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educação

8 petitions

Started 4 months ago

Petition to Ministério da educação, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Fundação CAPES, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

Por clareza e flexibilidade nas regras do retorno de pesquisadores brasileiros no exterior

***Scroll down for the English version*** A CAPES e o CNPq devem oferecer maior clareza e flexibilidade nos diferentes processos relacionados ao chamado “período de interstício” em casos de ex-bolsistas de doutorado radicados no exterior. Ao assinar o termo de compromisso, pesquisadores de doutorado no exterior se comprometeram a retornar ao Brasil após a conclusão de seus estudos no exterior. Nosso objetivo é que ex-bolsistas que optem por estender sua estadia fora do país possam fazê-lo sem que isso implique na perda de seus direitos ou deveres. Atualmente, existem duas maneiras através das quais ex-bolsistas podem adiar seu retorno ao Brasil após a conclusão de seus estudos no exterior: O “adiamento do interstício” é um pedido de autorização para permanência no exterior sem ônus para as agências de fomento. Falta clareza nas regras para obtenção desta licença com relação ao processo de avaliação dos diversos cenários (social, familiar, laboral) em que os bolsistas se encontram. A “novação” é a possibilidade de substituir a obrigação de retorno e permanência no Brasil por novas obrigações com valor acadêmico, tecnológico ou científico para o país. Segundo a CAPES (e-SIC), apenas 2 de 76 projetos de novação apresentados foram aprovados, enquanto 10 foram aprovados pelo CNPq desde 2015 (Diário Oficial da União). A portaria da CAPES n. 176 foi revogada em 31 de agosto de 2017, mas a opção de apresentar um projeto de novação continua aberta a bolsistas do CNPq. Este fato gera uma disparidade entre bolsistas Ciências sem Fronteiras, que apesar de participarem do mesmo programa, se veem atrelados a regulamentações diferentes. É necessário maior transparência, e um passo neste sentido seria oferecer detalhes sobre a metodologia e critérios utilizados na avaliação das propostas de novação. Muitos processos indeferidos eram projetos de alta qualidade que ofereciam benefícios materiais, científicos e prestígio internacional ao Brasil. Acreditamos que a posição das autoridades públicas brasileiras de impor o retorno imediato de recém-doutores a qualquer custo, é desnecessária e incompatível com a política de inserção internacional de pesquisadores representantes de instituições brasileiras em centros de excelência. A permanência temporária e justificada do ex-bolsista no exterior consolida o esforço e mérito do jovem pesquisador trazendo ainda maiores oportunidades para seu amadurecimento profissional e ajudando a estabelecer novas parcerias internacionais para o Brasil. Esta demanda está alinhada com o intuito do programa de doutorado pleno no exterior de desenvolver e fomentar a internacionalização da pesquisa brasileira. Ressaltando-se o fato de que profissionais mais maduros poderiam melhor contribuir com tais objetivos, enquanto que seu retorno imediato pode acarretar no mau aproveitamento do potencial destes pesquisadores e, portanto do investimento do país. Dessa forma, entendemos que os processos referentes ao período do interstício ou novação devem ser mais transparentes e flexíveis. Especificamente, pedimos: Transparência e objetividade quanto aos possíveis cenários para obtenção do adiamento do interstício (justificativa, tempo de adiamento, possibilidade de manutenção do adiamento, novas obrigações); Flexibilização das justificativas para o adiamento do interstício: que este mecanismo seja válido tanto para ex-bolsistas visando um pós-doutorado, como para aqueles que queiram ganhar experiência em docência, migrar para a indústria ou outra área do mercado de trabalho, ou mesmo aos que não possuam ainda uma oferta de emprego; Que o contexto familiar seja levado em consideração em justificativas para o adiamento do interstício: em casos de familiares não-brasileiros e em casos de casais em que ambos são bolsistas, deve existir o direito à união familiar até que seja possível imigrar/retornar ao país; Possibilidade de pedido de novação para bolsistas de ambas agências de fomento e não somente aqueles financiados pelo CNPq; Esclarecimentos em relação aos projetos de novação indeferidos e transparência sobre as premissas utilizadas pelas agências para projetos deferidos. Ressaltamos que este abaixo-assinado visa o aprimoramento de mecanismos já utilizados pelas agências, não visa de forma alguma eximir ex-bolsistas das