NOTA PÚBLICA DE REPÚDIO E SOLIDARIEDADE
NOTA PÚBLICA DE REPÚDIO E SOLIDARIEDADE
O problema
O INACEITÁVEL NÃO CABE MAIS NO NOSSO SETOR
Nós, profissionais do audiovisual, viemos a público manifestar nossa mais profunda indignação e repúdio aos casos recorrentes de assédio moral, sexual e abuso de poder promovidos contra as mulheres no setor.
Fatos graves que envolvem uma equipe de campanha da Bahia. Trata-se de relato de assédio, vitimando uma produtora de autoria de integrante da chefia da campanha. A consequência desse ato, praticado na presença de testemunhas, foi a saída coletiva da equipe de produção em solidariedade à vítima.
Este episódio não pode ser tratado como um fato isolado. Ele revela uma realidade que precisa ser enfrentada com firmeza: nenhuma relação profissional, campanha política, contrato ou posição hierárquica pode servir de justificativa para violência, assédio ou abuso de poder.
DIZEMOS BASTA
1. O inaceitável não pode ser naturalizado.
Não aceitamos mais que o talento, a urgência de uma entrega, a pressão profissional ou qualquer outra circunstância sejam utilizados como justificativa para tolerar práticas de assédio, violência ou abuso. O silêncio e a naturalização dessas condutas contribuem para sua permanência.
2. Solidariedade é uma forma de resistência.
A atitude da equipe que saiu em bloco em solidariedade à vítima demonstra que a dignidade das pessoas deve estar acima de contratos, partidos, campanhas ou interesses profissionais. Diante de situações de violência, não podemos aceitar o silêncio como resposta.
3. Responsabilidade e apuração.
Os fatos devem ser devidamente apurados pelas instâncias competentes, assegurando-se às partes o devido processo legal e o direito de defesa. Havendo comprovação das condutas denunciadas, devem ser adotadas todas as medidas cabíveis, inclusive no âmbito trabalhista, administrativo e criminal, conforme o caso.
DAS PROVIDÊNCIAS
As medidas jurídicas penais e cíveis cabíveis serão tomadas diante dos fatos relatados, sem prejuízo de outras providências que possam ser adotadas pelas vítimas, profissionais e entidades envolvidas.
Mas a adoção das medidas judiciais e institucionais não pode significar silêncio público.
Não poderíamos deixar de manifestar nosso repúdio público e de promover a necessária mobilização social para que situações como essa não sejam naturalizadas ou repetidas.
A transformação dessa realidade exige que profissionais, entidades, movimentos sociais, instituições e toda a sociedade se posicionem contra a violência e em defesa de ambientes de trabalho seguros, respeitosos e livres de abuso.
VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES TAMBÉM É VIOLÊNCIA POLÍTICA
Quando uma mulher é constrangida, assediada, intimidada ou submetida a situações de violência em espaços profissionais e políticos, os efeitos ultrapassam a esfera individual.
A violência contra as mulheres nesses ambientes também pode funcionar como mecanismo de violência política, especialmente quando cria medo, constrangimento ou insegurança e contribui para afastá-las dos espaços de participação, liderança e tomada de decisões.
Não podemos aceitar que mulheres sejam afastadas dos espaços de decisão democrática por situações de violência, assédio ou intimidação.
A democracia também se constrói com a presença, a voz e a participação das mulheres.
Por isso, combater a violência contra as mulheres é também defender o direito de elas ocuparem plenamente os espaços de trabalho, de liderança e de decisão política.
NOSSAS EXIGÊNCIAS
• Retratação pública: Esperamos que a campanha e os envolvidos reconheçam a gravidade dos fatos e adotem medidas concretas para prevenir novas ocorrências, incluindo canais seguros de denúncia e protocolos de proteção.
• Apuração rigorosa: Que os fatos sejam investigados pelas autoridades e instituições competentes, com independência, seriedade e respeito aos direitos de todas as partes.
• Responsabilização: Comprovadas as condutas denunciadas, que sejam adotadas as medidas legais, civis, criminais, trabalhistas e institucionais cabíveis.
• Ambientes seguros: Que empresas, campanhas, produtoras e demais organizações adotem mecanismos efetivos de prevenção e enfrentamento ao assédio, à violência e ao abuso de poder.
• Participação das mulheres: Que nenhum ato de violência ou intimidação seja utilizado, direta ou indiretamente, para afastar mulheres dos espaços profissionais, políticos e democráticos.
Às mulheres que sofrem caladas: vocês não estão sozinhas.
A violência não pode ser naturalizada. O silêncio não pode ser imposto. E a posição de poder jamais pode ser utilizada como autorização para violar a dignidade de outra pessoa.
Não haverá trabalho digno em ambiente de medo.
Não haverá democracia plena sem a participação das mulheres.
Não haverá espaço para a impunidade diante da violência.
