Retorno das aulas práticas para os cursos de saúde da UFJF

Retorno das aulas práticas para os cursos de saúde da UFJF

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IFMSA Brazil UFJF criou este abaixo-assinado para pressionar Reitoria da UFJF e

INTRODUÇÃO


A Federação Internacional de Associações de Estudantes de Medicina do Brasil (IFMSA Brazil), comitê local da UFJF, vem novamente  demonstrar seu repúdio e desacordo com a lentidão da UFJF para votar as minutas que tratam do período complementar e ensino híbrido e quanto ao descaso ao não propor um planejamento sobre essa pauta. Reiteramos que permanecemos sem perspectivas, resoluções e prazos.  A IFMSA Brazil UFJF propõe que seja apresentado um plano de retorno gradual  às atividades práticas combinado ao Ensino Remoto Emergencial (ERE) dos cursos de saúde, em especial o da medicina. 


 POSICIONAMENTO


No dia 11 de março de 2020, a doença causada pelo vírus SARS-CoV-2, a COVID-19, foi considerada oficialmente uma pandemia, havendo a paralisação das aulas nas Universidades em torno do país (1). Conforme as projeções do Health Metrics and Evaluation (IHME) (2), em consonância com outras outras fontes de análise e pesquisa, a previsão é de que haja uma lenta resolução da pandemia.  De acordo com a faixa etária, a maioria dos estudantes de nossa universidade só devem ser vacinados no fim de 2021 ou 2022, dificultando a manutenção do congelamento das aulas por tanto tempo e, em consequência,  obtendo uma formação defasada.  Aliado a isso,  há questão primordial de saúde pública atual do município,  uma vez que consideramos relevante a atuação dos estudantes dos cursos de saúde para promover uma melhor assistência em saúde nas Unidade de Atenção Primária à Saúde (UAPS), hospitais e outras redes de atenção à saúde conveniadas ao estágio e no futuro, já que os alunos no internato hoje, serão os profissionais de saúde de amanhã. Assim, é insustentável ficarmos à espera do “fim da pandemia” para discutirmos o retorno das aulas práticas.


Os alunos do 1º ao 8º período desde o dia 17 de Março de 2020, permanecem sem aulas práticas, contabilizando mais de 400 dias nesse panorama.  Assim, a ausência de um planejamento concreto da reposição das aulas práticas perdidas corresponde a esse tempo, atrelado a ausência de um plano do que será realizado no próximo semestre, que corresponde a 2021.1, faz com que os alunos tenham gastos com apartamentos alugados vazios e, muitos destes, com dificuldades financeiras. É sabido ainda, que a medicina tem as aulas práticas como carga horária primordial para a formação de profissionais capacitados e, ainda assim, a UFJF não manifesta interesse em retomá-las, apesar de outras universidades públicas como Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal de São João del Rei, Universidade Federal de Lavras, Universidade Federal de São Paulo, Universidade de São Paulo, Universidade Estadual de Campinas, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Universidade Federal de Viçosa, entre outras, já terem retornado ou ao menos apresentado um planejamento para esse retorno.


Diante desse cenário, a turma 112 (que realizou a parte teórica das disciplinas do 7° e o 8° período em ERE) não possui atividades que possam ser realizadas pelo modelo remoto e está impossibilitada de avançar para o internato devido ao pré-requisito existente em nosso Projeto Pedagógico do Curso (PPC), o qual exige que a turma conclua todas as práticas do ciclo clínico para que possa ingressar no internato. Devido ao cenário pandêmico vigente há mais de um ano, ainda não foi possível a reposição dessas atividades referentes ao 7° e 8° períodos e a turma não possui perspectiva alguma para o retorno às aulas práticas. Além disso, os alunos não obtiveram  posicionamento concreto da UFJF sobre quais medidas foram e serão tomadas para resolver essa situação de forma a diminuir o prejuízo e os atrasos na formação dos alunos e da instituição. Todo esse dilema impacta não só a referida turma, mas também as turmas que se encontram em períodos anteriores ao da 112, o que gera imensa preocupação nos discentes. Caso a FAMED volte a aderir ao ERE em 2021.2, a turma 112 permanecerá sem atividades e as demais turmas realizarão apenas a parte teórica em ERE. Assim, ao fim do semestre letivo de 2021.2, duas turmas estarão, ao mesmo tempo, aguardando o cumprimento da carga horária das disciplinas práticas para ingressar no internato. Levando em consideração que a estrutura das disciplinas do internato não comporta o dobro de alunos cursando um mesmo período, possivelmente, as turmas subsequentes, teriam que esperar a turma que estará cursando o internato no período diretamente à frente do seu concluir o 9º período para ingressar no estágio, gerando um atraso das demais turmas de forma cumulativa.


Dessa maneira, é importante ressaltar a falta de transparência demonstrada pelo Comitê de Monitoramento da Covid da UFJF, que apresenta decisões questionáveis sobre a manutenção da paralisação das aulas práticas. Decisões essas, que muitas vezes vão de encontro a posição apresentada pelo comitê municipal de monitoramento desde novembro de 2020. Tal comitê até o presente momento não apresenta notas técnicas, com critérios justificados cientificamente,  ou qualquer documentação que fundamente suas decisões. 


Assim, pedimos uma posição do comitê de monitoramento da COVID da UFJF e o retorno das aulas práticas atrelado a um sistema híbrido para as turmas do curso de medicina, em conjunto a um planejamento pertinente, como a presença de EPI’s, locais e condições em conformidade com as normas sanitárias.

 

ENCAMINHAMENTOS 


Desse modo, a IFMSA Brazil UFJF,  tendo como uns dos seus objetivos promover um impacto na sociedade e representar os interesses dos seus filiados, incentiva os estudantes  a assumirem seus papéis de engajamento neste cenário e reforçamos que, juntos,  seremos estudantes que realmente fazem a diferença. Assim como proposto pelo Diretório Acadêmico Silva Mello, é extremamente necessário a união e o apoio da comunidade acadêmica como um todo, incluindo todos os cursos da área da saúde. Nesse sentido, pedimos o apoio para a assinatura do abaixo assinado em anexo, buscando obter, ao menos, um posicionamento coerente da Reitoria da Universidade e que esta traga para discussão as pautas cruciais em questão,  a fim de  organizar um planejamento para o retorno dos alunos o mais imediato possível. Sugerimos a adoção de um sistema híbrido que combine o ensino remoto com as aulas práticas presenciais, com turmas reduzidas e horários intercalados, avaliando a necessidade, condições que sigam normas sanitárias  e organização dos serviços de saúde.

 

REFERÊNCIAS


Velavan, Thirumalaisamy & Meyer, Christian. (2020). The Covid‐19 epidemic. Tropical Medicine & International Health. 25. 10.1111/tmi.13383. 

A pandemia da COVID-19 no Brasil: a série de projeções do Institute for Health Metrics and Evaluation e a evolução observada, maio a agosto de 2020. https://doi.org/10.1590/S1679-49742021000100017

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