obrigações firmadas no momento de concessão das bolsas. Os pesquisadores brasileiros afetados pelas regras referentes ao período de interstício da CAPES e do CNPq estão cientes de seu compromisso em ressarcir o investimento que o governo brasileiro fez em sua formação. Sua permanência no exterior como profissionais recém-formados, em um mercado de trabalho global altamente competitivo, lhes proporciona crescimento profissional, e, a médio prazo, trará maiores benefícios para o país: o retorno e a permanência no Brasil não é a única maneira de contribuir para o desenvolvimento do país como maneira de ressarcimento do investimento. Conheça alguns casos reais de pesquisadores brasileiros em dificuldades pela falta de clareza nas regras: Caso 1:Pedro* fez doutorado em uma área técnica na França, onde recebeu uma proposta de emprego—que recusou para retornar ao Brasil e cumprir o período de interstício. Iniciou-se então uma busca diária por emprego e editais de concursos, ao mesmo tempo em que suas economias foram sendo gastas com as traduções, viagens, e outras despesas relacionadas à busca do emprego. Ansiedade e depressão se agravaram, mas Pedro já não possuía condições financeiras de continuar seu tratamento. Caso 2:Livia* obteve um emprego como professora em uma universidade na Inglaterra. Seu projeto de novação incluía parcerias entre universidades brasileiras e a instituição em que trabalharia no Reino Unido, cursos online, e diferentes possibilidades de financiamento para facilitar o treinamento de pesquisadores de pós-graduação brasileiros no Reino Unido. Seu pedido de novação, que aparentemente cumpria todos os requisitos institucionais, acadêmicos e financeiros, foi indeferido. Caso 3: Giovanna*  está há mais de 20 anos casada com um europeu. Moravam com seus três filhos no Brasil, quando Giovanna obteve uma bolsa de estudos para se especializar no Reino Unido. Ao defender a tese, terá que retornar ao Brasil, separando-se de família por alguns anos. A bolsista possui uma proposta para dar continuidade à sua pesquisa na instituição em que se encontra, porém teme aceitá-la, pois devido à falta de transparência da agência de fomento, desconhece seus direitos com relação ao adiamento de interstício. *Nome fictício   ______   For more clarity and flexibility in relation to the interstice period of Brazilian PhD researchers The Brazilian Federal government’s research foundations, CAPES and CNPq must offer clear guidelines and less stringent regulations to the so-called “interstice period” of former grantees who research outside Brazil. This mandatory period demands that, upon completion of their thesis, former grantees return to the country and remain in Brazil for the same length of time they were funded by a Brazilian research foundation. The purpose of this petition is that early career researchers who choose to extend their stay abroad after the completion of their PhDs can do so without losing their rights or evading their responsibilities. At the moment there are two different processes researchers who looking to delay their return to Brazil can request: The postponement of the interstice period is a request to remain abroad without additional expenses to the funding body. The application guidelines are unclear, and the evaluation process does not take into consideration researchers’ circumstances such as social needs, family life, or job opportunities. Novation is the replacement of the return and permanence in Brazil for a new agreement of academic, technological or scientific value for the country. Despite the high-quality, international standards and clear scientific benefits to Brazil of many projects presented by former grantees, most have been rejected with unclear explanations as to why they were rejected. According to CAPES, only 2 of 76 proposals submitted were approved, while at CNPq that number rises to 10. CAPES revoked the mechanism in August 2017, however, it remains a valid option for CNPq-funded researchers, creating a disparity between Science without Borders grantees, who despite being funded by the same scheme, have to navigate different rules, depending on which research foundation their scholarship is attached to. More transparency is needed, and publishing the methods and criteria applied in the evaluation of novation proposals would be a step in the right direction. The imposition by Brazilian public authorities that newly-qualified early career researchers return to the country immediately after the completion of their studies, no matter what their circumstances are at that moment, is an unnecessary rule and one that is incompatible