PRESERVAÇÃO do QUADRILÁTERO VILAS DO SOL

5.025

O problema

Nós, moradores, comerciantes e frequentadores, manifestamos nosso apoio ao tombamento do Quadrilátero Vilas do Sol e seu entorno para a preservação histórica e ambiental de Pinheiros.

Reconhecemos a profunda importância dessas áreas, entrelaçadas com memórias afetivas e modos de vida, para a essência do nosso bairro e a proteção de seu rico patrimônio cultural e histórico. O início do quadrilátero remonta a outubro de 1920, quando Francisco de Paula Peruche e Cândida Leitão de Paula Peruche adquiriram uma área de 170.364,15 m², já dividida em quadras no bairro então denominado como Freguesia da Consolação e Pinheiros.

Entendemos que a mobilização social da comunidade, apoiada pelo movimento Pró-Pinheiros e outras associações, foi fundamental para sensibilizar o Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) sobre a necessidade de proteger esses locais.

O processo em análise do tombamento provisório de mais de 600 imóveis, incluindo o conjunto de casario da Vilas do Sol, representa um passo significativo para salvaguardar as características residenciais familiares rodeadas de pequenos comércios nesse quadrilátero muito visitado.

A região é um refúgio acolhedor de ruas estreitas e uma zona de caminhabilidade, especialmente em uma área de incentivo de adensamento populacional próxima ao metrô Fradique Coutinho.

Além disso, o tombamento efetivo da Vilas do Sol, incluindo suas casas e áreas verdes, contribui para reduzir as temperaturas e está alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os objetivos 12 (Consumo e Produção Responsáveis) e 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima).

Essa região é também beneficiada pela irrigação natural de lençóis freáticos e pela bacia do Rio Verde, sendo fundamental para sustentabilidade hídrica e resiliência climática. Porém, atualmente, essas fontes estão prejudicadas pelos subsolos de garagens dos inúmeros novos edifícios construídos nos eixos de transporte de massa da Av. Rebouças e Rua dos Pinheiros, causando enchentes jamais vistas antes.

Inicialmente, o zoneamento tinha o intuito de desestimular o uso do carro individual em favor do transporte coletivo. Entretanto, essa meta não foi alcançada devido a concessões temporárias que se tornaram permanentes.

Moradores têm vivenciado a perda de locais de referência e transtornos causados por obras prolongadas. Alguns se sentem inseguros em seus imóveis devido ao assédio do incentivo construtivo, à falta de transparência com cláusulas de sigilo incluídas em contratos e ao receio de ficarem ilhados entre prédios altos, o que afeta seu bem-estar, insolação e ventilação.

Essa dinâmica coloca em risco a efetividade da preservação integral dos patrimônios ambientais, culturais e históricos, bem como a contribuição na redução de impacto ambiental diante das muitas obras que ocorrem simultaneamente no bairro.

Apesar dos obstáculos, celebramos vitórias importantes, como a mudança de zoneamento para Zona Predominantemente Residencial (ZPR) e o aceite do pedido de tombamento pelo CONPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo).

Instamos as autoridades e a sociedade civil a continuarem trabalhando juntas para garantir que as áreas baixas e arborizadas sejam protegidas.

Propomos a criação de zonas permeáveis para reduzir as enchentes no bairro, a implementação de políticas de incentivo ao plantio e manutenção de áreas verdes.


https://bit.ly/manifesto-pinheiros-unico-quadrilatero


https://www.youtube.manifestação Vilas do Sol


https://www.youtube A casa é sua!
Folha.uol - verticalizacao-nos-eixos-de-transporte-privilegiou-classes-mais-altas.

avatar of the starter
veronica bilykCriador do abaixo-assinado

Mensagens de apoiadores

Atualizações do abaixo-assinado