Não ao fechamento do Programa Escola da Família

0 pessoa já assinou. Ajude a chegar a 5.000!


O Programa Escola da Família, implantado 2003, pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, possibilita a abertura de escolas da Rede Estadual de Ensino, aos finais de semana, com o objetivo de criar uma cultura de paz, despertar potencialidades e ampliar os horizontes culturais de seus participantes – jovens e seus familiares – nesse espaço voltado à convivência, à prática da cidadania,
em prol da integração escola-comunidade.

O Programa reúne profissionais da Educação, voluntários e universitários e oferece às comunidades paulistas atividades que contribuem para a inclusão social, tendo como foco o respeito à pluralidade cultural e a uma política de prevenção que concorra para uma qualidade de vida cada vez melhor.

Cada escola organiza as atividades dentro dos quatro eixos do Programa: Esporte, Cultura, Saúde e Trabalho.
Em diversas regiões do Estado, as escolas públicas constituem o principal, ou, muitas vezes, o único equipamento público comunitário, especialmente nas localidades em que há pouca ou nenhuma opção de lazer e cultura.
Os espaços escolares, normalmente ociosos aos finais de semana, passam a ser ocupados com atividades endereçadas à comunidade, favorecendo-lhe o direito de conquistar e fortalecer sua identidade.
Assim, responsavelmente, essa comunidade, apropriando-se desses espaços, agrega ao seu cotidiano valores essenciais para a edificação de uma cultura participativa.
Hoje, milhares de universitários, de todo o estado de São Paulo, dedicam seus finais de semana ao Programa Escola da Família e, em contrapartida, têm seus estudos custeados por um programa de concessão de bolsas – o Projeto Bolsa Universidade – realizado em Termo de Parceria com instituições particulares de Ensino Superior.

De 2003 prá cá, foram centenas de crianças e adolescentes que retiradas de um convívio de vulnerabilidade, e integradas em projetos e oficinas que os levaram para novos caminhos, muitas se tornam voluntarias do programa, e até criam perspectivas de ir para uma universidade, e grande parte consegue, visto que o próprio programa possibilita isto através da bolsa.

A questão é que, o programa possui um responsável dos fins de semana, que gere os universitários, voluntários e o funcionamento do programa em cada escola, sendo esse um professor da própria rede de educação, efetivos ou estáveis. Esse ano, a Secretaria alterou a resolução que diz respeito ao cargo, limitando as possibilidades, reduzindo o salário, e exigindo mais, numa tentativa de fechar o programa, visto que muitos não aceitaram as novas condições impostas ou não se enquadram nas novas exigências. Inclusive, já encaminhou para as Diretorias de Ensino e escolas um comunicado de que não havendo procura para o cargo de gestor do Programa nas escolas, o mesmo será fechado após um mês em cada uma delas. Ou seja, centenas de escolas fechadas aos fins de semana, ao invés de dar continuidade a um programa que estava dando certo, e contribuindo com o ensino regular, e oportunizando o ensino superior.

Por um outro lado, temos milhares de professores contratados ou candidatos a contratação (inscritos) da própria rede, que desempregados, pois após o fechamento de diversas salas ficaram sem aula, mas que poderiam integram o Programa Escola da Família como Professor Articulador, tomando conta dos fins de semana de cada escola. Mas que infelizmente impedido pela Secretaria de Educação, por não estar incluso na resolução.

Sendo assim, nosso abaixo-assinado, tem por finalidade pedir que esses Profissionais, que conhecido como "Professores Categoria O", tenham a possibilidade de gerir o Programa Escola da Família, para que o mesmo não se extingue.