Construção de uma indústria ferroviária - trens e veículos elétricos (Trem de Minas).

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Minas deu ao Brasil o seu coração, feito de ouro; deu os seus olhos, feitos de diamantes; deu as suas lágrimas, nascidas na Serra da Canastra e que se transformaram no Rio São Francisco, o Velho Chico, que leva vida às pessoas mais necessitadas do Brasil; deu o seu peito, feito do aço fabricado com o minério de ferro das suas entranhas, que geram lucros de dezenas de bilhões de reais às mineradoras, que não pagam ICMS sobre o minério exportado, e não promovem desenvolvimento econômico e social para o estado compatível com os lucros obtidos. Minas tudo deu, nada pediu, pouco recebeu. O ouro acabou, os diamantes se esgotaram, o minério de ferro é explorado de forma selvagem e irresponsável, deixando um rastro de degradação ambiental com a morte de rios e vidas humanas. Minas clama pela Liberdade, que levará os brasileiros e estrangeiros aos mais longínquos lugares desta pátria chamada Brasil. Minas clama pela Igualdade, que permitirá aos que não possuam um automóvel ou possam pagar uma passagem de ônibus ou avião, tenham o direito de conhecer o território mineiro e também o brasileiro de acordo com as suas posses através deste modal. Minas clama pela Justiça, afinal suas terras sangram desde os tempos que o Brasil era colônia de Portugal. Minas exige um TREM, fabricado em seu território, de onde surgirá uma malha ferroviária e também veículos elétricos compartilhados que integrarão o Brasil: bairros, cidades, estados, regiões e os demais países deste continente. Pois é este o seu destino: O Trem de Minas. Minas possui muito a oferecer ao Brasil, pois o que foi levado foi o seu corpo, mas a sua alma está intacta. O exercício de descobrir Minas é, na verdade, um processo de autodescobrimento. Suas trilhas são abençoadas com esplendorosas cachoeiras que através de seus encantos nos levam a uma jornada em conexão com os sentimentos da Paz e Amor em sua maior plenitude. Exatamente o que o mundo mais precisa. Pois então: Que venha o Trem.

Motivos:

1) Dentre os 61 países mais desenvolvidos do mundo, o Brasil está em 60⁰ lugar no setor da qualidade em infraestrutura. O Brasil passou a depender do modal rodoviário. Enquanto a média no mundo é 45% em transporte ferroviário e 40% em rodoviário, o Brasil concentra 62% na modalidade rodoviária e apenas 22% em ferrovias.

2) Estados brasileiros tiveram perdas bilionárias, não compensados pela União, em razão de benefícios fiscais concedidos através da Lei Kandir. O prejuízo de Minas Gerais supera o valor de R$ 100 bilhões, maior parte em razão da renúncia fiscal sobre exploração de minério de ferro.

3) Aumento da capacidade do país em obter receitas em dólar com o fluxo de turistas estrangeiros. Hoje o Brasil ocupa a 27ª posição no ranking em competitividade no turismo.

4) O futuro do transporte será cada vez mais autônomo, mais elétrico, mais conectado e compartilhado. Hoje há um ponto cego no transporte público - as rotas da sua casa ao polo de transporte mais próximo nem sempre são servidas por transporte público. Um sistema de transporte totalmente integrado, sustentável e eficiente está gradualmente se concretizando. Em breve, poderemos viver em um mundo onde o carro será apenas uma das muitas maneiras de nos deslocarmos, com o surgimento de veículos coletivos elétricos compartilhados.

5) A mobilidade é condição básica para a cidade ser atrativa para negócios. Pesquisas nas cidades brasileiras apontam que 53% das pessoas abandonariam o carro próprio se tivessem outras opções de transporte para ir e voltar do trabalho; 55% estão insatisfeitos com o transporte público da sua cidade; e 58% têm medo de depender do transporte público da sua cidade. O transporte público em massa é a espinha dorsal da mobilidade nas cidades.