EM DEFESA DA VIDA, DA DEMOCRACIA, DA SOBERANIA NACIONAL E DA UNIVERSIDADE: LULA PRESIDENTE
EM DEFESA DA VIDA, DA DEMOCRACIA, DA SOBERANIA NACIONAL E DA UNIVERSIDADE: LULA PRESIDENTE
O problema
Professoras, professores e comunidade da PUC-SP: é hora de defender nossas conquistas democráticas e o futuro do Brasil
A APROPUC-SP reafirma seu compromisso histórico com a Democracia, a liberdade de pensamento, a educação emancipadora, a ciência, os direitos humanos e a justiça social. Diante da gravidade da conjuntura política brasileira, manifestamos nosso apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República e Geraldo Alckmin à Vice-Presidência, em oposição ao projeto da extrema-direita, representado pela candidatura de Flávio Bolsonaro.
Não se trata de uma adesão incondicional a um governo ou partido. Trata-se, mais de reconhecer que há momentos históricos em que a defesa da Democracia exige posicionamento claro, coragem política e responsabilidade coletiva. Estão em jogo o futuro das instituições democráticas, da Universidade brasileira, dos direitos sociais, da soberania nacional e das próximas gerações.
A PUC-SP tem uma responsabilidade histórica na defesa da Democracia
Durante a ditadura militar, a PUC-SP tornou-se espaço de resistência ao autoritarismo, de acolhimento de perseguidos políticos e de defesa das liberdades democráticas. A invasão de suas dependências por forças policiais, em 1977, permanece como símbolo da violência de um regime que temia a liberdade de pensamento, a organização estudantil e a mobilização social.
Essa história não pode ser apenas uma lembrança celebrada em cerimônias. Ela constitui um compromisso com o presente. Honrar a memória de quem enfrentou a repressão significa rejeitar a naturalização do autoritarismo, a intimidação de professores, funcionários e estudantes e qualquer tentativa de cercear a liberdade de cátedra ou subordinar a Universidade a interesses políticos e ideológicos.
A Democracia não é uma concessão dos governantes: é uma conquista da sociedade que precisa ser defendida todos os dias.
Pela educação, pela ciência e pela liberdade de cátedra
Uma Universidade não pode florescer sob ameaças de censura, perseguição ideológica e obscurantismo. A produção do conhecimento exige liberdade para investigar, ensinar, questionar e confrontar ideias. Exige, além de financiamento, valorização do trabalho docente, respeito à autonomia universitária e políticas públicas comprometidas com a educação, a ciência, a tecnologia e a cultura.
A experiência recente do Brasil demonstrou os riscos de governos que desqualificam o conhecimento científico, hostilizam as Universidades e tratam o pensamento crítico como inimigo. Apoiamos um projeto democrático que fortaleça as instituições de ensino e pesquisa e assegure à Universidade condições para cumprir sua função social, sem interferências autoritárias.
Por uma Universidade inclusiva e socialmente comprometida
A democratização do ensino superior não se completa com o ingresso: é indispensável garantir condições reais de permanência e conclusão dos estudos. Defendemos a manutenção e a ampliação das políticas de cotas raciais e sociais, das ações afirmativas e dos programas de assistência estudantil.
É igualmente fundamental ampliar as bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, para que a falta de recursos não impeça estudantes e pesquisadores de desenvolver seus projetos. A ciência brasileira não pode desperdiçar talentos por causa da desigualdade econômica.
A Universidade deve ser um espaço de produção de conhecimento, formação crítica e transformação social, acessível a pessoas de diferentes origens e condições econômicas.
Educação de qualidade, inclusão e permanência estudantil não são privilégios: são direitos e investimentos no futuro do país.
Pela justiça social e pela dignidade humana
Não existe Democracia quando milhões de pessoas vivem sob a fome, a pobreza, a precariedade do trabalho e a falta de oportunidades. A liberdade política deve caminhar junto com a garantia de direitos e condições dignas de existência.
