

Poço da Panela pelo Rio Capibaribe: Preservação da Mata Ciliar e Moradia Digna com Justiça
O problema
Estudo sobre o desmatamento da Mata Ciliar do Poço da Panela
Poço da Panela pelo Rio Capibaribe: Preservação da Mata Ciliar e Moradia Digna com Justiça Socioambiental
O Poço da Panela, bairro emblemático da Zona Norte do Recife reconhecido por seu valor histórico, paisagístico (ZEPH-05) e ambiental, vive um momento crítico de pressão sobre as margens do Rio Capibaribe. Ao longo dos últimos anos, quase 10 mil metros quadrados de vegetação ciliar foram suprimidos no trecho entre o Poço da Panela e bairros vizinhos, consequência direta da omissão fiscalizatória do poder público frente ao avanço de empreendimentos comerciais privados, obras em lotes particulares e pressões urbanas não planejadas.
A mata ciliar desempenha papel insubstituível na estabilização das margens, prevenção de enchentes, conservação da biodiversidade e filtragem da água do Capibaribe. A degradação dessas faixas de proteção viola a Lei Federal nº 12.651/2012 (Código Florestal), a Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais) e a legislação ambiental e urbanística do Recife.
Ao mesmo tempo, reconhecemos que a proteção da natureza não pode ocorrer à custa da vulnerabilidade social. As famílias históricas da comunidade da ZEIS Poço da Panela têm direito constitucional à moradia digna, saneamento básico e regularização fundiária (REURB-S). A ausência de respostas estruturadas por parte da Prefeitura do Recife empurra a comunidade para a margem da vulnerabilidade e gera tensões territoriais injustas entre o direito ao teto e o direito ao meio ambiente equilibrado.
A preservação do rio e a dignidade humana precisam caminhar juntas. Não aceitamos nem o desmatamento predatório promovido por empreendimentos imobiliários e comerciais, nem a omissão estatal que nega habitação planejada às famílias de baixa renda.
Exigimos da Prefeitura do Recife, do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e dos órgãos ambientais (CPRH e SMAS):
Fiscalização rigorosa e embargo imediato de todas as obras comerciais e privadas que suprimiram e continuam suprimindo mata ciliar nos trechos C e D (notadamente galpões e intervenções em solo ciliar), apurando licenças e aplicando as devidas sanções;
Atendimento habitacional digno e célere para as famílias cadastradas da comunidade local (ZEIS Poço da Panela) por meio de projetos de Habitação de Interesse Social (HIS) da URB/Emlurb, em terrenos adequados e seguros fora da faixa não edificável de APP;
Criação de um Parque Linear Ciliar Participativo, garantindo o reflorestamento das áreas degradadas, a delimitação clara da faixa protegida e a integração da comunidade local como guardiã desse ecossistema;
Conclusão transparente do processo de regularização fundiária de interesse social (REURB-S), garantindo segurança jurídica aos moradores sem avanço sobre o espelho d'água e a vegetação remanescente.
Assine para exigir um Recife sustentável, que respeita suas águas, protege seu patrimônio verde e garante moradia digna para quem precisa!
Estruturação jurídica das demandas
Art. 225 c/c Art. 6º da Constituição Federal: Compatibilização do direito fundamental ao meio ambiente equilibrado com o direito à moradia.
Lei Federal nº 13.465/2017 (Marco Legal da REURB): Prevê que a regularização em áreas ambientalmente vulneráveis exige estudos técnicos socioambientais que garantam a melhoria das condições de sustentabilidade e a mitigação dos riscos.
Lei Municipal nº 16.113/1995 (PREZEIS Recife): Garante a participação popular na urbanização das áreas de interesse social, sem expansão desordenada sobre cursos d'água.
Lei nº 9.605/1998 (Arts. 38, 39 e 64): Aplicação de responsabilização administrativa e criminal com foco primário nos grandes desmates comerciais já documentados.

