O INSS PRECISA DE CONCURSO PÚBLICO JÁ! CONTRA A INTERVENÇÃO MILITAR!

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O problema

Como solução para o caos institucional que se arrasta há anos no INSS, o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou recentemente a contratação de sete mil (7.000) militares da reserva para atuar no atendimento nas Agências de Previdência Social (APS), ressaltando que tais militares não podem atuar na análise de benefício, a principal demanda atual do INSS, com cerca de 2 (dois) milhões de benefícios aguardando análise.

É evidente que essa medida não resolve os problemas estruturais do INSS: a intenção do governo é inserir militares no Serviço Público, na maior autarquia desse país, para atender unicamente seus interesses políticos. Sem concurso público, como solução para essa tragédia anunciada, desde 2016, a gestão do INSS implantou as plataformas digitais, retirando 90% do atendimento presencial nas unidades do INSS e ampliando o quantitativo de processos aguardando análise, demonstrando assim que esse projeto não deu certo.

A realidade construída com o projeto “INSS Digital”, é que muitos trabalhadores(as) passaram a buscar intermediários para acessar uma informação ou um requerimento de benefício da Previdência Social, pagando por um serviço que o Estado deveria fornecer. Além disso, o governo anunciou recentemente fechamento de 50% das unidades do INSS, com rebatimentos diretos no acesso ao direito da população brasileira.

Sem força de trabalho humana e qualificada não será possível reconhecer o direitos de milhões de trabalhadores(as) que aguardam há meses para acessarem seus benefícios, muitas vezes a única fonte renda para garantir sua subsistência. Por outro lado, os(as) militares que aderirem a essa atrocidade estarão concordando com a precarização da maior política pública deste país.

É dever do governo para com a sociedade e aos(às) trabalhadores(as) responder a essas perguntas:

  • Se 90% do atendimento está sendo realizado pelos canais remotos, como se explica colocar sete mil militares para atender 10% da demanda do INSS?
  • Se tem orçamento para custear pagamentos de militares, por que o governo não investe em concurso público?
  • Considerando a complexidade da matéria previdenciária, como a gestão do INSS vai transformar militares em especialistas previdenciários em curto espaço de tempo?

Em suma, o INSS não precisa de intervenção militar e sim um projeto de gestão voltado para sua missão institucional, como concurso público, investimento na carreira do Seguro Social e na saúde do servidor, para assim atender aos milhões de brasileiros e brasileiras que necessitam dos benefícios e serviços da Previdência Social.

A FENASPS solicita o apoio de toda a classe trabalhadora, entidades civis e servidores(as) públicos(as) federais, estaduais e municipais, em defesa da Previdência Social pública e universal com atendimento de qualidade, para isso é necessário:

CONCURSO PÚBLICO JÁ!

Os(as) servidores(as) e o conjunto da classe trabalhadora não aceitarão essas medidas!

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FENASPSCriador do abaixo-assinadoA Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social - FENASPS - foi fundada em junho de 1984, e ao longo desses mais de 35 anos busca sempre lutar em defesa da classe trabalhadora!

Os tomadores de decisão

INSS
Instituto Nacional do Seguro Social
Respondido
“A contratação de militares integra um conjunto de medidas anunciado pelo Governo Federal para reduzir o estoque de requerimentos e acelerar o acesso aos benefícios concedidos pelo INSS. O recrutamento de cerca de 7 mil militares da reserva visa reforçar o atendimento presencial nas agências do INSS. Eles responderão por atendimentos que não exigem conhecimento da legislação previdenciária, como criação de senhas para o Meu INSS, impressão de extratos de benefícios, recebimento de documentos dos segurados, sua digitalização e inclusão nos sistemas, enfim, atendimentos em geral.”

Atualizações do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 16 de janeiro de 2020