Não-retorno das aulas no dia 03/07, no Rio de Janeiro.

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Uma campanha para a segurança da vida dos alunos e dos profissionais da educação.
Diante da tomada de conhecimento pelos cidadãos e servidores do município do Rio de Janeiro, do plano de flexibilização das medidas relacionadas à pandemia do novo coronavírus para a retomada das atividades econômicas da cidade, o grupo de Professores 1/3 Já Bia Aquino discorre aqui sobre algumas considerações.

A possibilidade ignora o aumento de casos e de óbitos durante a pandemia de COVID-19 e de como o espaço escolar será diretamente afetado, colocando em risco as vidas dos alunos e dos profissionais da educação carioca. As salas de aula, em sua própria estrutura são locais de aglomeração. Uma vez que não há a redução de casos, e dada a velocidade de transmissão do vírus, estar alocado em uma sala de aula não está dentro do recomendado pelas autoridades de saúde, especialistas no assunto. No caso particular da Prefeitura, é de conhecimento de todos os servidores a questão da superlotação das salas de aula, o que expõe ainda muitas vidas ao contágio e transmissão da doença.
 

Não é levado em consideração também que alguns dos nossos alunos possuem como responsáveis, pessoas com comorbidades, de forma consciente ou não, situação que se repete também dentro do extenso grupo de servidores da educação, classificando-os ambos como de grupo de risco para o COVID-19.
A prefeitura do Rio também não oferece as condições mínimas de higiene nessa situação já que os profissionais de limpeza são insuficientes e não possuem estrutura de trabalho num processo que envolveria desinfecção e outros métodos de combate à propagação do novo coronavírus dentro do ambiente escolar.
 

É atribuída ainda, uma particularidade ao grupo da Educação Infantil (EI). Essa categoria de alunos, crianças muito novas, e principalmente as pequenas, não conseguirão utilizar máscaras e a educação nessa faixa etária tem um dos seus eixos na afetividade. Sendo assim, as crianças se beijam e se abraçam o tempo todo ocasionando risco em potencial não só pra elas mas para as outras crianças e os docentes que em sala estão.
 

Mesmo entendendo todas as preocupações concernentes ao ano letivo, não podemos colocar a vida de milhares de pessoas em risco. Por isso, o grupo de Professores 1/3 Bia Aquino pede seu direito à vida resguardados e o não-retorno as aulas enquanto não houver condições seguras nas unidades, para alunos, servidores e a comunidade escolar.