Contra o cancelamento da prova para CEFET-MG

0 pessoa já assinou. Ajude a chegar a 1.500!


Ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão do CEFET

Diante da resolução emitida pelo sítio eletrônico oficial do CEFET-MG, que em muito surpreende aqueles interessados pelo concurso do CEFET-MG, não pode haver senão indignação e inconformidade. Espoliar do estudante o reconhecimento do seu mérito, avaliado historicamente a partir da aplicação de prova objetiva, demonstra incompreensão do atual cenário, desinteresse pelo esforço e, sobretudo, desprezo ao aluno assíduo, que de muito vem abdicando, em preparação para o concurso de admissão.
Toda a expectativa de que fosse respeitado o bom senso e preservada a seriedade, vale lembrar, atiçou a tenacidade de milhares de jovens em aplicar a sua cognição e parte significativa de suas vidas à árdua tarefa de superar a si mesmo e ao candidato alheio para realizar a prova. Tal empreendimento, porém, tem agora sua eficácia desafiada por um projeto que, contrariando a tradição consolidada, prova a sua embriaguez ao repentinamente propor que seja invalidado o reconhecimento do ofício do estudo.
Difusa da realidade, tal medida fere preceitos básicos, como a isonomia ao avaliar os alunos. Ora, se foi cada candidato submetido a avaliações completamente distintas, com cada grau de dificuldade e aprofundamento que tanto distam, como se garantiria a equidade em bem examinar seus méritos concretos? Escolas que há muito exigem de seus alunos aprofundar-se em determinado componente curricular, enquanto outras, quando muito, limitam-se à Base prevista pelo MEC. Não se demonstraria necessário mais que um par de alunos sortidos ao acaso para evidenciar que, ao fim do oitavo ano, labutou um em provar seu saber a respeito de um tópico da matemática, por exemplo, e o professor do outro sequer conceituou aquela disciplina. Ainda que, por hipótese, estivessem ambas as provas em tom de igualdade no relativo ao nível de dificuldade, um mestre julgou incompatíveis, por razões quaisquer, a nota e o nível de dedicação de um aluno: é de sua competência aumentar o grau final. Outro docente, porém, na mesma situação, preferiu que o aluno lidasse com sua falha. Em um cenário de cobrança acadêmica tão heterogênea, pressupor estudados e unanimemente examinados todos os conteúdos pertinentes ao certame é néscio e descabido.
Assim, observada a estultícia em fazer a análise curricular, alunos, pais, responsáveis, professores e coordenadores não têm perdida a sua esperança de que a CEPE, demonstrando sobriedade, conclua pelo certame com aplicação de prova objetiva.