CARTA MANIFESTO | EDUCADORAS E EDUCADORES MUNICIPAIS JOSEENSES EM DEFESA DA VIDA

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A pandemia do novo coronavírus tem impactado todo o mundo, vitimando mais de 300 mil pessoas. O Brasil já ultrapassa a marca dos 14 mil mortos e mais de 200 mil contaminações, gerando o caos dos sistemas de saúde e funerário. Não são apenas números, são vidas. Pessoas com histórias, familiares, amores e sonhos.

Não há como respondermos à atual crise sanitária, econômica, social, ambiental e política com um presidente no poder que desdenha das mortes diárias e intencionalmente ignora a gravidade da pandemia. Enquanto milhares morrem ou perdem seus familiares, Bolsonaro rompe sistematicamente com o isolamento social, provoca aglomerações em atos antidemocráticos, organiza churrasco, anda de jet ski e atua deliberadamente em defesa do vírus, negando-se a aprovar políticas públicas que deem condições para a população pobre ficar em casa e que fortaleçam a saúde pública no combate à disseminação do vírus.

Em São José dos Campos, 2º cidade com o maior número de contaminações pelo coronavírus no interior do Estado de São Paulo, Felício Ramuth (PSDB) tem seguido a
mesma linha de Bolsonaro. A prefeitura, interessada em agradar o empresariado joseense, tem defendido a abertura do comércio e outras atividades, ameaçando o isolamento social, colocando o lucro de poucos acima da vida da maioria.

Nesse contexto, há pouco mais de um mês, Felício decretou o retorno das estagiárias e estagiários da educação e das professoras e professores contratados às escolas. Agora quer que as professoras e os professores efetivos, assim como todo o quadro de servidores da Secretaria de Educação e Cidadania voltem ao trabalho presencial,
mesmo sem fornecer o mínimo de condições de segurança em EPIs e sem qualquer planejamento do trabalho que, mesmo que houvesse, poderia ser desenvolvido em casa,
sem expor mais de 5 mil pessoas ao risco de contágio.

Nesse sentido, um ano após o 15M, Tsunami da Educação que se levantou contra as políticas catastróficas de destruição de direitos e desmonte do serviço público,
reivindicamos essa luta e, por meio desta carta-manifesto, declaramos o nosso repúdio às medidas adotadas pelo prefeito Felício Ramuth, por representarem um atentado à vida de toda a população joseense. Defendemos que todos os servidores e servidoras (efetivos e contratados) que não estejam nos serviços essenciais tenham direito à quarentena remunerada, inclusive por meio da forma de teletrabalho.

As vidas devem estar em primeirolugar!

#EducadorasPelaVidaSJC
#QuarentenaRemuneradaEvitaMortes
#FelicioRespeiteAVida