Defendemos a manutenção e a ampliação dos programas de transferência de renda, e de combate à fome, o acesso à saúde, à moradia e à educação, assim como a proteção dos direitos trabalhistas e previdenciários. Essas políticas são instrumentos essenciais para reduzir desigualdades e ampliar a cidadania.
Defendemos também uma sociedade que combata o racismo e todas as formas de discriminação, respeite a diversidade de gêneros e de orientação sexual, as diferenças culturais e a liberdade religiosa. A Democracia só se fortalece quando os direitos e a dignidade de todas as pessoas são reconhecidos e protegidos.
Pela defesa do meio ambiente e da soberania nacional
A Amazônia, o Cerrado, a Mata Atlântica e os demais biomas brasileiros não podem ser entregues ao desmatamento, à apropriação irresponsável de riquezas coletivas e à exploração predatória, inclusive diante de pressões externas como as do governo de Donald Trump. A água, os minérios, os recursos energéticos e a biodiversidade devem ser protegidos e administrados com responsabilidade socioambiental, respeito aos povos indígenas e às comunidades tradicionais e compromisso com as futuras gerações. Sobretudo, nossos recursos devem gerar desenvolvimento, novos empregos e riquezas para o Brasil.
Por outro lado, o Brasil precisa enfrentar a emergência climática com políticas científicas consistentes, fiscalização ambiental e desenvolvimento sustentável. Precisa, igualmente, defender sua soberania diante de pressões externas que subordinem os interesses nacionais à exploração de seus recursos naturais.
A defesa do meio ambiente, da ciência e da soberania nacional é parte inseparável de um projeto de país democrático e socialmente justo.
Pela defesa da Democracia e contra o autoritarismo
A Democracia pode ser corroída gradualmente pela deslegitimação das instituições, pela intimidação de adversários, pela desinformação e pela concentração de poder. O legado político do bolsonarismo, marcado por ataques às Universidades, negacionismo científico e hostilidade a setores da imprensa e da sociedade civil, constitui um alerta que não podemos ignorar. Os ataques de 8 de janeiro de 2023 demonstraram a gravidade das tentativas de subverter a ordem democrática.
A candidatura da extrema-direita representa o risco de reabilitação e aprofundamento dessa agenda autoritária. Não podemos aceitar que direitos fundamentais sejam relativizados, que a Constituição seja submetida a projetos de concentração de poder ou que a Universidade volte a ser alvo de perseguições.
Não há neutralidade possível diante de ameaças concretas à Democracia, às liberdades e aos direitos conquistados pela sociedade brasileira.
Apoiar Lula significa, neste segundo turno, defender a preservação das instituições democráticas, o respeito aos resultados eleitorais e a possibilidade de avançar na redução das desigualdades e na garantia de direitos. Esse apoio não significa abrir mão da crítica: cabe à APROPUC-SP manter sua independência, cobrar compromissos e denunciar eventuais retrocessos, qualquer que seja o governo.
A Democracia precisa da Universidade – e a Universidade precisa da Democracia
A história da PUC-SP nos convoca a assumir nossa responsabilidade. Sua tradição de resistência, sua trajetória intelectual e seu compromisso com os direitos humanos exigem que a comunidade acadêmica não se omita diante de uma escolha que afeta diretamente o futuro da educação, da ciência, da cultura e da vida democrática no Brasil.
Por essas razões, a APROPUC-SP manifesta seu apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República e convoca professoras e professores, estudantes, funcionários e toda a comunidade universitária a se mobilizarem em defesa da Democracia, da Universidade livre, da justiça social e da soberania nacional.
O Brasil precisa fortalecer suas Universidades, ampliar políticas sociais, proteger seus biomas, valorizar a ciência, reduzir as desigualdades e preservar sua soberania. Precisa impedir que o autoritarismo e o imperialismo voltem a ameaçar as conquistas democráticas da sociedade.
A história da PUC-SP nos convoca. A responsabilidade com as novas gerações nos exige. A Democracia nos impõe uma escolha.