with a policy seeking the insertion Brazilian research in international centers of excellence. Temporarily extending their permanence abroad, former scholars can consolidate their research and network-building effort, increasing their professional prospects and helping to establish new international partnerships which can benefit Brazilian academia. More flexibility in relation to the return of former grantees to Brazil would enhance the country’s current approach of developing and fostering the internationalization of Brazilian research. In sharp contrast to the mandatory immediate return that may result in a bad outcome for the country's investment due to the present lack of researdch funding, the more experience these researchers obtain abroad, the more they will have to contribute to Brazilian research. The procedures and regulations of the interstice period and the novation proposal must be more flexible and transparent. We would like to see: more transparency and objectivity regarding the situations in which researchers can apply for a postponement of the interstice (which justifications are considered valid, length of the postponement, whether it can be extended, new obligations …); more flexibility in the justifications for postponement of the interstice considered valid: the mechanism should be an option for all former grantees, those looking to do a post-doc and those wishing to gain teaching experience, or even those looking to obtain work experience in their area of research or another area of ​​the labor market, or those who are yet to secure a job; the family situation must to be taken into account and be considered a valid justification for the postponement of the interstice period: both in cases of non-Brazilian relatives and in cases of couples in which both are scholarship holders, the right to family life must overrule the mandatory immediate return to Brazil; fellows of both funding bodies should have the opportunity to present a novation project, not only those financed by CNPq; explanations regarding the processed applications for novation that have been denied and more transparency on the criteria applied to the few novation projects that have been approved. This petition is aimed at improving mechanisms that already exist. It does not, in any way, seek to exempt former grantees from the obligations they took up the moment their grants were awarded. The Brazilian researchers affected by the interstice rules are aware of their commitment to compensate the investment in their education made by the Brazilian government. The permanence of newly-qualified early career researchers in a highly competitive global market provides these qualified professionals with opportunities for professional growth, and  in the long run, will bring greater benefits to the country: their immediate return and permanence in Brazil may not be the best way, and it is certainly not the only way to contribute to the development of the country and return the investment made in their education. Find out about real cases of Brazilian researchers in difficulties due to the opacity of the rules they are subjected to: First Case: After completing a PhD in France, Pedro* received a job proposal which he turned down, to return to Brazil in compliance with the interstice period rules. He began a daily search for employment and calls for application; at the same time, his savings were being spent on translations, travel, and other expenses related to the jobsearch. Anxiety and depression worsened, but Pedro no longer had the financial means to continue his treatment. Second Case:Livia* was offered a teaching post at a university in England. Her novation project included partnerships between Brazilian universities and the institution where she would work in the UK, online courses, and different funding avenues to facilitate the training of Brazilian graduate researchers in the United Kingdom. Her application, which apparently met all institutional, academic and financial requirements, was rejected. Third Case: Giovanna* has been married to a European for more than 20 years. They lived with their three children in Brazil, when she received a scholarship to research in the United Kingdom. After defending her thesis, she will have to return to Brazil, and be away from her family for 4 years. Giovanna has been offered an opportunity to continue her research in the institution where she is at the moment, but she is afraid to accept it, due to the lack of transparency on this issue; she does not know her rights regarding the postponement of interstice.  *Not their real names

