Vitória

Vacinação contra COVID para todas Lactantes da Capital e do Estado de Santa Catarina

Este abaixo-assinado foi vitorioso com 9.351 apoiadores!


Vitória total em Santa Catarina!

Governo de SC aprova a inclusão de todas as lactantes no plano de vacinação sem limite de idade do bebê!

Notícias como essa brotam alegria e esperança no coração de toda lactante brasileira! Continuamos lembrando que lactantes são todas as pessoas que amamentam os seus bebês lactentes. Assim, entendemos que essa categoria deve ser compreendida em sua totalidade como grupo prioritário pelo governo. Estamos conscientes das limitações no quantitativo de doses e da necessidade de equalizar a distribuição das vacinas de forma justa entre os diversos grupos prioritários e/ou mais vulneráveis, mas entendemos que a solução não passa pela cisão do grupo de lactantes e sim por sua total inclusão, ainda que em etapas, como já vem sendo feito.

Segundo relatório da UNICEF, entre os indivíduos mais pobres cerca de dois terços das crianças são amamentadas até os 2 anos, então viabilizar a vacinação das lactantes de bebês de até 2 anos ou mais representa, além do incentivo ao aleitamento materno, uma política pública de proteção aos mais vulneráveis.

Vacinar lactantes de bebês de 2 anos ou mais é comprometer-se com uma política de defesa da vida de mulheres e crianças que vivem em condições desfavoráveis! Vacinar todas as lactantes é atentar-se para uma política de reparação de danos e impactos sobre as mães e bebês mais frágeis! Vacinar lactantes é política pública de incentivo ao aleitamento materno como medida de saúde pública! Vacinar lactantes é proteger o futuro!

Parabéns ao @governadormoises pelo pioneirismo e ao deputado @joaoamin pela iniciativa!

LUTE COMO UMA MÃE
@lactantespelavacina
@lactantespelavacinasc

#imunizamama
#lactantespelavacina

 

 

TEXTO DO ABAIXO ASSINADO

 

Primeiramente, vamos ressaltar aqui nossa inconformidade com a suspensão total de vacinação de gestantes, grupo este de altíssimo risco de mortalidade para COVID, já que existem vacinas disponíveis em nossa região que estão se mostrando seguras para estas mulheres. Salientamos não haver concorrência entre os grupos de gestantes e lactantes. Entendemos haver capacidade de acolher todas as demandas e que, sim, as lactantes podem ser consideradas no cenário atual prioridade na vacinação em razão de todos os motivos que vamos discorrer a seguir.

 

Acreditamos que todas as mães que estão em aleitamento materno possam ser consideradas prioridade na vacinação contra COVID, sem prejuízo dos demais grupos já existentes. Municípios estão redefinindo seus critérios de prioridade com base na posição do Ministério da Saúde de ser possível adequar a fila em cada localidade, considerando a tripartição do SUS.

 

O Brasil é o país que mais apresenta morte materna no mundo na pandemia (mais de 70% das mortes mundiais de grávidas e puérperas aconteceram no solo brasileiro), tão como vem apresentando altíssimos índices de mortalidade infantil (principalmente em bebês) por COVID quando comparado com dados de outros países. Somente a título de exemplificação: aqui morre dez vezes mais bebês do que no Estados Unidos. Ainda se fala que este dado pode estar extremamente subnotificado, projetando-se o dobro ou até o triplo dos números oficiais, segundo a imprensa (matérias de O Globo, UOL Notícias e RTP Notícias). Esse quadro apresenta-se especialmente trágico: por um lado famílias vêm sendo impactadas com a abreviação de vidas que estavam apenas começando e por outro lado crianças estão fadadas a crescer sem mãe.

 

A mortalidade não é o único medo que as mães tem tido que lidar nesta pandemia, já que ainda não são conhecidos todos os efeitos a longo prazo que adultos e crianças podem vir a apresentar após se curarem da COVID. Apesar de não haver grande recorrência, crianças podem apresentar “síndrome inflamatória multissistêmica” em quadros pós-COVID, que pode vir a comprometer cérebro, coração e rins. Outra problemática a ser levantada neste contexto é o alto risco de prejuízo na manutenção do vínculo de aleitamento quando houver necessidade de hospitalização da mãe lactante ou da criança lactente, pois a internação de um dos envolvidos impede a continuidade da amamentação neste período, o que pode vir a ocasionar o desmame precoce e irreversível, o que certamente configura um dano irreparável à criança, já que é preconizado o aleitamento materno durante no mínimo os primeiros dois anos de vida.