Em defesa da Universidade livre, da justiça social, da soberania nacional e da Democracia: Lula presidente!
Diretoria da APROPUC-SP

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O problema
Professoras, professores e comunidade da PUC-SP: é hora de defender nossas conquistas democráticas e o futuro do Brasil
A APROPUC-SP reafirma seu compromisso histórico com a Democracia, a liberdade de pensamento, a educação emancipadora, a ciência, os direitos humanos e a justiça social. Diante da gravidade da conjuntura política brasileira, manifestamos nosso apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República e Geraldo Alckmin à Vice-Presidência, em oposição ao projeto da extrema-direita, representado pela candidatura de Flávio Bolsonaro.
Não se trata de uma adesão incondicional a um governo ou partido. Trata-se, mais de reconhecer que há momentos históricos em que a defesa da Democracia exige posicionamento claro, coragem política e responsabilidade coletiva. Estão em jogo o futuro das instituições democráticas, da Universidade brasileira, dos direitos sociais, da soberania nacional e das próximas gerações.
A PUC-SP tem uma responsabilidade histórica na defesa da Democracia
Durante a ditadura militar, a PUC-SP tornou-se espaço de resistência ao autoritarismo, de acolhimento de perseguidos políticos e de defesa das liberdades democráticas. A invasão de suas dependências por forças policiais, em 1977, permanece como símbolo da violência de um regime que temia a liberdade de pensamento, a organização estudantil e a mobilização social.
Essa história não pode ser apenas uma lembrança celebrada em cerimônias. Ela constitui um compromisso com o presente. Honrar a memória de quem enfrentou a repressão significa rejeitar a naturalização do autoritarismo, a intimidação de professores, funcionários e estudantes e qualquer tentativa de cercear a liberdade de cátedra ou subordinar a Universidade a interesses políticos e ideológicos.
A Democracia não é uma concessão dos governantes: é uma conquista da sociedade que precisa ser defendida todos os dias.
Pela educação, pela ciência e pela liberdade de cátedra
Uma Universidade não pode florescer sob ameaças de censura, perseguição ideológica e obscurantismo. A produção do conhecimento exige liberdade para investigar, ensinar, questionar e confrontar ideias. Exige, além de financiamento, valorização do trabalho docente, respeito à autonomia universitária e políticas públicas comprometidas com a educação, a ciência, a tecnologia e a cultura.
A experiência recente do Brasil demonstrou os riscos de governos que desqualificam o conhecimento científico, hostilizam as Universidades e tratam o pensamento crítico como inimigo. Apoiamos um projeto democrático que fortaleça as instituições de ensino e pesquisa e assegure à Universidade condições para cumprir sua função social, sem interferências autoritárias.
Por uma Universidade inclusiva e socialmente comprometida
A democratização do ensino superior não se completa com o ingresso: é indispensável garantir condições reais de permanência e conclusão dos estudos. Defendemos a manutenção e a ampliação das políticas de cotas raciais e sociais, das ações afirmativas e dos programas de assistência estudantil.
É igualmente fundamental ampliar as bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, para que a falta de recursos não impeça estudantes e pesquisadores de desenvolver seus projetos. A ciência brasileira não pode desperdiçar talentos por causa da desigualdade econômica.
A Universidade deve ser um espaço de produção de conhecimento, formação crítica e transformação social, acessível a pessoas de diferentes origens e condições econômicas.
Educação de qualidade, inclusão e permanência estudantil não são privilégios: são direitos e investimentos no futuro do país.
Pela justiça social e pela dignidade humana
Não existe Democracia quando milhões de pessoas vivem sob a fome, a pobreza, a precariedade do trabalho e a falta de oportunidades. A liberdade política deve caminhar junto com a garantia de direitos e condições dignas de existência.
Defendemos a manutenção e a ampliação dos programas de transferência de renda, e de combate à fome, o acesso à saúde, à moradia e à educação, assim como a proteção dos direitos trabalhistas e previdenciários. Essas políticas são instrumentos essenciais para reduzir desigualdades e ampliar a cidadania.
