RETORNO DAS ATIVIDADES PRESENCIAIS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM)

0 pessoa já assinou. Ajude a chegar a 2.500!


Diante da pandemia provocada pelo Coronavirus (COVID-19) no início do ano de 2020 e com o agravamento da situação, a UFSM suspendeu o retorno das atividades presenciais no ano de 2020, e por meio de decisão do CEPE (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão) aprovou a Resolução N.24/2020, que regulamentou o Regime de Exercícios Domiciliares Especiais (REDE). 

Entretanto, o método em questão adotado se tornou um problema para a grande maioria dos acadêmicos, visto que, além da dificuldade de manter a rotina de estudos, seja por problemas pessoais, financeiros ou de saúde, os cursos que possuem grande quantidade de horas voltadas para aulas práticas, seguem acumulando atividades e sem previsão concreta para o retorno e recuperação destas. Além disso, muitos acadêmicos estão impedidos de sair para estágio final, pois não completaram a carga horária exigida por seus respectivos cursos. 

Levando em consideração a situação atual da pandemia no Brasil, o início da vacinação dos grupos de risco, o fato de que muitos setores já estão atuando normalmente, inclusive bares, restaurantes, realização de eventos, esportes, shoppings, viagens de lazer e até mesmo a realização do ENEM (o qual gerou e ainda irá gerar uma grande aglomeração de pessoas), por que o retorno das atividades presenciais acadêmicas não pode ocorrer?

Como muitas universidades e demais instituições de ensino conseguiram se organizar e planejar uma forma segura de dar sequência em suas atividades práticas presenciais, mantendo as aulas teóricas de forma remota, e a nossa instituição não pode buscar fazer o mesmo?

Seguir mais um semestre totalmente de forma remota irá prejudicar ainda mais a formação dos alunos, visto que é necessário e indispensável a realização de atividades práticas juntamente com a teoria para que se possa formar bons profissionais.

A nossa proposta consiste basicamente em buscar uma maneira viável, através do revezamento de turmas com número limitado de alunos e respeitando os protocolos de segurança, retomar as atividades práticas no formato presencial (inicialmente as práticas que se referem aos 2 semestres de 2020), e posteriormente, mantendo as aulas teóricas, que geram maiores aglomerações, de forma remota e as práticas de forma presencial, e assim, possibilitar que os alunos deem sequência nas atividades acadêmicas e possam concluir seus respectivos cursos. Ainda, que seja possível que os alunos que não se sentirem confortáveis e seguros para retornar neste momento, possam trancar as disciplinas ou deixar as práticas em aberto, caso desejem, sem que haja prejuízo ou suspensão de benefícios socioeconômicos dos que possuem. Desta forma, estará sendo levado em consideração os anseios de quem deseja retornar e concluir o curso, assim como dos que desejam esperar a situação normalizar por completo para retornar às atividades presenciais. 

A Universidade Federal de Santa Maria precisa dar voz aos alunos da instituição e seus anseios, pois da forma como está, não podemos seguir mais. Os danos a longo prazo serão irreversíveis e nós, hoje alunos, amanhã seremos profissionais despreparados para o mercado de trabalho.