Salve a comida de rua

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Já não é novidade que as ruas das nossas cidades estão cada vez mais populadas por carros e com menos espaço para pedestres. Já não existe mais o cuidado com nossas praças, nossos parques e nossas calçadas, e basta uma caminhada por alguns blocos de São Paulo para se sentir encurralado entre carros, motos e calçadas esburacadas, como se a cidade não fosse feita para viver a pé. Mas o fato é que São Paulo é sim uma cidade de pedestres: dos que trabalham, dos que visitam, dos que comercializam, dos que compram, dos que vivem e passam por essa capital.

Com cada vez menos atenção aos pedestres, também estão se perdendo outras características da nossa cidade, como a comida de rua. Nessa cidade de arranha-céus conhecida como capital gastronômica do Brasil, a gastronomia de rua segue esquecida. Sabe aquele lugar que você comia um cachorro quente quando era criança? Ou onde você parava com seu filho pra comprar um sorvete num dia de sol? Ou aquela feira com comidas diferentes de todos os lugares do país por um preço justo? E até mesmo os foodtrucks que podiam estar espalhados pela cidade, enriquecendo nossas experiências gastronômicas. Pois é, tudo isso tem perdido cada vez mais apoio e espaço.

A comida de rua faz parte da diversidade cultural de São Paulo, trazendo sabores típicos de outros lugares do país e do mundo. Além disso, as praças destinadas a prática desse comércio garantem a zeladoria de espaços públicos e privados, contribuindo também para o cuidado e segurança da cidade. E como se não bastassem motivos para o apoio da prefeitura à essa classe de empreendedores, a fomentação desse comércio também resulta em um crescimento econômico imediato para a cidade. São milhares de novos empregos gerados sem citar os impostos arrecadados pelos municípios e circulação da moeda, gerando renda e gastos para toda a economia da cidade e estado.

O resultado de tudo isso é a falta de regulamentação dos comerciantes que ainda se aventuram a sair pelas ruas sem as condições e licenças adequadas de trabalho, a polícia que agride esses comerciantes que no fim só estão tentando fazer um trabalho honesto, as praças que uma vez eram populadas por pessoas e mantidas por organizações hoje estão desertas e sem segurança, você que já não pode mais contar com aquele lugar para uma pausa durante a correria do dia a dia, e os trabalhadores que apostaram em um sonho e hoje já não podem mais sustentá-lo.

Nós reinvidicamos mais apoio, investimento e liberação de espaços para os comerciantes de bebida e comida de rua de São Paulo. Queremos trabalhar dentro das normas e legalidade, para garantir a tranquilidade da nossa classe na entrega de produtos à população dessa cidade, contribuindo para a nossa cultura e economia.

Vamos salvar a comida de rua de São Paulo e tudo o que ela representa. Salve as feiras e pátios gastronômicos, salve o hambúrguer, o yakisoba, a comida árabe e a mexicana. Salve também a barraca de pastel, salve o tio do hot dog, salve a barraca de churros e de doces, salve o acarajé da Bahia e o lanche de pernil mais paulista que há. Salve a diversidade gastronômica de São Paulo.

#SalveAComidaDeRua



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