

Abaixo-assinado contra a construção de mega Data Centers de IA em Campinas (Barão Geraldo)
O problema
Água, energia, território, conhecimento e dados não são recursos ilimitados nem podem ser oferecidos de bandeja a grandes empresas estrangeiras! Já entregamos nossos dados às big techs e agora querem também os nossos recursos naturais para armazená-los.
O QUE É UM MEGA DATA CENTER
A inteligência artificial depende de enormes quantidades de energia, água, equipamentos, refrigeração, infraestrutura elétrica e de telecomunicações para armazenar dados. A chamada “nuvem” é, na realidade, uma gigantesca infraestrutura física muito concreta que destrói toda a vida ao redor!
Por isso, nós, moradora(e)s, trabalhadora(e)s, estudantes, pesquisadora(e)s, docentes, agricultora(e)s, comerciantes, organizações da sociedade civil e demais pessoas preocupadas com o futuro de Barão Geraldo, da Região Metropolitana de Campinas e de todo o Estado de São Paulo, manifestamos nossa preocupação com a implantação de mega data centers de inteligência artificial em nosso território .
Um deles é o "Campus Campinas", previsto para a Fazenda Pau D'Alho.
O investimento inicial previsto é de R$ 5 bilhões, podendo chegar a R$ 20 bilhões, em uma área que corresponde a aproximadamente a 132 campos de futebol (944 mil m²), com 115 mil m² de área construída. Terá capacidade de até 400 MW e demandará enormes quantidades de energia e água, especialmente em função das necessidades de resfriamento dos equipamentos de inteligência artificial.
ATENÇÃO AOS IMPACTOS!
Água: o consumo de água para a refrigeração dos equipamentos pode pressionar os recursos hídricos, sobretudo nos períodos de estiagem, em uma região que concentra rios e reservatórios importantes para o abastecimento de milhões de pessoas e que, segundo estudos, enfrentará secas cada vez mais longas e severas nas próximas décadas. Embora se informe que parte da água utilizada será reutilizada, o empreendimento poderá consumir até 3,24 milhões de litros de água por dia. Vai faltar água!
Ruído: o funcionamento de geradores e sistemas de refrigeração, 24 horas por dia, 7 dias por semana, produz um barulho contínuo e mecânico, que pode variar de algumas centenas de metros a até 3 ou 4 quilômetros, dependendo da frequência do som, das barreiras acústicas e das condições climáticas. Isso afeta a qualidade de vida , provocando estresse crônico, insônia, depressão entre outros problemas de saúde mental;
Calor: um empreendimento desta dimensão certamente afetará, e muito, o consumo de energia e água do município, além de aumentar a temperatura local em até 9ºC, a depender das estratégias de resfriamento utilizadas, podendo provocar as chamadas ‘’bolhas de calor’’;
Energia: demanda contínua e de grande escala, com sobrecarga da infraestrutura elétrica regional; sua conta de luz pode aumentar muito mais!
Território e meio ambiente: impermeabilização do solo, drenagem, supressão vegetal; mais calor, alagamentos e inundações!
Todos esses impactos devem ser analisados com transparência por órgãos públicos de controle como o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA) de Campinas e dos demais municípios impactados.
SOBERANIA DIGITAL E INTERESSE PÚBLICO
Não somos contra a ciência, a inteligência artificial, os investimentos ou a geração de empregos.
Defendemos, porém, uma política tecnológica orientada pelo interesse público, pela soberania tecnológica, pela proteção ambiental, pelos direitos sociais e pela participação democrática.
É inadmissível que a expansão dos data centers seja orientada pela atração de investimentos privados e pela concessão de benefícios fiscais, transformando recursos públicos e naturais em subsídios para grandes corporações transnacionais, às custas do bem-estar de TODA A POPULAÇÃO E DE TODAS AS CLASSES SOCIAIS. Inclusive grandes condomínios de luxo também serão afetada(o)s, basta ver o mapa!
