Por um BRT Transoeste mais rápido, eficiente, seguro e confortável

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O problema

ABAIXO-ASSINADO POR UM BRT TRANSOESTE MAIS RÁPIDO, EFICIENTE, SEGURO E CONFORTÁVEL

À Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, à Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), à Mobi-Rio, à CET-Rio e aos demais órgãos competentes.

Nós, abaixo-assinados, usuários do transporte público e cidadãos interessados na melhoria da mobilidade urbana do Rio de Janeiro, solicitamos a elaboração e a implementação de um plano de modernização do BRT Transoeste, com atenção especial ao Terminal Alvorada.

O BRT é fundamental para o deslocamento diário de milhares de pessoas. Por isso, defendemos um sistema com menor lotação, intervalos mais adequados, viagens mais rápidas, infraestrutura eficiente e melhores condições de segurança e conforto para passageiros e trabalhadores.

Para alcançar esses objetivos, solicitamos que a Prefeitura avalie e apresente medidas concretas para:

1. Ampliar e dimensionar adequadamente a frota. Reforçar a quantidade de articulados conforme a demanda, priorizando os serviços com maior lotação e garantindo intervalos regulares, especialmente nos horários de pico.

2. Reorganizar as linhas e os tipos de serviço. Avaliar a diferenciação entre linhas expressas, semiparadoras e paradoras, com regras claras de parada. Solicitamos a revisão das linhas 10, 12, 13, 15 e 17, incluindo o estudo de um serviço verdadeiramente expresso entre terminais, sem prejudicar o acesso dos passageiros às estações intermediárias.

3. Reduzir atrasos nas vias exclusivas. Avaliar, trecho a trecho, limites de velocidade adequados e seguros, prioridade semafórica para os ônibus, coordenação dos sinais e correção de retornos e cruzamentos que provoquem retenções. As medidas devem aumentar a velocidade média e a regularidade das viagens sem comprometer a segurança.

4. Resolver os congestionamentos de BRTs no Terminal Alvorada. Investigar as filas de articulados nas próprias vias de acesso, as dificuldades de entrada e saída, os gargalos internos e a limitação das áreas de embarque, desembarque e manobra. Solicitamos medidas operacionais imediatas e estudos de ampliação física, quando necessários, para evitar que os próprios ônibus impeçam a circulação uns dos outros. O diagnóstico deverá considerar, sempre que possível, o tempo de espera dos articulados nas vias de acesso, o tempo necessário para alcançar as plataformas e a frequência com que as filas prejudicam o embarque, o desembarque e a saída dos veículos.

5. Melhorar a segurança de mulheres e crianças. Reforçar a fiscalização, o patrulhamento e os canais de denúncia, além de avaliar a ampliação de medidas efetivas de proteção e áreas exclusivas, quando tecnicamente adequadas e compatíveis com a capacidade, a acessibilidade e a segurança dos veículos.

6. Melhorar as condições dos ônibus e dos motoristas e aumentar a eficiência energética. Aperfeiçoar a climatização, o conforto, a acessibilidade, a manutenção, a ergonomia e a segurança dos veículos, garantindo melhores condições de trabalho para os motoristas e de viagem para os passageiros. Solicitamos também estudos sobre melhorias aerodinâmicas na carroceria e na parte inferior dos ônibus, incluindo coberturas aerodinâmicas para as rodas, componentes mais leves e resistentes e redução de peso desnecessário. Propomos ainda a avaliação de sistemas de frenagem mais eficientes e duráveis, bem como de pneus com menor resistência ao rolamento, desde que compatíveis com as especificações dos veículos. O objetivo é reduzir o consumo de combustível ou energia, melhorar a eficiência das acelerações e frenagens e otimizar o desempenho operacional dos articulados. Todas as modificações deverão ser precedidas de estudos e testes técnicos que comprovem seus benefícios, preservando a aderência dos pneus, a capacidade de frenagem, a refrigeração dos freios, a estabilidade, a capacidade de carga, a durabilidade e a segurança dos veículos.

7. Modernizar a tecnologia do sistema. Verificar e corrigir problemas de disponibilidade e funcionamento do Wi-Fi gratuito nos terminais e estações, com atenção especial ao Terminal Alvorada, além de melhorar as informações oferecidas aos usuários.

8. Incentivar a pesquisa e a inovação. Avaliar parcerias com universidades públicas e instituições de pesquisa do Rio de Janeiro para desenvolver e testar soluções aplicáveis ao BRT, incluindo eficiência energética, eletrificação, sistemas de frenagem, aerodinâmica, engenharia de tráfego e planejamento operacional.

9. Garantir transparência e responsabilidade na execução. Publicar dados atualizados sobre frota, intervalos, lotação, tempos de viagem, custos e gargalos operacionais. Solicitamos um plano de ação com prioridades, responsáveis, prazos, estimativas de investimento e indicadores que permitam acompanhar os resultados.

NOSSO PEDIDO À PREFEITURA

Diante do exposto, solicitamos que a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e os órgãos competentes recebam e analisem esta reivindicação coletiva, encaminhem cada demanda aos setores responsáveis e apresentem uma resposta formal sobre as medidas que poderão ser adotadas.

Nosso objetivo não é impor soluções técnicas sem avaliação, mas exigir que os problemas do BRT Transoeste sejam investigados de maneira transparente e que as melhorias viáveis sejam planejadas, priorizadas e executadas em benefício da população.

Pedimos também a divulgação de informações sobre as providências adotadas, os responsáveis, os prazos previstos e os resultados alcançados.

Ao assinar esta petição, você manifesta apoio às reivindicações apresentadas e solicita que elas sejam encaminhadas aos órgãos públicos competentes.

Ajude a divulgar esta iniciativa: compartilhe a petição com outros passageiros do BRT Transoeste, moradores da Zona Oeste e pessoas que dependem do Terminal Alvorada. Quanto maior o apoio, maior a visibilidade pública das reivindicações.

Os tomadores de decisão

CET-RIO
Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro
Claudia Secin
Diretora-presidente da Mobi-Rio
Jorge Arraes
Secretário Municipal de Transportes (SMTR)

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