Apoio ao Curso de Bacharelado de Tecnologias e Produção Cultural na UFSB

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Litoral Sul da Bahia, março de 2019.


Após um longo período de estudos pela Comissão responsável pela criação do curso de Bacharelado em Tecnologias e Produção Cultural, seu protocolo se deu no mês de dezembro de 2018. Até o momento, a Universidade não emitiu nenhum parecer oficial sobre o mesmo, apesar de a Unidade Universitária que autorizou oficialmente a criação da referida comissão, o Centro de Formação em Tecnociências e Inovação ter decidido, segundo informações recebidas extra-oficialmente, não aceitar, ainda no mês de dezembro, o referido projeto. Não sabemos quais os critérios foram utilizados para desmerecer o trabalho já realizado, bem como desqualificar a necessidade de formação nesta área em nossa região.

Diante de todos os dados que apresentamos, desde trabalhos acadêmicos sobre Economia Criativa e levantamentos oficiais de órgãos públicos e privados, que reiteram a necessidade desta formação na região, além das assinaturas de artistas e produtores culturais apensadas ao projeto, só podemos compreender que trata-se de desmerecimento à área de produção cultural, que corrobora com a política colonialista do saber, que favorece áreas tidas como mais "científicas" que outras, o que nos remete a uma Universidade que ainda reflete os ecos do século XIX.

Este curso propõe uma formação que engloba a gestão cultural, tecnologias do espetáculo e tecnologias sociais, dando formação ampla e necessária para o desenvolvimento em área estratégica definida pela FINEP, em seu documento de 2016, que define políticas para 2016-2022 (http://www.finep.gov.br/images/a-finep/Politica/16_03_2018_Estrategia_Nacional_de_Ciencia_Tecnologia_e_Inovacao_2016_2022.pdf Apesar disso, percebemos o silêncio institucional frente a uma demanda da região, que podemos considerar como inadmissível nos dias de hoje.

Deste documento, salientamos o seguinte trecho (p. 99):

"A CT&I é um importante elemento para a conquista da cidadania, para a democratização da vida social, para a segurança individual e coletiva dos cidadãos e para a elevação da qualidade de vida. Ela pode contribuir muito para a redução da informalidade, para o direito à cidade e para a melhoria das condições no campo. Mobilizar a criatividade e a inteligência coletiva dos brasileiros para resolver problemas sociais é um desafio permanente.

As universidades e instituições de pesquisa precisam ser estimuladas a incorporar a dimensão social nas suas agendas de pesquisa, a promover a formação cidadã; e deve ser buscada uma maior integração das ciências sociais e humanas às políticas de CT&I."

Nós, abaixo-assinadas/os, manifestamos nosso apoio à instalação do Curso de Bacharelado em Tecnologias e Produção Cultural, no Campus Jorge Amado, em Itabuna, da Universidade Federal do Sul da Bahia, devido à importância que a cultura e as tecnologias sociais têm para a nossa região, assim como repudiamos qualquer tipo de desmerecimento desta área na política universitária.

 



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