BASTA DE CRIMES CONTRA AS MULHERES
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O problema
O INACEITÁVEL NÃO CABE MAIS NO NOSSO SETOR
Nós, profissionais do audiovisual, viemos a público manifestar nossa mais profunda indignação e repúdio aos casos recorrentes de assédio moral, sexual e abuso de poder promovidos contra as mulheres no setor.
Fatos graves que envolvem uma equipe de campanha da Bahia. Trata-se de relato de assédio, vitimando uma produtora de autoria de integrante da chefia da campanha. A consequência desse ato, praticado na presença de testemunhas, foi a saída coletiva da equipe de produção em solidariedade à vítima.
Este episódio não pode ser tratado como um fato isolado. Ele revela uma realidade que precisa ser enfrentada com firmeza: nenhuma relação profissional, campanha política, contrato ou posição hierárquica pode servir de justificativa para violência, assédio ou abuso de poder.
DIZEMOS BASTA
1. O inaceitável não pode ser naturalizado.
Não aceitamos mais que o talento, a urgência de uma entrega, a pressão profissional ou qualquer outra circunstância sejam utilizados como justificativa para tolerar práticas de assédio, violência ou abuso. O silêncio e a naturalização dessas condutas contribuem para sua permanência.
2. Solidariedade é uma forma de resistência.
A atitude da equipe que saiu em bloco em solidariedade à vítima demonstra que a dignidade das pessoas deve estar acima de contratos, partidos, campanhas ou interesses profissionais. Diante de situações de violência, não podemos aceitar o silêncio como resposta.
3. Responsabilidade e apuração.
Os fatos devem ser devidamente apurados pelas instâncias competentes, assegurando-se às partes o devido processo legal e o direito de defesa. Havendo comprovação das condutas denunciadas, devem ser adotadas todas as medidas cabíveis, inclusive no âmbito trabalhista, administrativo e criminal, conforme o caso.
DAS PROVIDÊNCIAS
As medidas jurídicas penais e cíveis cabíveis serão tomadas diante dos fatos relatados, sem prejuízo de outras providências que possam ser adotadas pelas vítimas, profissionais e entidades envolvidas.
Mas a adoção das medidas judiciais e institucionais não pode significar silêncio público.
Não poderíamos deixar de manifestar nosso repúdio público e de promover a necessária mobilização social para que situações como essa não sejam naturalizadas ou repetidas.
A transformação dessa realidade exige que profissionais, entidades, movimentos sociais, instituições e toda a sociedade se posicionem contra a violência e em defesa de ambientes de trabalho seguros, respeitosos e livres de abuso.
VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES TAMBÉM É VIOLÊNCIA POLÍTICA
Quando uma mulher é constrangida, assediada, intimidada ou submetida a situações de violência em espaços profissionais e políticos, os efeitos ultrapassam a esfera individual.
A violência contra as mulheres nesses ambientes também pode funcionar como mecanismo de violência política, especialmente quando cria medo, constrangimento ou insegurança e contribui para afastá-las dos espaços de participação, liderança e tomada de decisões.
Não podemos aceitar que mulheres sejam afastadas dos espaços de decisão democrática por situações de violência, assédio ou intimidação.
A democracia também se constrói com a presença, a voz e a participação das mulheres.
Por isso, combater a violência contra as mulheres é também defender o direito de elas ocuparem plenamente os espaços de trabalho, de liderança e de decisão política.
NOSSAS EXIGÊNCIAS
• Retratação pública: Esperamos que a campanha e os envolvidos reconheçam a gravidade dos fatos e adotem medidas concretas para prevenir novas ocorrências, incluindo canais seguros de denúncia e protocolos de proteção.
• Apuração rigorosa: Que os fatos sejam investigados pelas autoridades e instituições competentes, com independência, seriedade e respeito aos direitos de todas as partes.
• Responsabilização: Comprovadas as condutas denunciadas, que sejam adotadas as medidas legais, civis, criminais, trabalhistas e institucionais cabíveis.
• Ambientes seguros: Que empresas, campanhas, produtoras e demais organizações adotem mecanismos efetivos de prevenção e enfrentamento ao assédio, à violência e ao abuso de poder.
• Participação das mulheres: Que nenhum ato de violência ou intimidação seja utilizado, direta ou indiretamente, para afastar mulheres dos espaços profissionais, políticos e democráticos.
Às mulheres que sofrem caladas: vocês não estão sozinhas.
A violência não pode ser naturalizada. O silêncio não pode ser imposto. E a posição de poder jamais pode ser utilizada como autorização para violar a dignidade de outra pessoa.
Não haverá trabalho digno em ambiente de medo.
Não haverá democracia plena sem a participação das mulheres.
Não haverá espaço para a impunidade diante da violência.
BASTA DE CRIMES CONTRA AS MULHERES
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Abaixo-assinado criado em 16 de setembro de 2026