Vamos lutar por Maria!

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Precisamos de ajuda de órgãos competentes, como do Ministério das Relações Exteriores, de órgãos de proteção à criança, do Consulado Colombiano no Brasil, da UNICEF e de grupos de apoio à adoção internacional. Decidimos não entregar Maria e lutar com toda força e dentro da lei para legalizar o que já existe de fato. Maria pertence à nossa família, nós a amamos, ela é minha filha!

No final do ano passado recebi em minha casa para cuidar e proteger uma menina de 3 anos chamada Maria. Ela tinha passado por maus tratos físicos e psicológicos praticados por uma família na qual sua mãe biológica a abandonou!

Na época eu só pensei em proteger, dar amor e carinho. Não perguntei se ela era brasileira, colombiana, chinesa, indígena ou de qualquer outra etnia. Eu a acolhi e ela ficou com minha família por uma semana, o que foi tempo suficiente para que nos cativar e nos fazer sentir responsáveis por ela. Mas, como manda a lei, a família extensa foi localizada e ela foi entregue.

Cinco meses se passaram, mas eu não deixei de procurar noticias dela junto ao CT de Tabatinga - AM. Até que, mais uma vez, foram recebidas novas denúncias de maus tratos a uma criança, e infelizmente se tratava da minha Maria, a nossa Maria, com mais marcas de maus tratos, feridas na cabeça, assustada e com medo de tudo.

Mais uma vez, ela foi recolhida pelo CT e, por não termos abrigo na cidade, mais uma vez ela veio parar na nossa família. Como não acredito em coincidência, mas em providência divina, dessa vez decidimos que iriamos adotar a Maria. Foi quando nos foi dado um termo de responsabilidade pelo CT de Tabatinga-AM.

Eu fui comunicar aos órgãos competentes que estava com uma criança colombiana pela segunda vez e que pretendia adotá-la. Fui ao Ministério Público Federal, ao MPE, ao Consulado Brasileiro, ao Consulado Colombiano e ao Instituto Bienestar. Neste último, me permitiram ficar informalmente com ela e me orientaram a fazer uma carta com pedido oficial de adoção para que fosse entregue ao Consulado Colombiano e assim dar andamento ao processo.

Fiz tudo que pediram. Então entramos com um pedido na justiça pedindo a guarda dela, já que mesmo sendo colombiana, a casa dela é no Brasil. Mas a juíza nada pode fazer, porque legalmente ela "nunca" esteve no Brasil, apesar de que de fato vive aqui.

A juíza se dispôs a ir ao Instituto Bienestar, e assim fui com ela, com o cônsul colombiano, o presidente do CT, meu advogado no Brasil e na Colombia para uma reunião com a direção do Bienestar. Apesar de todas as garantias apresentadas pela juíza e da aprovação do cônsul colombiano para que a Maria permaneça conosco, o Instituto Bienestar pediu a repatriação da minha filha.

Isso tirou um pedaço de mim e da minha familia. Querem tirar ela dos nossos braços para colocar em uma família substituta na Colômbia. Será que eles não pensam nenhum pouco na criança? Em como vai ficar a cabeça dessa menina? Em como meu filho vai se sentir? O que estão querendo fazer é DESUMANO!

O Bienestar teve oportunidade de cuidar da Maria em outras passagens que ela teve la e eles permitiram que ela voltasse à situação de maus tratos. Preciso de ajuda! Vivemos em uma fronteira seca, onde Letícia se confunde com Tabatinga. Um lugar onde deveríamos ter mais colaboração do outro país, sermos unidos para combater tanta coisa errada! Infelizmente não é isso que acontece. Eu vou lutar pela minha filha. Não vou conseguir entregar ela nas mãos daqueles que permitiram que tanta coisa ruim acontecesse com ela!

Por favor, assine para que isto chegue às autoridades competentes e impeçam que mais uma vez o direito dessa criança seja violado!

ITAMARTY, UNICEF, DIREITOS HUMANOS, RELAÇÕES EXTERIORES: por favor, me ajudem!



Hoje: Ana Luiza Barros está contando com você!

Ana Luiza Barros Dos Santos precisa do seu apoio na petição «Querem levar minha filha embora. Me ajude a lutar pela Maria!». Junte-se agora a Ana Luiza Barros e mais 983 apoiadores.