Prefeitura de Curitiba: Decrete o Lockdown antes que o sistema de saúde entre em colapso

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Curitiba tem hoje, no dia 16 de junho, 85% da capacidade total de leitos para covid-19 ocupadas, exatamente um mês após a flexibilização do fechamento do comércio, que segundo o prefeito, nunca foi realizada. Com a anuência da Prefeitura, no dia 17 de maio, estabelecimentos de grande fluxo como shoppings e igrejas ganharam aval para abertura.

O resultado hoje é claro: o aumento de pessoas infectadas e um sistema de saúde à beira do colapso. 

Precisamos que o lockdown seja adotado mais cedo possível para que os efeitos econômicos, já enormes, sejam os menores possíveis. 

O movimento Fechados Pela Vida, composto por quase 200 pequenos comércios do setor de gastronomia, entretenimento, bares, salões e lojas, pede desde o anúncio da "reabertura" que a Prefeitura de Curitiba assuma seu papel de liderança no combate a epidemia e decrete o fechamento, por igual, em todos os setores da economia e um lockdown severo, rápido e eficaz. 

Como cidadãos e pequenos empreendedores pedimos a Prefeitura de Curitiba, bem como outras esferas do poder público, municipais, estaduais e federais: 

 - O decreto do lockdown mais rápido possível para que o Sistema de Saúde não entre em colapso na Cidade de Curitiba e os efeitos econômicos sejam menores;
- Controle do transporte público para que este não seja também um foco de contagio paralização da atividade ou através de aumento significativo da frota para que não haja aglomerações;
- Plano de ação de combate à pandemia, com estágios definidos do enfrentamento, transparência de dados sobre capacidade de leitos covid-19 e não covid-19, bem como de outros índices e também de pacientes com SRAG.
- O plano de ação deve estabelecer períodos para cada estágio do enfrentamento e datas para avaliação de dados da pandemia, possibilitando assim que todos possam compreender os estágios e realizar planejamentos;
- Plano econômico para sobrevivência de empresas, principalmente pequenas ou médias, profissionais autonomos e desempregados. Sem um plano econômico o fechamento para pandemia será um fechamento em definitivo para muitas empresas, gerando falências em massa e crescimento acelerado do desemprego. Queremos fechar e contribuir no combate a pandemia, mas também queremos condições para sobreviver e se reerguer após ela.
- Como pequenas e médias empresas, somos o setor que mais emprega na economia, contudo também somos o setor com maior dificuldade de acesso à crédito e com maior dificuldade financeira. Cidades como Niterói e Foz do Iguaçu liberaram linhas municipais de crédito.
- É necessário também a desburocratização das linhas de crédito do BNDES que são oferecidas pela Fomento Paraná. Neste momento de emergência econômica, pequenas empresas enfrentam mais de 2 meses de burocracia para ter acesso à credito;
- Diretrizes para fiscalização de aglomerações e ambientes que possam ser de grande contágio, sejam eles públicos ou privados, para que as normas de distanciamento social sejam respeitadas. Estas diretrizes devem ser realizadas em conjunto com a vigilância sanitária, epidemiológica, bem como guarda municipal e polícia militar;
- Aumento de fiscais através de contratação emergencial para que a as fiscalizações sejam ágeis e eficazes. Durante o período da pandemia, estabelecimentos foram denunciados na central 156 e foram fiscalizados somente após 30 dias. A Guarda Municipal e Polícia Militar também não acolhem denúncias pois não há decreto que regulamente a fiscalização;
- Redução/Subsídio de tributos municipais e estaduais, redução das contas de água e luz, bem como auxílio nas negociações de aluguéis;
- Reabertura baseada nos 6 critérios de flexibilização da quarentena pela OMS
e planejada, através de diálogo com setores da economia e de especialistas da área da saúde.
- Todos os setores da economia devem contribuir de forma igualitária no combate à pandemia, caso haja restrições para setores específicos elas devem ser decretadas através de critérios técnicos, em conjunto com medidas econômicas e diálogo com os setores. Fechamento parciais sem critérios técnicos somente prejudicam economicamente setores da economia em detrimento de outros;
- Medidas específicas de planejamento econômico para os setores de entretenimento e cultura, como bares, teatros, casas de show, baladas, bem como de todo setor cultural que tem seus ganhos nesse ecossistema como músicos e artistas, bem como a busca de soluções criativas para sobrevivência e retomada do segmento;
- Campanhas educativas para conscientização e educação da população em cada estágio do enfrentamento da pandemia, bem como orientação sobre realização de denuncias e também de ações de prevenção. No momento de retomada econômica, estas medidas educativas também são importantes para ensinar como se portar em estabelecimentos públicos e privados para reduzir a possibilidade de contágio. 

Pedimos às autoridades competentes seriedade e liderança diante da pandemia.
Prefeitura de Curitiba, decrete o lockdown. 

Movimento Fechados Pela Vida #fechadospelavida.

Uma corrente para que Prefeituras e o Estado do Paraná atuem firmemente no combate à pandemia e, além de informações objetivas, dêem suporte a bares, restaurantes, comércios e afins para que sobrevivam de portas fechadas e preservem vidas.

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