Protejam Antônio Pereira: Não à Leão de Ferro

484

Vamos chegar a 500 assinaturas!
Os abaixo-assinados com mais de 1.000 apoiadores têm cinco vezes mais chances de ganhar!

O problema

 

Mapa gerado usando IA

 

Usando documentos da Leão de Ferro

Ponto vermelho é o ponto central da mineração.

Veja agora no Google Maps.​

Documentos oficiais.

 

===

💡 Dica: Deixe seu comentário abaixo! 👇

🎥 Pode ser um vídeo curto, de até 30 segundos, ou um comentário escrito. Se for morador da região, deixe isso bem claro e conte suas angústias. ❤️‍🩹

📍 É morador de Antônio Pereira? Faça questão de informar isso no seu comentário!

📱 Você pode gravar um vídeo curto usando seu próprio smartphone. Sua voz importa! 🗣️🤝

=

Preto no branco: este abaixo-assinado é um NÃO grande, nem queremos conversa. NÃO, não adianta vir com planinhos super modernos, não somos gado de corte.

 

Mora na Gruta da Lapa

Mora na gruta da Lapa: Sagui-de-Tufos-Pretos 

 

Quando uma professora de Botânica aponta falhas no estudo ambiental, quando a fauna é reduzida a uma lista de espécies e quando uma comunidade já marcada pela mineração é convidada a aceitar mais um empreendimento, a pergunta não é se o relatório tem muitas páginas. A pergunta é: o que ficou de fora?

Saiba mais: A natureza não cabe numa planilha: manifesto contra a fragilidade do licenciamento da Leão de Ferro

Animais que precisam ser protegidos: Periquitões: classificados como vulnerável à extinção na natureza

=

No dia 12 de novembro de 2026, os moradores de Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto (MG), terão uma oportunidade importante para discutir o futuro do lugar onde vivem. Nessa data, está prevista uma audiência pública sobre o Projeto Antônio Pereira, da empresa Leão de Ferro Mineração, referente ao Processo SLA nº 17527/2026. O encontro será realizado na Escola Estadual Professora Daura de Carvalho Neto.
 
Saiba mais:  Por que a audiência pública sobre um novo projeto de mineração merece a atenção de todos? 

O futuro de Antônio Pereira não pode ser decidido em torno de uma santa. Não pode ficar refém de uma tradição religiosa, de uma devoção ou de um símbolo que, por mais importante que seja para determinadas pessoas, não representa a totalidade de um território, de sua história, de sua natureza e de sua população.
 
Saiba mais:   Manifesto por um território que vale mais do que seus   símbolos religiosos​

Conheça nossa beleza natural em risco

=

Antônio Pereira não nasceu para ser uma mina


Imagine um rebanho criado para abastecer açougues. Desde o nascimento, seu destino está decidido: crescer, engordar e virar carne. Agora imagine que um desses animais, por alguma reviravolta extraordinária, desenvolva consciência de sua condição, aprenda, estude e queira outro destino. Imagine que ele seja informado de que isso não importa: nasceu gado, foi criado para o corte e, portanto, deve cumprir sua função.

Absurdo? Evidentemente.

Mas existe uma lógica semelhante quando tratamos uma comunidade como se seu destino estivesse determinado pela riqueza mineral debaixo de seus pés.

Antônio Pereira tem uma história ligada à mineração. Isso é um fato histórico, não uma sentença perpétua. O fato de uma região ter sido explorada durante gerações não significa que ela deva continuar sendo explorada indefinidamente. O passado explica parte do presente; não tem o direito de sequestrar o futuro.

As pessoas estudam, se qualificam, ampliam seus horizontes e passam a imaginar outras possibilidades para o lugar onde vivem. A comunidade muda. Suas aspirações mudam. O que antes parecia inevitável pode deixar de ser aceitável.

E é justamente aí que surge a pergunta: por que uma região deveria permanecer condenada à mineração só porque foi historicamente moldada por ela?

Por que o desenvolvimento de Antônio Pereira precisaria continuar dependendo da extração de recursos naturais, dos caminhões, da poeira e da convivência com os riscos associados às estruturas de mineração? Por que a existência de minério deveria valer mais do que a liberdade de uma comunidade de escolher o futuro que deseja construir?

Não se trata de desprezar quem trabalha na mineração, nem de negar que a atividade tenha importância econômica. Trata-se de rejeitar a ideia de que ela seja o único destino possível.

Antônio Pereira não é uma jazida com casas construídas ao redor. É uma comunidade de pessoas, com história, inteligência, ambições e direito a um futuro que não esteja inteiramente subordinado à extração mineral.

