Justiça por Rodrigo

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No dia 19 de setembro de 2018, no Rio de Janeiro, o morador da favela Chapéu Mangueira, na zona sul, Rodrigo Alexandre da Silva Serrano, 26 anos, desceu a ladeira para esperar a mulher e os filhos com um guarda-chuva preto, um celular, um “canguru” (aquela espécie de suporte para carregar crianças) e as chaves de casa, próximo ao bar do David. Eram 19h30.
De repente, três disparos. Rodrigo foi baleado. Segundo moradores, policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da comunidade teriam atirado no homem por ter confundido seu guarda-chuva com um fuzil e o “canguru” com um colete à prova de balas. Rodrigo Alexandre era casado há sete anos, tinha dois filhos, um de quatro anos e outro de 10 meses, e trabalhava como vigia em um bar em Ipanema, também zona sul do Rio.
“Eu pedi uma explicação para a polícia e eles me trataram super mal. Vieram falar que quem baleou meu marido foi bandido, mas não foi não. Quem atirou foi a polícia”, disse Thayssa de Freitas, esposa de Alexandre.
Em 2019, um ano após o ocorrido, a polícia ainda não sabia sequer o calibre dos projéteis que acertaram e mataram, nem de onde partiram os tiros. Três fragmentos de projéteis encontrados no corpo do garçom não foram periciados para saber se é possível determinar o calibre da bala. Também não houve comparação balística dos projéteis com a arma do PM que admitiu ter atirado — a carabina usada pelo agente foi apreendida na noite do crime. A Delegacia de Homicídios (DH), responsável pela investigação, não foi ao local do crime fazer perícia e não há reprodução simulada marcada. Até agora, em 2020, ninguém foi autorizado pelo crime e nenhuma investigação está em andamento. Assine essa petição para ajudar-nos a conseguir justiça por Rodrigo!