Ajude o DAFAM a ficar no seu espaço

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Jorge Dafam criou este abaixo-assinado para pressionar Universidade Presbiteriana Mackenzie

O subsolo do prédio 10, que abriga a sede do DAFAM, é um lugar de grande importância histórica. Instalado ali em 1947, juntamente com a fundação da própria Faculdade de Arquitetura, o DAFAM tem lutado pelos interesses dos alunos, tanto os da FAU Mackenzie quanto de todos os alunos da Universidade e do país, com notável fervor, iniciando greves, convocando manifestações e promovendo eventos inovadores e desafiadores para instigar o debate e a mudança. Durante a Ditadura Militar de 1964, o espaço do DAFAM serviu de refúgio e ponto de encontro para estudantes perseguidos. As paredes do subsolo do prédio 10 carregam os ideais e os sonhos de gerações de arquitetos e urbanistas que mudaram e mudam ainda hoje o curso da educação, habitação e vivência urbanas nas cidades do Brasil e do mundo. Um dos fundadores do DAFAM, o arquiteto Jorge Wilheim, é considerado um dos mais importantes e visionários urbanistas brasileiros.

Mais do que isso, a sede do DAFAM é o que temos chamado de espaço memória. As gerações de arquitetos e urbanistas que passaram e passam por ali não somente se reúnem para debater temas acadêmicos e formais, mas também para jogar conversa fora, fazer amizades, se divertir. A qualquer momento do dia, ao entrar no subsolo do prédio 10, haverá um grupo de estudantes, de amigos conversando, descansando nos grandes e confortáveis puffs, jogando pebolim na salinha ocupada pela Atlética, almoçando ou procurando doces vendidos pelos colegas para encerrar o almoço. É o espaço onde nos reunimos nas tardes de filmes, de aulas de dança, de pizzada. Onde corremos para buscar ajuda dos veteranos nas matérias da grade, onde conhecemos pela primeira vez as carinhas admiradas dos calouros que, assim que entram no curso, já são marcados pela memória daquele espaço. Nossos professores, que também participaram do Diretório em seus tempos de estudantes, lembram-se com carinho dos tempos que passaram ali e acompanham as mudanças que cada nova gestão traz consigo.

Porém, há alguns anos a Universidade tem cultivado o plano de realocar todos os Centros e Diretórios Acadêmicos que hoje têm sedes dentro do campus Higienópolis. Com a vinda da pandemia de COVID-19 e o afastamento dos discentes e docentes das atividades presenciais, viu-se a oportunidade esperada para colocar o plano em prática, a partir da construção de um novo edifício localizado na Rua Piauí, que pretende abrigar todos os Centros e Diretórios da Universidade. Para reforçar a saída, foram trocadas, sem conhecimento dos membros das respectivas gestões e diretorias, as fechaduras das sedes da maioria dos espaços físicos dos Centros e Diretórios durante o mês de janeiro, e iniciadas obras de acessibilidade, cujos projetos as gestões e diretorias sequer tiveram a oportunidade de analisar antes de seu início.

Dentre os argumentos apresentados pela Universidade para a remoção do DAFAM de seu espaço original, havia a falta de acessos para pessoas com deficiência e a insalubridade do espaço, que não é extremamente bem iluminado ou ventilado. A questão da acessibilidade está sendo resolvida neste momento pela obra iniciada pela própria Universidade, com a construção de uma rampa na parte lateral e traseira do espaço e a abertura de uma porta, que cria ventilação cruzada e melhora as condições de permanência no espaço. O novo edifício está localizado muito mais longe do prédio 9 do que a sede, dificultando o acesso de alunos com deficiência. Além disso, em conversa com professores, concluímos que a questão de iluminação e ventilação poderia ser resolvida facilmente com a promoção de um concurso entre os alunos da FAU para a elaboração de projetos de reforma, engajando assim todo o corpo discente e mesmo docente.

Jamais fomos perguntados se queríamos sair de lá, se o espaço não era adequado para nossas necessidades, se precisávamos de um novo lugar para ficar. Decisões estão sendo tomadas por nós, mas nós não vamos nos calar. E "nós" somos uma força de centenas, milhares de alunos e professores que criaram carinho pelo subsolo do prédio 10, que o respeitam profundamente e pensam nele como um lar. Queremos ficar no espaço que é nosso há 74 anos, e sempre será nosso. Quando perguntada sobre o que será dele se tirarem o DAFAM de lá, a Universidade responde de forma vaga. Tememos que um lugar de tamanha importância histórica e afetiva acabe por ficar abandonado, esquecido, transformado em depósito.

Ao nos mobilizar a favor da permanência do DAFAM em sua atual sede não estamos, de forma alguma, simplesmente recusando o espaço a nós oferecido. Acreditamos que existem múltiplas entidades dentro da Universidade, inclusive da nossa própria FAU, que podem usufruir do espaço a ser fornecido, enquanto o DAFAM permanece no prédio 10 como reivindicamos.

Estamos nos mobilizando, conversando com nossos colegas, nossos professores e arquitetos e urbanistas formados pelo Mackenzie, para que nos ajudem nessa luta. Estamos pedindo todo o apoio que pudermos alcançar para não deixar que esse lugar se perca.

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