Pesquisadores Brasileiros no Exterior
2,542 supporters
Update posted 7 months ago

Petition to Editoras

Poldark: pela publicação da série de livros

Poldark é uma série de romances históricos escrita pelo inglês Winston Graham e publicada entre os anos de 1945 a 1953 e 1973 a 2002. A série é composta por 12 romances: Ross Poldark, Demelza, Jeremy Poldark, Warleggan, The Black Moon, The Four Swans, The Angry Tide,The Stranger from the Sea,The Miller's Dance,The Loving Cup, The Twisted Sword e Bella Poldark. O personagem principal é Ross Poldark, um oficial do Exército Britânico que retorna da guerra, na Revolução Americana, para casa, em Cornwall. Lá ele descobre que seu pai está morto, sua propriedade em ruínas e sua noiva Elizabeth vai se casar com seu primo Francis. Mas longe de se deixar abater, Ross começa a lutar para recuperar sua fortuna, reabrindo as minas de sua família e enfrentando os poderosos que passaram a dominar a região. Ele também vai inciar um processo de superação do seu amor perdido e encontrar em Demelza, a garota pobre que ele acolhe como criada, um recomeço para outro lado de sua vida. Para quem deseja saber mais, seguem os links de duas excelentes resenhas:Ross Poldark e Demelza.  Poldark é uma série de perder o fôlego não só pela história intensa e emocionante, mas também pela alta qualidade de sua escrita. Além disso, a série está sendo adaptada, pela segunda vez, para a televisão pela BBC (a primeira temporada foi exibida em 2015 e a segunda está em produção), fazendo um enorme sucesso. Se você, leitor, se interessa por esta ideia, assine a petição. Quanto maior o público, maiores as chances de que alguma editora brasileira se interesse pela tradução e publicação destes livros.

