os efeitos da falta de médicos.
Pedimos por favor, assinem esta petição e compartilhem com todos que podem colaborar nesta causa. A Vida dos pacientes depende disto!
Salve Salvador!

17.689
O problema
Precisamos da sua ajuda! Assine esta petição on-line e colabore com a Saúde de Imunosuprimidos em Salvador - Ba.
Você estará ajudando mais de 5 mil pacientes dos Serviços de Atendimento Especializado para HIV/AIDS, HTLV E outras IST’S - os SAE’s Marymar Novaes (Dendezeiros) e São Francisco (Nazaré) - que estão sob a gestão da Secretaria de Saúde do Município de Salvador, e que já estão sem médicos infectologistas nas suas equipes por quase 03 anos.
Quem somos nós?
Comitê especial de Crise de articulação para tratar dos problemas relacionados à resposta ao HIV/Aids, HTLV e outras IST's em Salvador.
Somos uma aliança entre Instituições e Pacientes dos Serviços Municipais. Integrantes:
GRUPO DE PARES - Pacientes do SAE MArymar Novaes
GAPA-Ba - Grupo de Apoio à Prevenção à AIDS na Bahia
HTLVIDA - Associação de Pessoas que vivem com HTLV
RNP+ BRASIL - Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids
MOTIRÔ Bahia - ONG de apoio e enfrentamento à causa da AIDS
REDE JOVEM PVHIV/AIDS - Rede Jovem de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS
NÚCLEO POSITHIVAS - Mulheres que vivem com HIV/AIDS
DRAGS DA PREVENÇÃO - Drag-Queens na Prevenção à AIDS/IST's
O que ocorreu? Vamos contextualizar:
Desde o início da pandemia, os médicos infectologistas foram absorvidos por conta da grande demanda com a Covid-19, gerando uma migração destes profissionais para o atendimento na rede privada, que oferecia melhores condições de trabalho, salário e estabilidade.
Os profissionais especialistas da infectologia que trabalham nos SAE’s, são admitidos através de chamamento público, que possui rendimentos defasados diante da situação atual, não sendo atrativo para a categoria, que tem como oferta do setor privado até 3 vezes mais do que o valor oferecido em edital.
Usuários dos serviços do município estão sem assistência médica, para um tratamento crônico, em que é fundamental ter acompanhamento contínuo com este especialista. Os infectologistas são essenciais para Pessoas que vivem com HIV/AIDS (PVHA) e Pessoas que vivem com HTLV (PVHTLV).
A importância de um médico infectologista na Rede Municipal de Saúde:
Muitos pacientes com alteração em seus níveis de carga viral, que podem indicar falha terapêutica, alterações metabólicas relacionadas ao uso dos medicamentos antirretrovirais, e/ou aqueles que possuem comorbidades e com doenças oportunistas como tuberculose, precisam de um acompanhamento regular (e não conseguem agendar as consultas a quase 03 anos).
Para quem está iniciando os cuidados, a consulta com o médico infectologista é imprescindível para adesão total ao tratamento. A primeira consulta é decisiva e insubstituível, o paciente recebe as primeiras informações e orientações necessárias para enfrentar os primeiros meses de medicação, rotina de testagem, familiarização com o procedimento de guias de exame e receitas farmacológicas com seus devidos prazos, programação das consultas multidisciplinares (assistente social/nutrição/derma/gastro/cardio), direcionamento para o psicólogo, afim de enfrentar o medo do estigma com apoio profissional adequado. Ter um médico especialista da infectologia, é fundamental para que o paciente vença as inseguranças do acesso ao serviço público, pois é necessário que médico e paciente desenvolvam uma relação próxima e contínua, evitando as desistências que são muito comuns dentro da história do HIV/AIDS obtendo êxito no tratamento, levando este paciente ao status de indetectável ou instransmissível na maioria dos casos.
Para as Pessoas que vivem com HTLV, a situação ainda é bem pior. O tratamento é direcionado de acordo com a doença relacionada ao HTLV, diferentemente do HIV, não existe tratamento que anule os efeitos do vírus, então a pessoa diagnosticada deverá ser acompanhada nos serviços de saúde do SUS e, quando necessário, receber seguimento em serviços especializados para diagnóstico e tratamento precoce de doenças associadas ao HTLV. Embora não haja um tratamento curativo para as manifestações neurológicas do HTLV-1 (HAM/TSP), recomenda-se que todo indivíduo acometido deve ser assistido por equipe multidisciplinar que inclua profissionais médicos (neurologista, infectologista, urologista, dermatologista, oftalmologista), fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e psicólogos).
