Abaixo-assinado encerrado

Abaixo assinado para Prefeitura acertar o nome do Tunel Luís Antônio Pimentel

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Túnel traz nome abreviado de historiador fluminense

Após denúncia da Imprensa no dia 7 deste mês a Prefeitura Municipal de Niterói ainda não honrou a memória do historiador fluminense Luís Antônio Pimentel como disse desejar -- ao dar seu nome para o projeto do túnel Charitas-Cafubá.

A placa da galeria que liga a Zona Sul de Niterói à Fazendinha, na Região Oceânica registra “Túnel Luiz Antonio P.” O sobrenome do homenageado está abreviado. Luís Antonio Pimentel era natural de Miracema, foi escritor, jornalista, historiador e poeta que viveu em Niterói nos últimos cem anos, tendo falecido em 6 de Maio de 2015.

Todos os amigos, convivas, familiares, população de Niterói e jornalistas da cidade estão achando esta atitude um desrespeito à memória de nossa mais célebre figura intelectual. Exigimos pra já uma atitude da PMN, para que conserte a grafia do nome de Pimentel.

"O túnel tem duas galerias e três nomes. Primeiro, por decreto o ex-prefeito Godofredo Pinto, antes de a obra ser iniciada, foi batizado com o nome do deputado campista Togo de Barros, que em 1958, como presidente da Assembleia Legislativa fluminense, assumiu o governo estadual após a renúncia do então governador Miguel Couto, até passar o cargo em janeiro de 1959 a Roberto Silveira, eleito naquele ano. Deixando de lado o primeiro decreto, Rodrigo N. baixou um outro, contrariando a Lei Orgânica de Niterói que proíbe o rebatismo de ruas e logradouros públicos, para dar ao túnel um nome para cada uma das duas galerias: João Sampaio, ex-prefeito de Niterói; e Luís Antonio Pimentel", informou a Coluna do Gilson.

SOBRE PIMENTEL

Luís Antônio Pimentel (Miracema, 29 de março de 1912— Niterói, 6 de maio de 2015) foi um poeta, professor, jornalista e memorialista brasileiro. Era membro da Academia Fluminense de Letras - AFL; Academia Niteroiense de Letras - ANL e presidente de honra no Grupo Monaco de Cultura.

Sobrinho por parte de pai do literato Figueiredo Pimentel, de quem reconhece a influência da obra sobre os primeiros trabalhos literários. Tendo sido aluno bolsista em intercâmbio no Japão, residiu lá entre os anos de 1937-1942, familiarizando-se com o haicai ao ter contato com autoridades como Hagiwara Sakutarô e Takamura Kôtarô. Pimentel tem sua poesia traduzida para o inglês, o alemão, o francês, o espanhol e o sueco.

Pimentel é um dos precursores do haicai no Brasil, responsável pela divulgação deste estilo de poesia ao lado de Olga Savary e Helena Kolody. Tem parte na cunhagem definitiva do termo “haicai” em língua portuguesa quando, estudante da faculdade de filosofia da Universidade do Brasil, encaminhou a Aurélio Buarque de Holanda, por intermédio do gramático Celso Cunha, o pedido de dicionarização, evitando que o termo se dispersasse em outras transliterações como hai-cai, hai-kai, haikai, haiku, hai-ku e hokku. Com seu livro Namida no Kito, obra escrita em português no japão e traduzida para o japonês no ano de 1940, Pimentel se tornou o primeiro autor brasileiro traduzido para o japonês que se tem notícia.

O autor reconhece ter se permitido inovar o haicai ao tratar de temas tropicais, criando também o haicai erótico, o engajado politicamente e o étnico. Contudo, estas pequenas transgressões não corrompem o cânon estético inaugurado por Matsuô Bashô como a rigorosa métrica e a exigência da indicação da estação do ano (Kigo) e dos fenômenos da natureza.

Sua vasta obra literária, conta com livros como: Contos do velho Nipon (1940), Tankas e haicais (1953), Cem haicais eróticos e um soneto de amor nipônico (2004). E se encontra reunida em três volumes publicados pela editora Niterói Livros, que contém o texto integral de Tankas e haicais, tal como coordenada pelo professor Nelson Eckhardt em 1953.

A obra reunida, em acurada edição crítica de três volumes, conta também com poesias compiladas inéditas até 2004, data desta edição e versões para diversas línguas, entre elas o japonês, na tradução de Yonekura Teruo.

Além da primeira biografia, assinada por Alaôr Eduardo Scisínio, a obra do poeta recebeu diversos estudos, como o escrito pelo filósofo brasileiro R.S. Kahlmeyer-Mertens, que nos últimos anos vem dedicando trabalhos sobre a produção de haicais do poeta, destacando o relevo do pensamento de Pimentel para a contemporaneidade. (Fonte: Wikipédia)



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