NOTA DE REPÚDIO AO ATO DE VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL SOFRIDO POR MARIANA FERRER

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Eugênia Andrade criou este abaixo-assinado para pressionar SOCIEDADE CIVIL e

NOTA DE REPÚDIO
Nós mulheres, integrantes do COLETIVO MARIAS TAMBÉM TÊM FORÇA, estamos hoje, no dia 03 de outubro de 2020, na primeira mesa temática do I FÓRUM TRANSNACIONAL DO COLETIVO MARIAS TAMBÉM TÊM FORÇA, com o tema: “Saberes em desobediência epistemológica: o protagonismo de Mulheres sobreviventes da violência”, cuja programação será realizada entre os dias 03 a 30 de novembro de 2020, onde vamos em todas as datas declarar o nosso REPÚDIO ao ato de violência institucional sofrida por Mariana Ferrer. As instituições tem sido, historicamente, utilizadas como legitimadoras das teconologias de gênero, sendo o judiciário também lugar de conservação e opressão de mulheres. Sempre se destacou a contrução de teses que, legisladas ou não, representam o verdadeiro código que operacionalizam as noções de justiça no Brasil. As denúncias de mulheres quanto ao rastro de violências sob o manto legal gritam há muito tempo, vozes que seguem sendo desconsideradas, silenciadas e distorcidas nos jogos patriarcais e racistas do poder, que narrativamente transformam denúncias e pedidos de socorro em provas descredibilização e vilanização das mulheres. No caso de Mariana Ferrer, se somam ainda a obrigatoriedade ao ostracismo das redes sociais em proteção a imagem do seu estuprador pelo poder social, econômico, jurídico e político que ocupa, tendo ainda em sua caminhada por reparação e responsabilização do mesmo, sem qualquer constrangimento, o julgamento sob as normas de "direito" que realmente organizam a resposta lenta, inoperante e violenta do Estado em favor de abusadores e agressores. Nada, nem provas e nem mesmo as leis convenceram o Estado que sua vida e sua dignidade importam, durante todo o processo. Repudiamos a conivência violenta dos representantes do judiciário de Santa Catarina na pessoa dos juiz, do Ministério Público e da atuação do representante legal do estuprador que, são exemplos notórios dos obstáculos sistemáticos do acesso à justiça denunciadas pelas mulheres e meninas(os).

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