Diga NÃO à construção do complexo eólico próximo ao habitat da Arara Azul de Lear!

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Náthaly Marcon e Fundação Biodiversitas criou este abaixo-assinado para pressionar Sebastian Clerc (Presidente Executivo da Voltalia) e

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A multinacional francesa Voltalia está iniciando a construção de um complexo eólico em Canudos, na região da Caatinga baiana, a 400 km de Salvador. O projeto prevê a instalação de 28 turbinas eólicas num primeiro momento e outras 53 numa segunda fase. O empreendimento contará ainda com uma rede de transmissão de energia de 50 km, adentrando o município de Jeremoabo. 

Toda a eletricidade produzida será vendida para a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) num contrato já fechado pelos próximos 20 anos. Acontece que essa mesma região abriga o principal refúgio no Brasil da arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari), espécie considerada em perigo de EXTINÇÃO, de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), e uma das 7 maravilhas da natureza. A arara-azul-de-lear tem o hábito de realizar longos voos diariamente, cerca de 60 a 80 km. Sai do dormitório ao amanhecer, se alimenta em áreas vizinhas à sua morada, basicamente dos cocos da palmeira licuri, e, no final da tarde, pode ser vista, aos bandos, chegando de diversas direções.

"Achamos arriscado o funcionamento de um parque eólico na área de ocorrência das leares. A espécie voa aos pares e em bando, de modo que um único evento de colisão poderá incidir na morte de muitos indivíduos e comprometer a viabilidade populacional em pouco tempo, ou seja, extinguir a espécie", alerta Glaucia Drummond, superintendente da Fundação Biodiversitas.

Descrita pela primeira vez em 1856, o habitat da arara-azul-de-lear permaneceu desconhecido por mais de um século. Foi apenas em 1978 que pesquisadores descobriram sua localização, na região conhecida como Raso da Catarina, considerada por isso "sítio-chave" pela Aliança Global para a Extinção Zero e área prioritária de importância extremamente alta para conservação da biodiversidade da Caatinga pelo Ministério do Meio Ambiente. Por causa da melhora nos números da população, a arara-azul-de-lear passou da categoria "criticamente em perigo" da IUCN para "em perigo.

❌ Segundo a Biodiversitas, um dos pontos que mais chama a atenção sobre o empreendimento é que a Voltalia não precisou apresentar um licenciamento ambiental completo para obter a permissão para a obra. Uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabelece a exigência de Estudo de Impacto Ambiental completo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), além de audiências públicas, para plantas eólicas que estejam situadas em "em áreas de ocorrência de espécies ameaçadas de extinção e endemismo restrito".

❗ Por isso, solicitamos ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), à Secretaria de Meio Ambiente da Bahia, ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e ao Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE), que as exigências do Conama sejam cumpridas e respeitadas. Que sejam realizados: Estudo de Impacto Ambiental completo, Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) e audiências públicas.

Além disso, exigimos que a multinacional francesa Voltalia NÃO CONSTRUA o complexo eólico no habitat da Arara Azul de Lear. Não queremos barrar o progresso, queremos apenas que ele aconteça com manejo sustentável e respeito à biodiversidade.

Precisamos salvar a Arara Azul de Lear! 

#UmaAraraImporta

Reforçamos sobre a necessidade dos órgãos públicos brasileiros, responsáveis pela emissão de licenças ambientais, atentarem para a legislação ambiental vigente no país e para cumprirem os processos de licenciamento na íntegra, para que, dessa forma, a empresa Voltalia possa efetivamente minimizar os impactos oriundos de um complexo eólico em área tão delicada, como essa que é um dos últimos refúgios da Arara Azul de Lear já ameaçada de extinção!

✊ Assine e compartilhe para que esse absurdo seja impedido!!!

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