Campanha de mídia pela taxação das grandes fortunas

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Prezados colegas servidores do PJU

Não é novidade que vivemos um cenário polítivo e econômico caóticos. Estamos em uma crise sem precedentes, em todos os sentidos. E, mais uma vez, os grupos políticos liberais nos elegem como responsáveis e como destinatários da conta a pagar. Essa realidade é anterior à pandemia que assola o Brasil e o mundo. Mas tratam-nos como culpados por antes e depois. Há dois meses, tentaram impingir-nos uma redução salarial de 25%, sob o pretexto de combater os efeitos econômicos da crise. Conseguimos evitar esse mal. Mas, em seguida, o governo conseguiu aprovar o congelamento de remunerações de todos nós por dois anos. Mais, proibiu _ definitivamente_ os planos de cargos e salários. Finalmente, como se não fosse suficiente, nesta última semana o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, voltou a afirmar na imprensa que é preciso reduzir os salários dos servidores. Como sempre, dizem que é por pouco tempo, que é uma cota de sacrifício. Mas deixam de dizer que a PEC 186 está lá, pronta para ser votada, logo que retornem as atividades presenciais do Congresso. Essa PEC prevê a possibilidade de redução de remunerações dos servidores em até 25%, e em inúmeras situações. Enfim, como se vê, o risco é iminente. Não podemos adiar nossa resistência. Não podemos esperar que essas propostas ganhem voz na sociedade. Precisamos travar a batalha nas mídias, informar a sociedade que não somos responsáveis pelas desigualdades e crises econômicas nacionais, pelo contrário. Quando tudo submerge, é o Serviço Público e os servidores que reconstroem o país. Mas, mais do que nos defendermos, precisamos apontar os responsáveis, indicar de onde deve realmente vir o sacrifício. E entendemos que a resposta está em uma Reforma Tributária. Mais especificamente, na criação do Imposto sobre Grandes Fortunas. Esse tributo não apenas pode arrecadar cifras de dezenas ou até centenas de bilhões, como tem o condão de combater a monstruosa desigualdade social que se aprofunda a cada dia e gera empobrecimento e recessão. Desta forma, nós servidores do Poder Judiciário, através deste documento, sugerimos e requeremos uma campanha pública na mídia como única forma de reproduzirmos com eficácia nosso discurso perante a sociedade. Para tanto, solicitamos a contratação de Agência de Publicidade e Marketing político nacionalmente reconhecida, com expertise irrefutável, a qual traçará toda uma estratégia de marketing e de atuação. Desde a criação de slogans, indicação de veículos até peças publicitárias e orientações de como atuar junto ao convencimento político. Através dessa campanha, reduziremos o gigantesco abismo que nos separa da máquina de fake news, mentiras e deturpações que as elites financeiras do Brasil lançam secularmente sobre nós, para que seus privilégios nunca sejam afetados. Tal campanha representa um custo financeiro de vulto, todos são sabedores. Mas não é menos verdade que nossa instituição sindical, da qual muito nos orgulhamos, dispõe de capital para tal empreitada. Aliás, muito justo é dizer que sequer se trata de gasto. Tal campanha é investimento. Nenhum valor é mais corretamente despendido que aquele em defesa dos direitos da categoria e do combate a ataques por ela sofridos. Assim, diante de todo o exposto, requeremos à Diretoria do Sitraemg que delibere e aprove a criação da campanha em defesa dos direitos do servidor _ Imposto sobre Grandes Fortunas Já. Convocamos todos vocês, servidores do Poder Judiciário da União, para que participe deste abaixo-assinado e demonstre sua aprovação a nossa campanha.