O exercício MULTIPROFISSIONAL da acupuntura no SUS - Sistema Único de Saúde

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Esse modelo de tratamento é dar atenção não só a doença em si, mas é de integrar corpo, mente e espiritualidade. São práticas que não agem sobre as doenças, mas ajudam no alívio das tensões, de sintomas, dores e efeitos colaterais dos medicamentos.
O exercício MULTIPROFISSIONAL da acupuntura consta das diretrizes da ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE e da POLÍTICA NACIONAL DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES do MINISTÉRIO DA SAÚDE DO BRASIL, como essencial para o cuidado em saúde de milhões de brasileiros.
Cerca de 100 mil acupunturistas de diversas profissões exercem a acupuntura em todo o país, chegando a 2 milhões de atendimentos por ano, restringir esse direito à menos de 10 mil médicos é um crime a saúde pública.
Vale ressaltar, que recentemente, a Câmara Legislativa do Distrito Federal criou a Lei Nº 5.971/2017 que institui o Plano de Medicina Natural e Práticas Complementares no âmbito do Sistema Único de Saúde do Distrito Federal, com caráter multiprofissional para as categorias profissionais presentes no SUS e em consonância com o nível de atuação à saúde. Exemplo para todo o país quando se pensa na saúde coletiva, hoje tão debilitada, principalmente ao se remeter as classes sociais e suas desigualdades.
A acupuntura é um patrimônio da humanidade, uma prática milenar de cuidado e deve ser realizada por acupunturistas multiprofissionais qualificados. Diante dos fatos, tenho plena convicção que a acupuntura multiprofissional é o presente e futuro para complementar de maneira efetiva, eficiente e com baixo custo aos cofres, benefícios a saúde de milhões de brasileiros, principalmente os menos favorecidos.
Fica claro que o CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA e o COLÉGIO MÉDICO BRASILEIRO DE ACUPUNTURA pouco se importam com a coletividade e agem de forma umbilical e corporativista com notório objetivo de reserva de mercado, pouco se importando com o cuidado a saúde de milhões de brasileiros que estão sendo beneficiados pelo SUS. E aqui no Distrito Federal proíbem os profissionais de saúde acupunturistas do exercício mesmo todos eles capacitados e com reconhecimento em seus conselhos.
Como se não bastasse o desrespeito com os profissionais de saúde acupunturistas, criaram uma outra nomenclatura, a qual não é reconhecida nem pelo Ministério da Saúde e muito menos pela Organização Mundial de Saúde ou em qualquer Projeto de Lei aprovado, que limita a prática da acupuntura aos médicos.
E ainda os concursos para acupuntura na Secretaria de Saúde do Distrito Federal são apenas para "Médico Acupunturista". Ora, se realmente a acupuntura fosse apenas especialidade médica, porque tanta preocupação em criar nomes e carreiras para que somente eles possam exercer acupuntura?
A acupuntura hoje é de livre prática, é o que garante o PL 1549/2003. É bom ressaltar que o próprio CFM negou a acupuntura e há documentos nos quais está claro que eles não reconheciam a acupuntura como especialidade médica. Ao contrário da fisioterapia que foi a primeira categoria a reconhecer e lá se vão mais de 30 anos, uns 15 anos antes dos médicos acordarem para essa prática milenar e parar de chamar os profissionais de charlatões!!! Talvez agora sejam eles também os charlatões e querem exclusividade!!! Vejam só! 

Jaqueline Mesquita - Fisioterapeuta - Formação Medicina Tradicional Chinesa em Chengdu - Província de Sichuam (China) e IPGU - Instituto de Pós-Graduação (Brasília).



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