Retorno às origens do Mercadinho Tá Caindo Fulô

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A ideia desse abaixo-assinado surgiu devido acontecimentos recentes na administração do Mercadinho Tá Caindo Fulô, que nós, grande parte da população, turistas e frequentadores discordamos.

Márcia Spyer sonhou em criar um espaço onde agricultores familiares, artesãos e artistas da região da Serra do Cipó, terra que ele ama, se  doa integralmente e totalmente, pudessem colocar seus produtos dentro de um propósito único de respeito e amor pela terra cuidando do lugar que vivemos. Segundo a Márcia Spyer, o Mercadinho foi criado com três princípios:

1- os produtos serem da região;

2- os produtos serem agroecológicos ou sem insumos ou defensivos químicos;

3- a economia solidária com princípios de autogestão, democracia, solidariedade. cooperação, respeito à natureza, comércio justo e consumo solidário, sem atravessadores e sem fins lucrativos.

Não existiam modelos de experiências a serem usados como referência no Brasil e tudo foi construído com muitas dificuldades administrativas e financeiras. Tudo foi sendo resolvido com conversas abertas entre todos, reuniões participativas, assembleias. O Mercadinho teve início em maio de 2015 com 16 produtores e em setembro do mesmo ano, já eram 193. Atualmente são 49 produtores que com muita união, amizade, força,, gratidão, coragem e muito amor foram as bases que sustentaram o Mercadinho Tá Caindo Fulô ao longo de dois anos de muita luta, erros e acertos, mas nada os fizeram desanimar. 

Com o apoio de pessoas voluntárias e parcerias que foram feitas, sustentaram o Mercadinho até hoje. Entre elas podemos citar:  Associação Comunitária (cedeu seu primeiro espaço) , a Rede de Intercâmbio de Tecnologias Alternativas que prestou assessoria técnica, a Prefeitura de Santana do Riacho que cedeu uma funcionária para o Mercadinho e mais tarde construiu o espaço na praça onde ele funciona atualmente, SEBRAE com curso a gerente, CEFET forneceu orientações de empreendedorismo e plano de negócios. a ULTRAMIG com Cursos de Agricultura Orgânica, juntamente com a Secretaria Municipal de Assistência Social.

Ganharam o Prêmio Jorg Zimmermann de Agroecologia que reconheceu nacionalmente o Mercadinho como ação que transforma a vida de agricultores familiares, sendo essa experiência selecionada em um edital lançado em nível nacional e convite para participar de intercâmbio com outras experiências inovadoras de todo o país, foi notícia na mídia mais importante do país e chamou atenção de realizadores de documentários sobre experiências inovadoras e transformadoras tendo sido selecionado para compor um episódio de uma série reunindo três experiências selecionadas em todo o Brasil.

Com o tempo, segundo palavras da própria Márcia Spyer, "o Mercadinho passou a funcionar mais como um Ponto de Venda, contrariando os princípios de sua criação e várias tentativas foram feitas para esclarecimento do que é uma venda, um supermercado e a diferença com a proposta do mercadinho."

E com isso iniciaram as divergências internas e externas sendo que uns achavam mais importante a venda (esses eram liderados pela vendedora comissionada)  e outros queriam a proposta original.

Em sua penúltima Assembleia ficou decidido e registrado em ata que seria feito uma seleção simplificada para três cargos em aberto (Coordenador Geral, Gerente de vendas e Gerente da lanchonete). Todo o processo foi realizado de forma legal, ética, rigorosa e dotada de lisura. 

A vendedora comissionada ficando em segundo lugar na seleção, reclamou e solicitou uma Assembleia para esclarecimento dos critérios que foram utilizados no processo de seleção e assim, foi reunida a diretoria que indicou a banca composta por 5 membros da diretoria e um representante dos artesãos e artistas. No dia 26 de julho, antes da Assembleia, a Senhora Márcia Spyer, criadora do Mercadinho, foi desrespeitada em sua dignidade, autoridade como presidente e como pessoa, sendo ameaçada com dizeres vagos e irreais, segundo  palavras relatadas por ela em sua "carta de esclarecimento aos produtores, consumidores amigos e comunidade da Serra do Cipó" postada em seu Facebook no dia 31 de julho de 2017 às 19:14.

Na Assembléia solicitada pela vendedora comissionada para esclarecimentos, ela disse que  foi dito na Assembleia anterior era que a pessoa selecionada seria para a substituição da mesma em férias e que quando ela voltasse o cargo seria dela. Assim aconteceu a votação e a maioria dos produtores presentes apoiou a sua proposta. 

Segundo Márcia Spyer os produtores votaram, e depois ficaram sem entender o que estava acontecendo. Fato esse que foi confirmado pela filha de um dos produtores em uma página do Facebook. Márcia diz em sua carta,  que convocou a diretoria por duas vezes pedindo ajuda para solucionar o problema e nada aconteceu. Esperou um tempo e apresentou sua renúncia, deixando claro que não era perseguição e sim postura diferente em relação ao caminho que o Mercadinho estava tomando, onde os princípios e a essência da sua criação conjunta ( Mercadinho Tá Caindo Fulô), foram rompidos, dizendo ainda que em espaços como esse não se pode repetir o que vem acontecendo no Brasil onde o desrespeito e a competição são favorecidos em detrimento da honestidade, criatividade, transparência e participação desmantelando políticas e sonhos. Disse ainda, respeitar a decisão da maioria dos produtores, assumiu ter cometido erros provocados pela falta de experiência da inovação, alegando já não ser mais a mesma proposta.

Diante desses fatos, esse abaixo-assinado digital foi criado, por acreditarmos no trabalho da Márcia Spyer e acima de tudo,  nós acreditarmos nos três princípios que nortearam a criação do Mercadinho Tá Caindo Fulô.

Propomos como solução desse problema o retorno da Márcia Spyer à presidência do Mercadinho, pois a sua presença é a garantia que, nós consumidores do Mercadinho, teremos de que esses princípios serão respeitados e que estaremos adquirindo produtos de qualidade e da região, sem insumos ou defensivos químicos, com uma economia solidária, com princípios de autogestão, cooperação, solidariedade, respeito à natureza, um comércio justo e não apenas voltado para o lucro e a ganância, sem atravessadores.

Pretendemos apresentar os abaixo-assinados(digital e impresso em folhas para os que não tem acesso a internet) à Prefeitura de Santana do Riacho, na pessoa do Prefeito André Torres, à direção interina do Mercadinho Tá Caindo Fulô, para que as nossas solicitações de consumidores fiéis a proposta de original de criação sejam atendidas.

Se caso, após todas todas  as formas de diálogo pacífico se esgotarem e não acontecer o que queremos, caberá a nós consumidores, deixarmos de comprar os produtos de Mercadinho pela dúvida de que estaremos consumindo produtos naturais pois onde o lucro predomina , muitas vezes a qualidade pode ser com prometida.

Santana do Riacho 03 de agosto de 2017.

 

 



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