Rebeca Lima Teixeira
2,034 supporters
Started 7 months ago

Petition to Elon Musk, Jeff Bezos, Richard Branson, SpaceX , Virgin Galactic, Blue Origin

Bilionários, façam um favor à humanidade: lancem um terraplanista ao espaço!

[[[ SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION ]]] Aqui estamos nós, às vésperas de entrar na terceira década do terceiro milênio. Sessenta anos de Era Espacial inundaram o mundo com imagens de tirar o fôlego que mostram a Terra vista de fora. Quatro séculos de ciência moderna nos entregaram provas fortes, diversificadas e irrefutáveis da esfericidade de nosso planeta. E, ainda assim, um bocado de pessoas nega isso. É inacreditável, inaceitável que tenhamos chegado ao final do ano de 2017 e um número tristemente grande de seres humanos acredite piamente que a Terra é plana. Então nós decidimos fazer algo a respeito. Nós, os idealizadores deste abaixo-assinado, temos lutado pela ciência desde 1991, quando nossa revista foi impressa pela primeira vez, ainda com o nome de Globo Ciência. Já faz um bom tempo que nos chamamos Galileu, em homenagem ao grande astrônomo renascentista italiano que, entre muitos outros feitos notáveis, inferiu que a Terra definitivamente não era o centro do Universo (que ela era redonda quase ninguém duvidava, mesmo naquela época). Ele lutou bravamente para convencer as pessoas medievais a abrirem seus olhos e enxergarem a verdade. Quase morreu por isso.Agora estamos seguindo os passos de nosso patrono e queremos sua ajuda para abolir o terraplanismo da face da Terra. Nossa espécie precisa se desvencilhar das correntes da ignorância e do obscurantismo se quiser sobreviver neste grande e vasto Universo. Mas como, exatamente, pretendemos mudar a mentalidade dos terraplanistas, pessoas que estão absolutamente resolutas de não superarem sua visão de mundo errônea? Bom, mandando-os para o espaço, é claro. É que os terraplanistas são muito sensoriais, eles parecem só acreditar no que seus olhos podem ver. Porque vivemos em um planeta azul, lindo e imenso, eles obviamente não podem ver a sua curvatura, então a negam.Na última semana, o terraplanista Mad Mike Hughes fracassou na sua missão de chegar ao espaço com um foguete caseiro de baixo orçamento para provar que a Terra é plana. É uma pena. Vamos ajudar ele e seus amigos a verem quão redonda é a Terra. Que tal?  Com a sua assinatura, esperamos convencer os três maiores empresários do ramo espacial da atualidade, Elon Musk, Jeff Bezos e Richard Branson, a oferecerem alguns assentos nas suas espaçonaves para terraplanistas, uma vez que seus serviços de turismo espacial devem estar funcionando nos próximos anos.SpaceX, Virgin Galactic e Blue Origin estão muito perto de conseguir isso. Muito se diz que ver a Terra do espaço é uma experiência que muda a vida, que fortalece o caráter e faz brilhar sentimentos nobres no espírito humano. Se você assinar a nossa petição, nós vamos garantir que esses visionários proporcionem essa experiência única para notórios terraplanistas, para que eles possam ver com os próprios olhos que estão errados — e contem isso aos seus seguidores.Vamos todos lutar pela ciência e, se possível alcançar as estrelas, deixar a ignorância para atrás!Por favor, assine e compartilhe até chegarmos a Bezos, Brandon e Musk!#LutePelaCiência********Elon Musk, Jeff Bezos, Richard Branson, do mankind a favor: launch a flat-Earther into space!Here we are, on the verge of entering the third decade of the third millennium. Sixty years of Space Age have flooded the world with breathtaking pictures of Earth from the outside. Four centuries of modern science have delivered us strong, diversified, irrefutable proofs of our planet’s sphericity. And still a bunch of people deny it.It is unbelievable, unacceptable that the year 2017 is almost behind us now, but a saddening great number of human beings positively believe the Earth is flat.So we decided to do something about it. We makers of this petition have been fighting for science since 1991, when our magazine was first printed in Brazil under the name of Globo Ciência. For quite a while now we are called Galileu, in honor of the great Renaissance Italian astronomer that, among many other remarkable deeds, inferred the Earth was definitely not the center of the Universe (even back then almost no one doubted it was round). He fought hard to convince medieval people to open their eyes and see the truth. He almost died for that. We are following his steps now and want your help to abolish flat-Earthism from the face of the Earth. Our species must free itself from the chains of ignorance and obscurantism if it wishes to survive in this big wide Universe. But how exactly do we plan to change the minds of flat-Earthers, people who are absolutely decided not to let go of their erroneous world view?Well, by launching them to space, of course. It happens that flat-Earthers are very sensorialist, they only seem to believe what their eyes can see. Because we live in a huge beautiful blue planet, they obviously can’t notice its curvature, so they deny it.Last week the flat-Earther Mad Mike Hughes failed on his mission to get to space riding a low-budget homemade rocket in order to prove Earth is flat. It’s a shame. Let’s help him and his friends see how round Earth is. Shall we?With your signature, we hope to convince the three most prominent space entrepreneurs of our time, Elon Musk, Jeff Bezos and Richard Branson, to offer some seats of their spacecrafts to flat-Earthers, once their space tourism businesses are up and running during the next years.SpaceX, Virgin Galactic and Blue Origin are very close to achieving this. It is often said that seeing the Earth from space is a life changing experience, that emboldens the character and sparkle noble feelings in the human spirit. If you sign our petition, we will make sure that these visionaries provide this once in a lifetime opportunity to eminent flat-Earthers, so they can see with their own eyes that they were wrong — and tell it to their followers.Let us all fight for science and, hopefully reaching for the stars, leave ignorance behind!Please sign and share it until it gets to Bezos, Brandon and Musk!#FightForScience