—
Além desse, há outro data center sendo contruído pela empresa Twenty Four Seven Data Center. Esse segundo fica na av. Zeferino Vaz, e, embora menor em relação ao primeiro, pode ser ambientalmente ainda mais danoso: ele bloqueia a única rota que resta para a fauna silvestre sair da Mata Santa Genebra em direção à Fazenda Rio das Pedras. Sem esse corredor, os animais ficam isolados, aumentando o risco de consanguinidade e extinção local de espécies, e a Mata perde sua capacidade de se regular.
Assim, solicitamos à Prefeitura de Campinas e aos órgãos responsáveis:
- A suspensão das autorizações e das obras relacionadas ao empreendimento enquanto seus impactos não forem devidamente avaliados e esclarecidos;
- A divulgação integral de todos os estudos, pareceres e documentos relativos ao projeto e à sua tramitação junto à Prefeitura de Campinas;
- A apresentação de um Estudo de Impacto de Vizinhança não fragmentado, que avalie cumulativamente os impactos gerados pelo projeto em sua completude. Divulgação à comunidade local, e abertura para contribuições de moradores, técnicos e especialistas da comunidade local e regional, permitindo uma avaliação coletiva sobre este documento;
- A realização de amplas audiências públicas, com ao menos uma em Barão Geraldo (local mais diretamente afetado), com tempo para perguntas e participação efetiva da comunidade.
Não concordamos que este processo avance antes que a população tenha acesso às informações necessárias e possa participar efetivamente dessa decisão, que afetará a vida de muitos cidadãos campineiros.
A “transição energética” e digital não pode ser dissociada da emergência climática e da justiça socioambiental, nem aprofundar a dependência tecnológica brasileira em relação às grandes corporações de tecnologia.
É fundamental, ao mesmo tempo, fortalecer o orçamento público destinado às universidades, autarquias e institutos de pesquisa, garantindo a produção de ciência e tecnologia sob controle público e orientada pelo interesse social de brasileiras e brasileiros.
Queremos ciência, tecnologia e inovação com soberania, democracia e responsabilidade socioambiental.
Em defesa da transparência, da participação popular e do direito à informação!
ASSINE E DIVULGUE ESTA PETIÇÃO

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O problema
Água, energia, território, conhecimento e dados não são recursos ilimitados nem podem ser oferecidos de bandeja a grandes empresas estrangeiras! Já entregamos nossos dados às big techs e agora querem também os nossos recursos naturais para armazená-los.
O QUE É UM MEGA DATA CENTER
A inteligência artificial depende de enormes quantidades de energia, água, equipamentos, refrigeração, infraestrutura elétrica e de telecomunicações para armazenar dados. A chamada “nuvem” é, na realidade, uma gigantesca infraestrutura física muito concreta que destrói toda a vida ao redor!
Por isso, nós, moradora(e)s, trabalhadora(e)s, estudantes, pesquisadora(e)s, docentes, agricultora(e)s, comerciantes, organizações da sociedade civil e demais pessoas preocupadas com o futuro de Barão Geraldo, da Região Metropolitana de Campinas e de todo o Estado de São Paulo, manifestamos nossa preocupação com a implantação de mega data centers de inteligência artificial em nosso território .
Um deles é o "Campus Campinas", previsto para a Fazenda Pau D'Alho.
O investimento inicial previsto é de R$ 5 bilhões, podendo chegar a R$ 20 bilhões, em uma área que corresponde a aproximadamente a 132 campos de futebol (944 mil m²), com 115 mil m² de área construída. Terá capacidade de até 400 MW e demandará enormes quantidades de energia e água, especialmente em função das necessidades de resfriamento dos equipamentos de inteligência artificial.
ATENÇÃO AOS IMPACTOS!
Água: o consumo de água para a refrigeração dos equipamentos pode pressionar os recursos hídricos, sobretudo nos períodos de estiagem, em uma região que concentra rios e reservatórios importantes para o abastecimento de milhões de pessoas e que, segundo estudos, enfrentará secas cada vez mais longas e severas nas próximas décadas. Embora se informe que parte da água utilizada será reutilizada, o empreendimento poderá consumir até 3,24 milhões de litros de água por dia. Vai faltar água!