543
O problema
Estudo sobre o desmatamento da Mata Ciliar do Poço da Panela
Poço da Panela pelo Rio Capibaribe: Preservação da Mata Ciliar e Moradia Digna com Justiça Socioambiental
O Poço da Panela, bairro emblemático da Zona Norte do Recife reconhecido por seu valor histórico, paisagístico (ZEPH-05) e ambiental, vive um momento crítico de pressão sobre as margens do Rio Capibaribe. Ao longo dos últimos anos, quase 10 mil metros quadrados de vegetação ciliar foram suprimidos no trecho entre o Poço da Panela e bairros vizinhos, consequência direta da omissão fiscalizatória do poder público frente ao avanço de empreendimentos comerciais privados, obras em lotes particulares e pressões urbanas não planejadas.
A mata ciliar desempenha papel insubstituível na estabilização das margens, prevenção de enchentes, conservação da biodiversidade e filtragem da água do Capibaribe. A degradação dessas faixas de proteção viola a Lei Federal nº 12.651/2012 (Código Florestal), a Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais) e a legislação ambiental e urbanística do Recife.
Ao mesmo tempo, reconhecemos que a proteção da natureza não pode ocorrer à custa da vulnerabilidade social. As famílias históricas da comunidade da ZEIS Poço da Panela têm direito constitucional à moradia digna, saneamento básico e regularização fundiária (REURB-S). A ausência de respostas estruturadas por parte da Prefeitura do Recife empurra a comunidade para a margem da vulnerabilidade e gera tensões territoriais injustas entre o direito ao teto e o direito ao meio ambiente equilibrado.
A preservação do rio e a dignidade humana precisam caminhar juntas. Não aceitamos nem o desmatamento predatório promovido por empreendimentos imobiliários e comerciais, nem a omissão estatal que nega habitação planejada às famílias de baixa renda.
Exigimos da Prefeitura do Recife, do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e dos órgãos ambientais (CPRH e SMAS):
Fiscalização rigorosa e embargo imediato de todas as obras comerciais e privadas que suprimiram e continuam suprimindo mata ciliar nos trechos C e D (notadamente galpões e intervenções em solo ciliar), apurando licenças e aplicando as devidas sanções;
Atendimento habitacional digno e célere para as famílias cadastradas da comunidade local (ZEIS Poço da Panela) por meio de projetos de Habitação de Interesse Social (HIS) da URB/Emlurb, em terrenos adequados e seguros fora da faixa não edificável de APP;
Criação de um Parque Linear Ciliar Participativo, garantindo o reflorestamento das áreas degradadas, a delimitação clara da faixa protegida e a integração da comunidade local como guardiã desse ecossistema;
Conclusão transparente do processo de regularização fundiária de interesse social (REURB-S), garantindo segurança jurídica aos moradores sem avanço sobre o espelho d'água e a vegetação remanescente.
Assine para exigir um Recife sustentável, que respeita suas águas, protege seu patrimônio verde e garante moradia digna para quem precisa!
Estruturação jurídica das demandas
Art. 225 c/c Art. 6º da Constituição Federal: Compatibilização do direito fundamental ao meio ambiente equilibrado com o direito à moradia.
Lei Federal nº 13.465/2017 (Marco Legal da REURB): Prevê que a regularização em áreas ambientalmente vulneráveis exige estudos técnicos socioambientais que garantam a melhoria das condições de sustentabilidade e a mitigação dos riscos.
Lei Municipal nº 16.113/1995 (PREZEIS Recife): Garante a participação popular na urbanização das áreas de interesse social, sem expansão desordenada sobre cursos d'água.
Lei nº 9.605/1998 (Arts. 38, 39 e 64): Aplicação de responsabilização administrativa e criminal com foco primário nos grandes desmates comerciais já documentados.

Mensagens de apoiadores
Atualizações do abaixo-assinado
Compartilhar este abaixo-assinado
Abaixo-assinado criado em 29 de outubro de 2026

