Inclusão de pessoas trans* na UFPR #TRANSformaUFPR

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Atualmente, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) possui programas (ver http://bit.ly/2Fn37Pmhttp://bit.ly/2Focf6m) para a inclusão de pessoas travestis e transexuais na pós-graduação stritu sensu, visando à inserção e à permanência desta população no mestrado e no doutorado. Contudo, é evidente que o problema reside em outra esfera: o acesso à graduação é, ainda, irrisório. Ora, como promover a diversidade acadêmica na pós-graduação sem tê-la em sua base? 

Em estudo realizado pela Secretaria de Educação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (ABLGBT), de 2016, mostra-se que 73% dos estudantes que não se declaram heterossexuais no Brasil já foram agredidos verbalmente na escola, enquanto as agressões físicas ocorreram com um a cada quatro desses alunos; dos 1.016 jovens ouvidos na pesquisa, 55% afirmaram ter ouvido, ao longo do ano anterior, comentários negativos especificamente a respeito de pessoas trans* no ambiente escolar, e 45% disseram que já se sentiram inseguros devido à sua identidade de gênero. Não é de se surpreender, portanto, com a assustadora evasão escolar de pessoas trans* já no ensino fundamental e médio. Importante ressaltar que o Brasil é o país que mais mata pessoas trans* no mundo (40% do total, de acordo com a ONG Transgender Europe) - entre janeiro de 2008 e março de 2014, foram registradas 604 mortes no país.

Nesse contexto, tendo em vista as recorrentes violações aos direitos à pessoa pelos quais as pessoas trans* vivenciam diariamente, como a exclusão do âmbito familiar, escolar e trabalhista; a negação do nome; a negligência assistencial à saúde, entre outras violências, faz-se preciso refletir acerca da desumanização das pessoas trans*: urge, assim, a necessidade de inclusão e visibilidade dessas pessoas no Brasil, demanda esta a ser assumida por todo o poder público, sobretudo pelas instituições de ensino. Felizmente, já há avanço nesse quesito: iniciativas como a da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), pioneira - e única - no Brasil a incluir cotas para pessoas trans* na graduação, mostram-nos que é possível, sim, progredir com sensibilidade e alteridade. 

Pela inclusão de pessoas trans* na UFPR! 

#TRANSformaUFPR

 

 

 



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