Essa situação revela um total descaso com essa população que já sofre com muitos efeitos do estigma. A longo prazo, essas faltas implicarão no aumento em infecções de HIV e HTLV, entre outras IST’s, internações em complicações por AIDS e HTLV, além da descontinuidade de serviços complementares, componentes da prevenção combinada (como a Prep) que precisam de equipe médica especializada.
O que já foi feito até aqui?
Realizamos duas manifestações chamadas de ATO PELA VIDA, em 1º dezembro de 2021 e 2022, em frente à Secretaria de Saúde do Município de Salvador, no dia 01 de dezembro, em memória às pessoas já vitimadas em mais de 40 anos de epidemia do vírus HIV, reinvindicando a contratação dos médicos infectologistas. Esta Comissão de Especial de Crise foi formada para monitoramento das ações prometidas pela SMS após o primeiro ATO, em 2021.
As perspectivas de resolução apontadas pelos últimos 2 secretários de saúde que já passaram pelos cargos e que estavam nas gestões quando fizemos as manifestações (Léo Prates e Décio Martins) foram incipientes e não resolveram substancialmente a situação. O desfalque nas equipes ainda não foi sanado pela Secretaria, que está sob gestão da vice-prefeita Ana Paula Matos, assumida recentemente. Em quase três anos, só conseguiram relocar apenas uma médica infectologista, que foi encontrada já admitida na rede, com experiência em IST's, realocada no SAE Marymar Novais, porém, não é suficiente pois temos mais de 2.000 pacientes na unidade.
Além disso, o SAE São Francisco enfrenta uma situação ainda mais grave, contando com apenas uma médica, para mais de 2000 pacientes, e ainda recebendo novos pacientes em sua unidade, que está situada em um prédio que não comporta seus serviços. Mesmo após uma pequena reforma emergencial, para sanar os efeitos de dois arrombamentos sofridos nestes anos e do sucateamento da unidade por descaso da gestão, ainda não é possível oferecer o serviço adequado e de qualidade, necessitando de um novo prédio. (Compromisso assumido pelo primeiro secretário a gerir esta crise, o hoje Deputado Estadual Léo Prates)
A situação continua se agravando ainda mais com a demora, pois os 7 chamamentos públicos para contratação de médicos realizados pela SMS desde 2021 foram infrutíferos. Isto evidencia que as condições e garantias para estes profissionais continuam sem atrativos, não foram revisadas como informaram a SMS e não expressam a realidade desta categoria.
O que pode acontecer?
Os efeitos desse problema já podem ser sentidos e as evidências são: o abandono do tratamento por vários pacientes; a irregularidade nas consultas pelo tempo excessivo de espera (ultrapassando até a marca de 6 meses, que é o tempo máximo limite estabelecido pelo Ministério da Saúde para retorno após último exame de Carga Viral); Pacientes já intransmissíveis voltando a ter carga viral ativa; Aumento das novas infecções por HIV; Pacientes com infecções oportunistas; Vacinação inconsistente e baixa adesão em campanhas; Não monitoramento das taxas de CD4 e CD8 (imunidade); Mortes.
O que precisamos?
Precisamos de médicos infectologistas imediatamente nas unidades municipais de assistência às pessoas que vivem e/ou convivem com HIV/AIDS e HTLV. Existe a intenção de contratação de médicos clínicos, para atendimento deste público, porém, não resolve a situação da falta de especialistas da infectologia, que são únicos capacitados para lidar com o vírus e o tratamento antirretroviral. Existe a possibilidade da configuração de uma equipe mista, com profissionais que podem ser devidamente treinados, mas não podemos ficar sem médicos especialistas em infectologia na equipe, e devido ao tempo sem profissionais infectologistas na rede, esse tempo precisa ser compensado.
Contamos agora com todo o apoio dos pacientes das unidades SAE Marymar Novais, SAE São Francisco, pessoas que vivem com HIV e HTLV impactados pela ausência dos médicos. Além das pessoas que convivem com o vírus HIV e HTLV, familiares e amigos que reconhecem a situação e vivem os efeitos da falta de médicos.
Pedimos por favor, assinem esta petição e compartilhem com todos que podem colaborar nesta causa. A Vida dos pacientes depende disto!
Salve Salvador!

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Abaixo-assinado criado em 4 de abril de 2023