Defendemos também uma sociedade que combata o racismo e todas as formas de discriminação, respeite a diversidade de gêneros e de orientação sexual, as diferenças culturais e a liberdade religiosa. A Democracia só se fortalece quando os direitos e a dignidade de todas as pessoas são reconhecidos e protegidos.
Pela defesa do meio ambiente e da soberania nacional
A Amazônia, o Cerrado, a Mata Atlântica e os demais biomas brasileiros não podem ser entregues ao desmatamento, à apropriação irresponsável de riquezas coletivas e à exploração predatória, inclusive diante de pressões externas como as do governo de Donald Trump. A água, os minérios, os recursos energéticos e a biodiversidade devem ser protegidos e administrados com responsabilidade socioambiental, respeito aos povos indígenas e às comunidades tradicionais e compromisso com as futuras gerações. Sobretudo, nossos recursos devem gerar desenvolvimento, novos empregos e riquezas para o Brasil.
Por outro lado, o Brasil precisa enfrentar a emergência climática com políticas científicas consistentes, fiscalização ambiental e desenvolvimento sustentável. Precisa, igualmente, defender sua soberania diante de pressões externas que subordinem os interesses nacionais à exploração de seus recursos naturais.
A defesa do meio ambiente, da ciência e da soberania nacional é parte inseparável de um projeto de país democrático e socialmente justo.
Pela defesa da Democracia e contra o autoritarismo
A Democracia pode ser corroída gradualmente pela deslegitimação das instituições, pela intimidação de adversários, pela desinformação e pela concentração de poder. O legado político do bolsonarismo, marcado por ataques às Universidades, negacionismo científico e hostilidade a setores da imprensa e da sociedade civil, constitui um alerta que não podemos ignorar. Os ataques de 8 de janeiro de 2023 demonstraram a gravidade das tentativas de subverter a ordem democrática.
A candidatura da extrema-direita representa o risco de reabilitação e aprofundamento dessa agenda autoritária. Não podemos aceitar que direitos fundamentais sejam relativizados, que a Constituição seja submetida a projetos de concentração de poder ou que a Universidade volte a ser alvo de perseguições.
Não há neutralidade possível diante de ameaças concretas à Democracia, às liberdades e aos direitos conquistados pela sociedade brasileira.
Apoiar Lula significa, neste segundo turno, defender a preservação das instituições democráticas, o respeito aos resultados eleitorais e a possibilidade de avançar na redução das desigualdades e na garantia de direitos. Esse apoio não significa abrir mão da crítica: cabe à APROPUC-SP manter sua independência, cobrar compromissos e denunciar eventuais retrocessos, qualquer que seja o governo.
A Democracia precisa da Universidade – e a Universidade precisa da Democracia
A história da PUC-SP nos convoca a assumir nossa responsabilidade. Sua tradição de resistência, sua trajetória intelectual e seu compromisso com os direitos humanos exigem que a comunidade acadêmica não se omita diante de uma escolha que afeta diretamente o futuro da educação, da ciência, da cultura e da vida democrática no Brasil.
Por essas razões, a APROPUC-SP manifesta seu apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República e convoca professoras e professores, estudantes, funcionários e toda a comunidade universitária a se mobilizarem em defesa da Democracia, da Universidade livre, da justiça social e da soberania nacional.
O Brasil precisa fortalecer suas Universidades, ampliar políticas sociais, proteger seus biomas, valorizar a ciência, reduzir as desigualdades e preservar sua soberania. Precisa impedir que o autoritarismo e o imperialismo voltem a ameaçar as conquistas democráticas da sociedade.
A história da PUC-SP nos convoca. A responsabilidade com as novas gerações nos exige. A Democracia nos impõe uma escolha.
Em defesa da Universidade livre, da justiça social, da soberania nacional e da Democracia: Lula presidente!
Diretoria da APROPUC-SP

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Abaixo-assinado criado em 19 de outubro de 2026