
Rever as leis para a proteção dos atletas
O problema
Ao Gabinete do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto
Assunto: Contributo no âmbito do processo de auscultação pública para a revisão do Regime Jurídico do Mecenato Desportivo, do Regime Jurídico das Instalações Desportivas de Uso Público e da Lei de Bases da Atividade Física e do Desporto.
1. Sumário executivo
O desporto português não tem um problema de generosidade; tem um problema de prova. Os benefícios fiscais existem, mas a sua validação depende de documentação que a maioria dos clubes não produz, e a economia gerada pelo desporto continua contabilizada noutros setores.
A Sportrack Network propõe que a revisão legislativa assente em três princípios:
- Rastreabilidade na origem. Nenhum benefício fiscal ao desporto deve depender de reconstrução documental a posteriori. O apoio deve nascer faturado, identificado e comunicado à Autoridade Tributária no momento em que ocorre.
- Separação clara entre mecenato e patrocínio. O mecenato (sem contrapartidas) e o patrocínio (com contrapartidas) precisam de regras distintas, ambas previsíveis para quem apoia e para quem é apoiado.
- Medição da economia do desporto. O Estado deve conseguir ver o valor que o desporto gera em hotelaria, transportes, bilhética e serviços, hoje diluído nas receitas do turismo e de outros setores.
Propomos, em concreto:
- um mecanismo de pré-validação eletrónica do enquadramento de mecenato, vinculativo para a inspeção tributária, que dê segurança jurídica às empresas antes de estas contabilizarem a majoração;
- um regime de patrocínio desportivo transparente, com contrato tipo, faturação obrigatória e proteção da imagem e da propriedade intelectual do atleta;
- a abertura do sistema a plataformas certificadas do setor terciário, como a Sportrack, que emitam faturas e notas de crédito e de débito para atletas, patrocinadores e instituições, integradas com o e-Fatura;
- um projeto piloto de 18 meses, com indicadores públicos, para testar este modelo com federações e clubes voluntários.
A Sportrack não resolve todos os problemas do sistema desportivo. Resolve um em particular: torna visível, documentado e justo o dinheiro que circula entre patrocinadores, atletas e clubes.
Portugal pode ter um sistema desportivo em que quem apoia tem segurança, quem é apoiado tem proteção e o Estado tem informação. Para isso, a revisão legislativa deve deslocar o foco da inspeção a posteriori para a validação na origem.




A Sportrack Network manifesta a sua disponibilidade para:
- apresentar a plataforma e o seu modelo de faturação aos serviços do Ministério, do IPDJ e da AT;
- participar em grupos de trabalho técnicos no âmbito desta revisão;
desenhar e operar o projeto piloto descrito na secção 8, em articulação com as federações interessadas.
Com os melhores cumprimentos,
Ricardo Andorinho Chief Financial Officer, Sportrack Network Lisboa, 30 de setembro de 2026 randorinho@mbuintelligence.com

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O problema
Ao Gabinete do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto
Assunto: Contributo no âmbito do processo de auscultação pública para a revisão do Regime Jurídico do Mecenato Desportivo, do Regime Jurídico das Instalações Desportivas de Uso Público e da Lei de Bases da Atividade Física e do Desporto.
1. Sumário executivo
O desporto português não tem um problema de generosidade; tem um problema de prova. Os benefícios fiscais existem, mas a sua validação depende de documentação que a maioria dos clubes não produz, e a economia gerada pelo desporto continua contabilizada noutros setores.
A Sportrack Network propõe que a revisão legislativa assente em três princípios:
- Rastreabilidade na origem. Nenhum benefício fiscal ao desporto deve depender de reconstrução documental a posteriori. O apoio deve nascer faturado, identificado e comunicado à Autoridade Tributária no momento em que ocorre.
- Separação clara entre mecenato e patrocínio. O mecenato (sem contrapartidas) e o patrocínio (com contrapartidas) precisam de regras distintas, ambas previsíveis para quem apoia e para quem é apoiado.
- Medição da economia do desporto. O Estado deve conseguir ver o valor que o desporto gera em hotelaria, transportes, bilhética e serviços, hoje diluído nas receitas do turismo e de outros setores.
Propomos, em concreto:
- um mecanismo de pré-validação eletrónica do enquadramento de mecenato, vinculativo para a inspeção tributária, que dê segurança jurídica às empresas antes de estas contabilizarem a majoração;
- um regime de patrocínio desportivo transparente, com contrato tipo, faturação obrigatória e proteção da imagem e da propriedade intelectual do atleta;
- a abertura do sistema a plataformas certificadas do setor terciário, como a Sportrack, que emitam faturas e notas de crédito e de débito para atletas, patrocinadores e instituições, integradas com o e-Fatura;
- um projeto piloto de 18 meses, com indicadores públicos, para testar este modelo com federações e clubes voluntários.
A Sportrack não resolve todos os problemas do sistema desportivo. Resolve um em particular: torna visível, documentado e justo o dinheiro que circula entre patrocinadores, atletas e clubes.
Portugal pode ter um sistema desportivo em que quem apoia tem segurança, quem é apoiado tem proteção e o Estado tem informação. Para isso, a revisão legislativa deve deslocar o foco da inspeção a posteriori para a validação na origem.




A Sportrack Network manifesta a sua disponibilidade para:
- apresentar a plataforma e o seu modelo de faturação aos serviços do Ministério, do IPDJ e da AT;
- participar em grupos de trabalho técnicos no âmbito desta revisão;
desenhar e operar o projeto piloto descrito na secção 8, em articulação com as federações interessadas.
Com os melhores cumprimentos,
Ricardo Andorinho Chief Financial Officer, Sportrack Network Lisboa, 30 de setembro de 2026 randorinho@mbuintelligence.com

Os tomadores de decisão
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Abaixo-assinado criado em 30 de setembro de 2026