Parem de enterrar pessoas com identificação como indigentes!

O problema

Meu pai foi enterrado como indigente em São Paulo, mesmo estando com crachá em que constavam nome completo, endereço e telefone, além do RG no bolso. Ele passou mal no ponto de ônibus, mas não recebi aviso nem do hospital em que ele foi internado, nem do SVO, o Serviço de Verificação de Óbitos da Capital. Por um mês percorri delegacias, IMLs e hospitais para saber do seu paradeiro, até descobrir que meu pai havia sido enterrado na área dos desconhecidos do Cemitério de Perus, na capital paulista.

Uma regra do governo estadual, de 1993, diz que cabe à família procurar pelo corpo no SVO ou no IML em até 72 horas. Porém, nos últimos anos mais de 3.000 pessoas foram enterradas como indigentes mesmo levando identificação, por descaso do poder público. No meu caso eu procurei muito meu pai, assim como muitas famílias procuraram por parentes desaparecidos. Mas a burocracia impede de encontrá-los, pois a maioria das pessoas vai somente ao IML e nem sabe da existência do SVO. 

Eu quero que o SVO e os demais órgãos responsáveis sejam obrigados a avisar as famílias sempre que a pessoa morta estiver identificada. É inaceitável que os órgãos públicos enterrem pessoas sem avisar as famílias, quando informações como endereço e telefone podem ser facilmente encontradas em registros do governo.

Por favor me ajude a mudar este erro no procedimento do governo. Para que mais nenhuma família sofra por não saber o destino de um ente desaparecido, assine e divulgue esta campanha. 

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O problema

Meu pai foi enterrado como indigente em São Paulo, mesmo estando com crachá em que constavam nome completo, endereço e telefone, além do RG no bolso. Ele passou mal no ponto de ônibus, mas não recebi aviso nem do hospital em que ele foi internado, nem do SVO, o Serviço de Verificação de Óbitos da Capital. Por um mês percorri delegacias, IMLs e hospitais para saber do seu paradeiro, até descobrir que meu pai havia sido enterrado na área dos desconhecidos do Cemitério de Perus, na capital paulista.

Uma regra do governo estadual, de 1993, diz que cabe à família procurar pelo corpo no SVO ou no IML em até 72 horas. Porém, nos últimos anos mais de 3.000 pessoas foram enterradas como indigentes mesmo levando identificação, por descaso do poder público. No meu caso eu procurei muito meu pai, assim como muitas famílias procuraram por parentes desaparecidos. Mas a burocracia impede de encontrá-los, pois a maioria das pessoas vai somente ao IML e nem sabe da existência do SVO. 

Eu quero que o SVO e os demais órgãos responsáveis sejam obrigados a avisar as famílias sempre que a pessoa morta estiver identificada. É inaceitável que os órgãos públicos enterrem pessoas sem avisar as famílias, quando informações como endereço e telefone podem ser facilmente encontradas em registros do governo.

Por favor me ajude a mudar este erro no procedimento do governo. Para que mais nenhuma família sofra por não saber o destino de um ente desaparecido, assine e divulgue esta campanha. 

Os tomadores de decisão

Governador de SP, Geraldo Alckmin (Governador do Estado de São Paulo)
Governador de SP, Geraldo Alckmin (Governador do Estado de São Paulo)
Governador do Estado de São Paulo
Ouvidoria do governo de SP (Ouvidoria)
Ouvidoria do governo de SP (Ouvidoria)
Ouvidoria
Reitor da USP, Marco Antônio Zago
Reitor da USP, Marco Antônio Zago
Reitor da USP
Delegado-geral Luiz Maurício Blazeck
Delegado-geral Luiz Maurício Blazeck
Delegado-Geral da Polícia Civil
Polícia Civil de São Paulo
Polícia Civil de São Paulo
Atualizações do abaixo-assinado
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Abaixo-assinado criado em 12 de maio de 2014