

São Sebastião: castração e vacinação já! Por políticas públicas que salvam vidas
O problema
Pela ampliação e flexibilização da castração gratuita e pela vacinação de animais em São Sebastião
Hugo é um cachorro extraordinário. Depois que sua dona faleceu, ele foi parar nas ruas de São Sebastião — mas, antes disso, salvou uma criança de uma situação perigosa. Um herói, sem lar.
Quando uma de nossas protetoras tentou castrá-lo gratuitamente pela prefeitura, ele foi recusado. O motivo? Estava levemente acima do peso.
Hugo não escolheu essa vida. E agora, sem castração, corre o risco de contribuir para o mesmo ciclo de abandono que já matou tantos outros animais nas ruas da cidade.
E o pior: essa não é uma exceção. É a regra.
Peso, falta de comprovante de residência, excesso de documentos exigidos — cada protetora que conhecemos tem uma história parecida, com uma barreira burocrática diferente impedindo um animal de ser castrado. Cães comunitários, cães de rua, cães de quem não tem comprovante em seu nome: todos ficam de fora por critérios que, muitas vezes, não têm relação direta com a saúde ou a segurança do procedimento.
Enquanto isso, nós, protetoras independentes, seguimos fazendo resgates, procurando lares temporários, organizando vaquinhas para custear castrações particulares e tentando, sozinhas, dar conta de um problema que é de todo o município.
E a situação se torna ainda mais urgente diante do surto de cinomose em São Sebastião.
Diversos cães já morreram vítimas da doença, enquanto nós, protetoras independentes, estamos tirando dinheiro do próprio bolso e realizando vaquinhas para vacinar cães em situação de rua e tentar conter a disseminação do vírus.
Não é razoável que a prevenção de doenças e a proteção desses animais dependam exclusivamente da iniciativa e dos recursos de protetoras independentes. A vacinação é uma questão de saúde animal e também de saúde pública, e precisa fazer parte de uma política municipal contínua de proteção e controle populacional.
Sem castração, é tudo enxugar gelo. Uma única ninhada pode gerar vários novos cães nas ruas, que vão se multiplicar e sofrer como Hugo sofreu. E, sem vacinação acessível, esses animais também ficam expostos a doenças graves e potencialmente fatais, como a cinomose.
Não existe controle populacional efetivo nem proteção animal de verdade sem acesso à castração e à vacinação.
Por isso, exigimos que a Prefeitura de São Sebastião:
-Revise e flexibilize os critérios que hoje impedem animais de serem castrados, incluindo restrições de peso, exigências documentais e comprovante de residência;
-Amplie o número de vagas e a estrutura de castração, garantindo atendimento também a animais de grande porte e cães em situação de rua ou comunitários;
-Crie e amplie campanhas públicas e gratuitas de vacinação, com atenção urgente ao surto de cinomose, incluindo ações voltadas a cães de rua e comunitários;
-Priorize a saúde pública, a prevenção de doenças e o controle populacional acima de barreiras burocráticas excessivas.
Castrar é essencial para reduzir o abandono. Vacinar é essencial para prevenir doenças e salvar vidas. Dificultar o acesso a esses serviços não faz os problemas desaparecerem — apenas aumenta o número de animais expostos ao abandono, à reprodução descontrolada e a doenças evitáveis.
Não estamos pedindo um favor. Estamos pedindo políticas públicas efetivas e que a prefeitura cumpra seu papel.
Assine e compartilhe. Por Hugo, por todos os animais que já perdemos para a cinomose e por aqueles que ainda esperam uma chance.

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O problema
Pela ampliação e flexibilização da castração gratuita e pela vacinação de animais em São Sebastião
Hugo é um cachorro extraordinário. Depois que sua dona faleceu, ele foi parar nas ruas de São Sebastião — mas, antes disso, salvou uma criança de uma situação perigosa. Um herói, sem lar.
Quando uma de nossas protetoras tentou castrá-lo gratuitamente pela prefeitura, ele foi recusado. O motivo? Estava levemente acima do peso.
Hugo não escolheu essa vida. E agora, sem castração, corre o risco de contribuir para o mesmo ciclo de abandono que já matou tantos outros animais nas ruas da cidade.
E o pior: essa não é uma exceção. É a regra.
Peso, falta de comprovante de residência, excesso de documentos exigidos — cada protetora que conhecemos tem uma história parecida, com uma barreira burocrática diferente impedindo um animal de ser castrado. Cães comunitários, cães de rua, cães de quem não tem comprovante em seu nome: todos ficam de fora por critérios que, muitas vezes, não têm relação direta com a saúde ou a segurança do procedimento.
Enquanto isso, nós, protetoras independentes, seguimos fazendo resgates, procurando lares temporários, organizando vaquinhas para custear castrações particulares e tentando, sozinhas, dar conta de um problema que é de todo o município.
E a situação se torna ainda mais urgente diante do surto de cinomose em São Sebastião.
Diversos cães já morreram vítimas da doença, enquanto nós, protetoras independentes, estamos tirando dinheiro do próprio bolso e realizando vaquinhas para vacinar cães em situação de rua e tentar conter a disseminação do vírus.
Não é razoável que a prevenção de doenças e a proteção desses animais dependam exclusivamente da iniciativa e dos recursos de protetoras independentes. A vacinação é uma questão de saúde animal e também de saúde pública, e precisa fazer parte de uma política municipal contínua de proteção e controle populacional.
Sem castração, é tudo enxugar gelo. Uma única ninhada pode gerar vários novos cães nas ruas, que vão se multiplicar e sofrer como Hugo sofreu. E, sem vacinação acessível, esses animais também ficam expostos a doenças graves e potencialmente fatais, como a cinomose.
Não existe controle populacional efetivo nem proteção animal de verdade sem acesso à castração e à vacinação.
Por isso, exigimos que a Prefeitura de São Sebastião:
-Revise e flexibilize os critérios que hoje impedem animais de serem castrados, incluindo restrições de peso, exigências documentais e comprovante de residência;
-Amplie o número de vagas e a estrutura de castração, garantindo atendimento também a animais de grande porte e cães em situação de rua ou comunitários;
-Crie e amplie campanhas públicas e gratuitas de vacinação, com atenção urgente ao surto de cinomose, incluindo ações voltadas a cães de rua e comunitários;
-Priorize a saúde pública, a prevenção de doenças e o controle populacional acima de barreiras burocráticas excessivas.
Castrar é essencial para reduzir o abandono. Vacinar é essencial para prevenir doenças e salvar vidas. Dificultar o acesso a esses serviços não faz os problemas desaparecerem — apenas aumenta o número de animais expostos ao abandono, à reprodução descontrolada e a doenças evitáveis.
Não estamos pedindo um favor. Estamos pedindo políticas públicas efetivas e que a prefeitura cumpra seu papel.
Assine e compartilhe. Por Hugo, por todos os animais que já perdemos para a cinomose e por aqueles que ainda esperam uma chance.

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Abaixo-assinado criado em 21 de setembro de 2026