Revista Galileu
2,328 supporters
Update posted 7 months ago

Petition to Ministério da Ciência Tecnologia Inovação e Comunicações, Departamento da Ciência e Tecnologia - Exército Brasileiro, Governo Federal, CAPES , CNPQ, Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa, Universidades e Faculdades Particulares e Públicas do Brasil, Institutos Brasileiros de Pesquisa

Manifesto pela Ciência

Manifesto da Marcha pela Ciência Por que devemos valorizar a ciência? Ela está em todo lugar e já se tornou essencial para nossas vidas. Ela é a ferramenta mais eficaz que o ser humano desenvolveu para entender o mundo. Pode gerar tecnologias e impulsionar a economia, contribuindo para a qualidade de vida da população. Os países mais desenvolvidos reconhecem a importância da ciência, basta ver a quantidade de dinheiro que eles investem nesse setor. Lendo este texto, você facilmente entenderá do que estamos falando. As nações mais industrializadas aplicam cerca de 2% da soma de toda a sua riqueza  no setor de Pesquisa e Desenvolvimento. Esse investimento aumenta a competitividade desses países, que crescem economicamente movidos pela inovação. Os ganhos são evidentes - se no ano de 1900 mais de um terço da população dos Estados Unidos morria devido a doenças infecciosas, em 1997, o número de mortes causadas por esse tipo de doença caiu para 4,5% e a expectativa de vida aumentou em 29 anos. Isso só foi possível por causa da expansão do conhecimento científico, que levou ao desenvolvimento de antibióticos, à criação de campanhas de vacinação e à difusão de práticas de higienização. A ciência e a educação no Brasil A ciência brasileira vem sofrendo graves cortes. O Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), responsável pelo financiamento da ciência no País sofreu com uma redução de 44% da sua verba.  E corre o risco de sofrer novos cortes em 2018. Os institutos de pesquisa  estão sucateados e sem recursos para fazer ciência, enquanto grande parte das universidades públicas já sofre até para se manter em funcionamento por causa da redução drástica de investimentos, como é o caso da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Sabemos que é impossível ter ciência sem ter educação. O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), em seu último ranking, posicionou o Brasil em 63° entre os 70 países participantes na disciplina de ciências. Já uma pesquisa com mil estudantes de baixa renda de Recife e de São Paulo (com idade entre 15 e 19 anos) mostrou que 36% deles pensa que geografia, história, física e biologia são descartáveis. Esses dados tornam-se ainda mais chocantes quando percebemos que o Congresso congelou os investimentos em educação pelos próximos 20 anos, impedindo gastos superiores ao de 2016 com ajuste baseado na inflação. O que precisamos fazer? Precisamos rever as prioridades do país. Encolher os investimentos em ciência e em educação é uma medida fadada ao fracasso, já que esses setores são os responsáveis pelo bem-estar da economia do país, além de formar pessoal qualificado para atuar em todos os outros segmentos da sociedade. Em função disso, defendemos: 1) O retorno dos investimentos que foram retirados da ciência e da educação brasileiras; 2) A retirada da ciência e  da educação do limite de gastos estabelecido pela Emenda Constitucional 95 (PEC 241/55). Essas medidas também foram requisitadas por inúmeras entidades científicas, como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP), a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) entre outras; 3) O retorno dos investimentos precisa ser associado a um projeto que garanta financiamento constante a esses setores; 4) A volta do MCTI, dedicado integralmente à ciência. Recentemente, o MCTI foi fundido ao Ministério das Comunicações (MC), uma mudança que deixou a ciência em segundo plano. Além do fato que ciência e comunicações são setores diferentes com necessidades diferentes.  Além, é claro, de apoiar as causas defendidas na 3ª Marcha pela Ciência - São Paulo: 1) Contra os cortes nas ciências - inclusive e principalmente os programados no PLOA2018 (mas também para reverter os cortes já realizados e reconstituir os níveis de investimentos em C&T e Educação); 2) Pela revitalização dos Institutos de Pesquisa do Estado de São Paulo; 3) Contra o desmonte das universidades públicas em todo o país.     BIBLIOGRAFIA AUDRETSCH, D. B.; BOZEMAN, B.; COMBS, K. L.; FELDMAN, M.; LINK, A. N.; SIEGEL, D. S.; STEPHAN, P.; TASSEY, G.; WESSNER, C. The Economics of Science and Technology. Journal of Technology Transfer, v. 27, p. 155-203, 2002. Disponível em: <http://maryannfeldman.web.unc.edu/files/2011/11/Economics-of-Sci-and-Tech_2002.pdf> MARQUES, F. Financiamento em crise. Pesquisa Fapesp, 2017. Disponível em: <http://revistapesquisa.fapesp.br/2017/06/19/financiamento-em-crise/> ACHIEVEMENTS in Public Health, 1900-1999: Control of Infectious Diseases. Morbidity and Mortality Weekly Report, v. 48, n. 29, p. 621-629, jul. 1999. Disponível em: <https://www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/mm4829a1.htm> INSTITUTOS de Pesquisa lançam manifesto. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, 2017. Disponível em: <http://www.inpe.br/noticias/noticia.php?Cod_Noticia=4530> ESCOBAR, H. Cortes ameaçam sobrevivência dos institutos federais de ciência e tecnologia. Estadão, 2017. Disponível em: <http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/cortes-ameacam-sobrevivencia-dos-institutos-federais-de-ciencia-e-tecnologia/> GRANDELLE, R. Orçamento de institutos federais de ciência caiu 24% em sete anos. O Globo, 2017. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/sociedade/orcamento-de-institutos-federais-de-ciencia-caiu-24-em-sete-anos-21594628> MODZELESKI, A.; TENENTE, L.; FAJARDO, V. 2017. Sem dinheiro, universidades federais demitem terceirizados, reduzem consumo, cortam bolsas e paralisam obras. Disponível em: <http://g1.globo.com/educacao/noticia/sem-dinheiro-universidades-federais-demitem-terceirizados-reduzem-consumo-cortam-bolsas-e-paralisam-obras.ghtml?utm_source=push&utm_medium=app&utm_campaign=pushg1> COSTA, V. “Sem um forte investimento em CT&I, a produtividade do Brasil não vai crescer”. Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa, 2017. Disponível em: <http://confap.org.br/news/sem-um-forte-investimento-em-cti-a-produtividade-do-brasil-nao-vai-crescer/> ASCOM. Investimento de 2% do PIB em ciência é o mínimo para competir com grandes players. 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