Frente Ampla pela Democracia - #elenao #haddadsim

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O momento é grave e decisivo para o futuro do Brasil. Estamos a poucos dias de escolher nosso próximo Presidente da República e, no dia em que esse texto é publicado, o candidato que defende o autoritarismo continua à frente nas pesquisas.


É hora de todas as pessoas que defendem a democracia e zelam pelos direitos humanos fundamentais se posicionarem. É hora de todas as lideranças do campo democrático, lideranças que sabem quantas vidas e sofrimento custou a luta contra a ditadura no nosso país, efetivamente se posicionarem de forma contundente e decisiva contra a candidatura de Jair Bolsonaro. Mais que isso, é hora de todos nós, da sociedade civil, de diversas ideologias e opiniões, nos unirmos em torno de Fernando Haddad na condição do único candidato presente no segundo turno que defende ideias e valores compatíveis com a preservação do regime democrático.


Vivemos uma eleição fora da normalidade. Pela primeira vez desde o fim do da ditadura militar, temos no segundo turno das eleições presidenciais no Brasil um candidato, Jair Bolsonaro, que refuta direitos humanos essenciais - com manifestações amplamente conhecidas de xenofobia, misoginia, racismo e homofobia, bem como de defesa da tortura e do assassinato de adversários políticos, tendo exaltado inclusive a atuação de grupos de extermínio. Ao defender valores e bandeiras absolutamente incompatíveis com a convivência democrática e com as prerrogativas de Presidente da República, o candidato não se qualifica ao cargo. Recentemente, ele propôs a ampliação do número de juízes do Supremo para 21 - o que é uma medida recorrente em processos de implantação de regimes ditatoriais, visando o controle do Judiciário pelo Executivo  e a quebra da independência entre os poderes. Ainda mais grave foi a declaração do General Mourão, seu candidato a vice e amigo de longa data, de que a Constituição deve ser reescrita por um grupo de notáveis, escolhido pelo Presidente, desrespeitando por completo o papel do Legislativo e da população nesse processo.


É importante ressaltar que a simples candidatura de Bolsonaro e o espaço que suas ideias têm ganhado no debate eleitoral já tem impactado no crescimento de ondas de violência, em que jornalistas são impedidos de participar de entrevistas, mulheres têm sido violentadas e ameaçadas, alunos de escolas têm sido intimidados por expor suas preferências político-partidárias. Essa onda é consequência da simples presença de Bolsonaro no segundo turno do pleito, uma amostra do que pode vir a acontecer se Bolsonaro se elegesse. Esse não pode ser o país que almejamos.


Neste cenário, declarar o voto em Fernando Haddad não significa necessariamente subscrever todas as suas ideias ou defender o Partido dos Trabalhadores. O sentimento anti-PT não pode ser maior que o espírito de resistência coletiva à ameaça democrática que assistimos, que inclui inúmeras manifestações que ferem direitos fundamentais conquistados por diferentes gerações. Declarar voto ao Haddad significa dizer não ao autoritarismo e optar pela democracia, pois é só na democracia que podemos inclusive fazer oposição no dia seguinte às eleições, se assim quisermos. Significa dizer não à violência e dizer sim ao diálogo e à diversidade. Significa dizer sim ao estado de direito, e às garantias constitucionais, sem os quais não há plataforma econômica que gere crescimento de forma sustentável. Significa dizer sim à liberdade de imprensa, e não à intolerância e à censura. Significa reconhecer que Haddad, assim como seria o caso, por exemplo, das candidaturas de Ciro Gomes, Geraldo Alckmin ou Marina Silva, representa a única candidatura atualmente presente na disputa do segundo turno que defende e pratica valores compatíveis com o debate, a discordância, a fiscalização e mesmo a oposição ao governo.


Para virar esse jogo, contudo, é necessário agir já. Não é seguro hesitar quando é a nossa democracia que está em jogo. É necessário que lideranças políticas, artistas, intelectuais, movimentos sociais, sindicatos, jornalistas, todos nós da sociedade civil em geral reconheçamos a ameaça representada por Jair Bolsonaro. É nosso dever manifestarmos  publicamente nosso compromisso com a democracia e o exercício pleno da cidadania por meio do apoio à candidatura de Fernando Haddad, em todos os meios de comunicação que nos sejam acessíveis. Não importa que seja um apoio com ressalvas, não importa que seja um apoio com recomendações ou cobranças -, é preciso manifestar já. A ausência de vozes que chamem o país à razão hoje pode cobrar o altíssimo preço de um longo e doloroso silêncio no futuro.

 



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