Em defesa das Universidades Públicas em São Paulo, com Haddad/Manuela e Marinho/Bock 13

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Em defesa das universidades públicas no estado de São Paulo, apoiamos Haddad Presidente e Manuela Vice, Marinho Governador e Ana Bock Vice 13


As ameaças à democracia, à categoria docente e a própria sobrevivência das universidades – e diretamente as públicas – exige de nós um claro posicionamento nessas eleições. Por isso, nos dirigirmos aos candidatos com uma proposta de compromissos mínimos em defesa das universidades públicas. De nossa parte ofereceremos nosso apoio e mobilização em nossos espaços de trabalho e articulação.

Nos últimos anos houve uma grande expansão do ensino superior público em São Paulo e que teve como eixo impulsionador as políticas de investimento em educação e pesquisa dos governos Lula e Dilma. O crescimento da Unifesp, a criação da UFABC e expansão da UFSCAR, além da criação dos novos Institutos Federais são exemplos. Mas a entrada do governo golpista de Temer (PSDB-PMDB etc) veio desencadear uma onda de ataques sem fim às universidades federais e estaduais. E é nesse contexto que as três universidades estaduais – USP, Unesp e Unicamp – embora aparentemente protegidas pelos 9,57% do ICMs, sofrem novos cortes de verbas, sucateamento e arrocho salarial via inúmeras manobras orçamentárias dos governos do PSDB com PMDB, PSB etc.. 

A suposta saída que os golpistas e liberais oferecem passa pelas privatizações, cobrança de mensalidades, aprofundamento de parcerias com empresas privadas, criação de fundações, ameaçando diretamente a autonomia, os espaços de democracia e liberdade nas universidades. Por isso, lutar para revogar a EC 95 que congelou investimentos em saúde e educação se tornou uma prioridade que se encadeia com um conjunto de outras nossas reivindicações específicas. 

Nós docentes das seis universidades públicas em São Paulo, acreditamos que o progresso científico, cultural, econômico e o compromisso social destas instituições estão ligados ao respeito e defesa da liberdade e da democracia. E nessa medida não poderíamos ser indiferentes com os rumos políticos do nosso estado e do país. O conjunto das universidades públicas, um patrimônio da população de São Paulo e do Brasil, está sob ataque também do crescente obscurantismo que vem ameaçando docentes, funcionários e alunos com processos, intimidações e censuras, que se somam a repressão de forças policiais tornadas rotineiras, tudo isso em flagrante desrespeito aos princípios de autonomia e liberdade acadêmica. É preciso derrotar esse projeto.

Temos hoje nas candidaturas de Marinho governador e Ana Bock vice, Fernando Haddad presidente e Manuela D’Ávila vice, que expressam a luta contra o golpe e pela liberdade de Lula, por uma Constituinte para defensa da democracia como está em seu programa, condições e viabilidade para reafirmar a defesa de claros compromissos com a democracia, o investimento público dos governos federal e estadual na educação superior na medida necessária para manter e desenvolver as atividades da ciência, cultura e tecnologia, a abertura permanente para negociações com os nossos sindicatos docentes e suas pautas específicas:

- Nas universidades estaduais (USP, Unesp, Unicamp) o compromisso com uma verdadeira negociação da pauta de reivindicações do Fórum das Seis; em particular recuperação das perdas salariais com isonomia, ampliação da atual cota do ICMS às universidades, defesa do HU da USP e das creches, reabertura de concursos para docentes contratados em RDIDP;

- Nas universidades federais de São Paulo o compromisso em negociar com nosso sindicato nacional ANDES, a imediata retomada da destinação das verbas do REHUF (Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais) ao HSP suspensas em 2016, bem como a sua federalização direta sem intermediação da EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares).

Apresentamos essa carta com o objetivo de consolidarmos um compromisso mútuo, que tem apoio e mobilização de docentes das seis universidades públicas do estado de São Paulo. Junte-se a nós na campanha. Primeiras adesões: 


Afrânio Catani, Faculdade de Educação, USP

Agnaldo dos Santos, FFC, Unesp, Marília

Armando Boito Jr., IFCH, Unicamp

Clélia Rejane Bertoncini, CEDEME, vice-presidente da Adunifesp

Cynthia Carneiro, Direito, USP Ribeirão Preto

Eliane de Souza Ribeiro, Unifesp

Everaldo de Oliveira Andrade, FFLCH, USP, membro do Conselho da Adusp

Fábio Franzini, EFLCH, Unifesp

Jean Pierre Chauvin, ECA, USP, membro do Conselho da Adusp

Julio Cesar Zorzenon Costa, Economia, Unifesp

Marcelo Soares de Carvalho, Economia, Unifesp

Moneda Ribeiro, Enfermagem, USP

Nabil Bonduki, FAU, USP

Nilce Aravecchia, FAU, USP

Ocimar Munhoz, Faculdade de Educação, USP

Paula Marcelino, FFLCH, USP

Pierluigi Beneviere, IME, USP

Sonia Kruppa, Faculdade de Educação, USP

Tatiana Berringer, diretoria da ADUFABC

Vera Cepeda, Sociologia, UFSCar

Wagner Romão, IFCH, Unicamp, presidente da Adunicamp


Junte-se a nós e divulgue entre os colegas (envie sua adesão para lulalivreusp@gmail.com)

 



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