 

É muito importante salientar que crianças pequenas, apesar de adoecerem e transmitirem em menor proporção do que os adultos, não podem fazer o uso da máscara (a maior garantia de proteção conhecida hoje contra o COVID) em razão do risco de sufocamento, e podem vir a ficar doentes (na maior parte das vezes apresentando quadro leve), tão como podem vir a se tornar vetores de transmissão para cuidadores ainda não imunizados (apesar da baixa recorrência). Nunca podemos deixar de lembrar que, embora considerado raro, o quadro grave da doença também tem atingido bebês e crianças, principalmente quando se trata da variante P1 do novo coronavírus.

 

Apesar de todo este cenário trágico para as mulheres e para as crianças, estudos (elencados ao final do texto) já demonstraram que o leite materno tem o poder de transmitir para a criança os anticorpos presentes no organismo da mãe. Ou seja, com apenas uma vacina, é possível proteger duas ou mais pessoas, a depender de quantos filhos esta mulher amamenta. É muito importante destacar aqui que não existe qualquer previsão de início de vacinação de crianças pequenas já que, mesmo em outros países, ainda não há pesquisa concluída sobre a segurança de vacinação dessa faixa etária, o que é muito preocupante já que nosso país tem apresentado altos índices de mortalidade infantil por COVID. Dessa forma, além de proteger por reflexo um grupo extremamente vulnerável e sem previsão de imunização (as crianças lactentes), a vacinação de lactantes se mostra como uma ação inteligente e econômica para os cofres públicos. Por óbvio que o ideal seria que todas as crianças fossem imunizadas, mas já existe uma alternativa para darmos ao menos o primeiro passo de proteção à infância contra COVID: vacinando as mulheres que amamentam.

 

A vacinação de lactantes gerará alto reflexo positivo não somente na perspectiva cientifica de saúde comunitária, contribuindo para o aumento significativo de pessoas imunizadas (já que apenas uma vacina será capaz de proteger duas ou mais pessoas), mas também impactará socialmente os lares em que houver uma mãe que amamenta. A pandemia impactou especialmente as mulheres mães, que acabaram perdendo espaço no mercado de trabalho, e a vacinação de lactantes certamente contribuiria na mitigação dos danos sofridos por este grupo, possibilitando que, ao menos, mulheres que amamentem filhos pequenos, sintam maior segurança ao coloca-los em creches ou até mesmo sob os cuidados de alguém que ainda não tenha tido acesso ao imunizante. Apesar da vacinação não eliminar os riscos de adoecer, reduz consideravelmente as chances de infecção para quadros leves, conferindo maior segurança aos cuidadores de crianças amamentadas por mulheres vacinadas, desde que mantidos todos os demais cuidados habituais de contenção de disseminação do vírus.

 

Peço teu apoio para levantarmos esta pauta aqui no Município de Florianópolis e no Estado de Santa Catarina, para que toda mulher mãe que amamenta tenha acesso à vacinação contra a COVID, independentemente da idade da criança em aleitamento, tão como para que, paralelamente, seja retomada a vacinação das gestantes com as doses que já temos e se mostram seguras para este grupo!

 

Pelas mulheres e pelas crianças!

Muito obrigada pela colaboração.

 

Posicionamento do pediatra Flávio Melo (@flaviopediatra) acerca de evidências cientificas relacionadas:

"A resposta da ciência, inclusive com estudos recentes que trazem embasamento específico é clara: precisamos proteger o maior número possível de gestantes, mesmo as sem comorbidades e lactantes, se quisermos proteger as mulheres/mães e seus filhos, se quisermos salvar vidas!

Seguem 4 estudos recentes, extremamente importantes:

1- Uma pesquisa publicada no American Journal of Obstetrics and Gynecology, esse mês, mostrou que gestantes vacinadas com a plataforma de RNAm (Pfizer e Moderna), transferiram com sucesso os anticorpos para os bebês;

2-Estudo publicado em Março no mesmo AJOG, avaliou a resposta vacinal em 131 gestantes e lactantes imunizadas com as vacinas Pfizer e Moderna, com produção importante de anticorpos e passagem pela placenta e LM para os bebês;

3-Estudo publicado no mês passado na revista JAMA, em 84 lactantes de Israel, vacinadas com a Pfizer, com secreção robusta de anticorpos IgA e IgG no leite materno, 6 semanas após a vacinação. Os anticorpos encontrados no LM mostraram forte capacidade neutralizante, indicando uma provável proteção para os bebês;

4- Mais um estudo do JAMA, com 103 gestantes e lactantes que receberam as vacinas de RNAm, com robusta resposta imune, segurança e passagem de anticorpos transplacentários e no leite materno."

 

 

 

Obs.: Este movimento é colaborativo e independente, feito por pessoas comuns da sociedade civil, sem qualquer vinculação com partidos políticos, entidades de classe, organizações não governamentais ou instituições da sociedade civil organizada, mas aceitamos todo e qualquer apoio de grupos, pessoas e empresas que se solidarizem com a causa, podendo entrar em contato via e-mail lactantespelavacinasc@gmail.com



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