Não somos gado de corte. Não somos uma reserva de minério acompanhada de uma população inconveniente. Não somos uma paisagem destinada a ser consumida até que reste pouco a oferecer.

Somos pessoas. E pessoas têm o direito de dizer que já chega.

A Leão de Ferro pode apresentar seus projetos, tecnologias e promessas. Mas existe uma pergunta anterior a qualquer discussão sobre eficiência, compensação ou controle ambiental: a comunidade é obrigada a aceitar mais mineração porque a região sempre teve mineração?

Nossa resposta é não.

A história mineradora de Antônio Pereira não constitui uma autorização perpétua para explorar seu território. O fato de termos vivido da mineração não significa que tenhamos de viver para a mineração.

Queremos o direito de imaginar um futuro diferente — e de lutar por ele.

Antônio Pereira não nasceu para ser uma mina. É um lugar onde pessoas vivem. E elas têm o direito de decidir que não querem mais mineração.

==

Aprenda sobre a Leão de Ferro.

Quem é a Leão de Ferro e por que estamos nos mobilizando?


A Leão de Ferro Mineração Ltda. é uma empresa do setor mineral que pretende implantar uma mina de minério de ferro em Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto (MG), nas proximidades da Gruta Nossa Senhora da Lapa.

O projeto prevê mineração a céu aberto, uma unidade de tratamento de minério a seco e estruturas para armazenamento de rejeitos e estéril. A proposta está sujeita ao licenciamento ambiental estadual.

Em 3 de abril de 2025, o Conselho Consultivo do Monumento Natural Municipal Gruta Nossa Senhora da Lapa rejeitou a anuência ambiental ao projeto por oito votos contrários e quatro abstenções. Entre as preocupações registradas estavam possíveis impactos sobre a biodiversidade, a gruta e a comunidade local.

Antônio Pereira já convive com os impactos e as preocupações associados à mineração. Por isso, defendemos que o distrito não receba mais um empreendimento minerário.

Nossa posição é clara: não queremos uma nova mina em Antônio Pereira. Queremos proteger nossa comunidade, a natureza e o direito de construir um futuro diferente.

A história da tentativa de implantação da Leão de Ferro em Antônio Pereira


A tentativa de implantação da Leão de Ferro Mineração em Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto (MG), enfrenta resistência comunitária e questionamentos ambientais desde, pelo menos, 2023.

2023 — A primeira controvérsia. Em novembro, o prefeito de Ouro Preto assinou uma anuência para o empreendimento. Em dezembro, o documento foi revogado, com efeitos retroativos, segundo os registros divulgados na época. A proposta já provocava preocupação entre pesquisadores e entidades ambientais devido à proximidade da Gruta Nossa Senhora da Lapa e da área urbana.

2025 — Rejeição pelo Conselho da Gruta. Em 3 de abril, o Conselho Consultivo do Monumento Natural Municipal Gruta Nossa Senhora da Lapa rejeitou a anuência ambiental ao projeto por oito votos contrários e quatro abstenções. Entre as preocupações estavam possíveis impactos sobre a flora, a gruta, os recursos hídricos e a qualidade de vida da população.

Em novembro de 2025, o órgão ambiental estadual publicou o indeferimento do processo de licenciamento SLA 3012/2022, apontando inviabilidade ambiental.

2026 — Uma nova tentativa de licenciamento. Os registros oficiais passaram a identificar um novo processo, nº 17527/2026, para atividades de lavra a céu aberto, tratamento de minério a seco e pilhas de rejeito e estéril. O empreendimento voltou a ter procedimentos relacionados à audiência pública, com solicitações apresentadas por cidadãos, pelo Instituto Guaicuy e pela própria empresa.

Por que a comunidade se mobiliza?

A preocupação não se limita à abertura de uma mina. Envolve a proximidade das residências, a proteção da Gruta Nossa Senhora da Lapa, os possíveis impactos sobre a biodiversidade e a água, além da convivência com os impactos cumulativos da mineração na região.

A posição defendida por este abaixo-assinado é direta: Antônio Pereira já convive com a mineração e não quer um novo empreendimento da Leão de Ferro.

Não queremos negociar a instalação de uma nova mina. Queremos que nosso território tenha a oportunidade de construir um futuro diferente.

 

======

Agradecimentos: Du Evangelista por espalhar a proposta, isso deu um "explode" na proposta!

Du falando na última reunião

avatar of the starter
Jorge Guerra Pires, Ph​.​D.Criador do abaixo-assinadoSou escritor e pesquisador independente. Estou envolvido em ativismo ateu.

Mensagens de apoiadores

Atualizações do abaixo-assinado