Ruído: o funcionamento de geradores e sistemas de refrigeração, 24 horas por dia, 7 dias por semana, produz um barulho contínuo e mecânico, que pode variar de algumas centenas de metros a até 3 ou 4 quilômetros, dependendo da frequência do som, das barreiras acústicas e das condições climáticas. Isso afeta a qualidade de vida , provocando estresse crônico, insônia, depressão entre outros problemas de saúde mental;
Calor: um empreendimento desta dimensão certamente afetará, e muito, o consumo de energia e água do município, além de aumentar a temperatura local em até 9ºC, a depender das estratégias de resfriamento utilizadas, podendo provocar as chamadas ‘’bolhas de calor’’;
Energia: demanda contínua e de grande escala, com sobrecarga da infraestrutura elétrica regional; sua conta de luz pode aumentar muito mais!
Território e meio ambiente: impermeabilização do solo, drenagem, supressão vegetal; mais calor, alagamentos e inundações!
Todos esses impactos devem ser analisados com transparência por órgãos públicos de controle como o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA) de Campinas e dos demais municípios impactados.
SOBERANIA DIGITAL E INTERESSE PÚBLICO
Não somos contra a ciência, a inteligência artificial, os investimentos ou a geração de empregos.
Defendemos, porém, uma política tecnológica orientada pelo interesse público, pela soberania tecnológica, pela proteção ambiental, pelos direitos sociais e pela participação democrática.
É inadmissível que a expansão dos data centers seja orientada pela atração de investimentos privados e pela concessão de benefícios fiscais, transformando recursos públicos e naturais em subsídios para grandes corporações transnacionais, às custas do bem-estar de TODA A POPULAÇÃO E DE TODAS AS CLASSES SOCIAIS. Inclusive grandes condomínios de luxo também serão afetada(o)s, basta ver o mapa!
—
Além desse, há outro data center sendo contruído pela empresa Twenty Four Seven Data Center. Esse segundo fica na av. Zeferino Vaz, e, embora menor em relação ao primeiro, pode ser ambientalmente ainda mais danoso: ele bloqueia a única rota que resta para a fauna silvestre sair da Mata Santa Genebra em direção à Fazenda Rio das Pedras. Sem esse corredor, os animais ficam isolados, aumentando o risco de consanguinidade e extinção local de espécies, e a Mata perde sua capacidade de se regular.
Assim, solicitamos à Prefeitura de Campinas e aos órgãos responsáveis:
- A suspensão das autorizações e das obras relacionadas ao empreendimento enquanto seus impactos não forem devidamente avaliados e esclarecidos;
- A divulgação integral de todos os estudos, pareceres e documentos relativos ao projeto e à sua tramitação junto à Prefeitura de Campinas;
- A apresentação de um Estudo de Impacto de Vizinhança não fragmentado, que avalie cumulativamente os impactos gerados pelo projeto em sua completude. Divulgação à comunidade local, e abertura para contribuições de moradores, técnicos e especialistas da comunidade local e regional, permitindo uma avaliação coletiva sobre este documento;
- A realização de amplas audiências públicas, com ao menos uma em Barão Geraldo (local mais diretamente afetado), com tempo para perguntas e participação efetiva da comunidade.
Não concordamos que este processo avance antes que a população tenha acesso às informações necessárias e possa participar efetivamente dessa decisão, que afetará a vida de muitos cidadãos campineiros.
A “transição energética” e digital não pode ser dissociada da emergência climática e da justiça socioambiental, nem aprofundar a dependência tecnológica brasileira em relação às grandes corporações de tecnologia.
É fundamental, ao mesmo tempo, fortalecer o orçamento público destinado às universidades, autarquias e institutos de pesquisa, garantindo a produção de ciência e tecnologia sob controle público e orientada pelo interesse social de brasileiras e brasileiros.
Queremos ciência, tecnologia e inovação com soberania, democracia e responsabilidade socioambiental.
Em defesa da transparência, da participação popular e do direito à informação!
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Abaixo-assinado criado em 8 de outubro de 2026