
Revogação de auxílio financeiro a clubes de futebol
O problema
Nós, profissionais, gestores, pesquisadores, atletas, dirigentes e cidadãos ligados ao esporte em Minas Gerais, manifestamos indignação com o anúncio de apoio financeiro de R$ 32 milhões do Governo do Estado a Atlético, Cruzeiro e América, como compensação pela perda de patrocínios de empresas de apostas.
Não questionamos a relevância histórica, econômica e cultural desses clubes. O que questionamos é a prioridade conferida pelo poder público estadual a três grandes organizações, já dotadas de outras fontes de recursos, enquanto centenas de pequenos clubes profissionais, equipes amadoras, associações esportivas, projetos comunitários e mesmo prefeituras de todo o Estado convivem há décadas com escassez de recursos e reduzido acesso às políticas públicas.
O futebol mineiro é muito maior do que seus três clubes mais conhecidos. Clubes de bairro, equipes de várzea e pequenas agremiações, entre várias outras organizações, promovem prática esportiva, sociabilidade, pertencimento comunitário e movimentam atividades econômicas locais — funções que vêm sendo fartamente documentadas por diferentes pesquisas acadêmicas.
Diante disso, defendemos que qualquer apoio extraordinário com recursos públicos ao futebol seja orientado por critérios transparentes, objetivos e amplamente divulgados, acompanhado de justificativa pública e inserido em uma política que contemple a diversidade do esporte mineiro.
Recursos públicos para o esporte devem fortalecer o conjunto do ecossistema esportivo de Minas Gerais, e não apenas sua parcela mais rica e visível.
Por isso, solicitamos a revogação da decisão do Governo de Minas Gerais Pará concessão de auxílio a esses clubes de futebol por meio de patrocínio de empresas públicas estaduais.

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O problema
Nós, profissionais, gestores, pesquisadores, atletas, dirigentes e cidadãos ligados ao esporte em Minas Gerais, manifestamos indignação com o anúncio de apoio financeiro de R$ 32 milhões do Governo do Estado a Atlético, Cruzeiro e América, como compensação pela perda de patrocínios de empresas de apostas.
Não questionamos a relevância histórica, econômica e cultural desses clubes. O que questionamos é a prioridade conferida pelo poder público estadual a três grandes organizações, já dotadas de outras fontes de recursos, enquanto centenas de pequenos clubes profissionais, equipes amadoras, associações esportivas, projetos comunitários e mesmo prefeituras de todo o Estado convivem há décadas com escassez de recursos e reduzido acesso às políticas públicas.
O futebol mineiro é muito maior do que seus três clubes mais conhecidos. Clubes de bairro, equipes de várzea e pequenas agremiações, entre várias outras organizações, promovem prática esportiva, sociabilidade, pertencimento comunitário e movimentam atividades econômicas locais — funções que vêm sendo fartamente documentadas por diferentes pesquisas acadêmicas.
Diante disso, defendemos que qualquer apoio extraordinário com recursos públicos ao futebol seja orientado por critérios transparentes, objetivos e amplamente divulgados, acompanhado de justificativa pública e inserido em uma política que contemple a diversidade do esporte mineiro.
Recursos públicos para o esporte devem fortalecer o conjunto do ecossistema esportivo de Minas Gerais, e não apenas sua parcela mais rica e visível.
Por isso, solicitamos a revogação da decisão do Governo de Minas Gerais Pará concessão de auxílio a esses clubes de futebol por meio de patrocínio de empresas públicas estaduais.

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Abaixo-assinado criado em 30 de setembro de 2026