Pelo Direito ao Silêncio e à Vida! Vacinas Sim, Barulho e Risco não!!

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Aline Queiroz de Souza e outras 19 pessoas assinaram recentemente.

O problema

Nós, moradores e cidadãos de São Paulo, denunciamos os graves impactos do novo Plano Diretor do Instituto Butantan e do Biotério Central instalado em área residencial. Desde que entrou em funcionamento, o biotério gera ruído contínuo 24 horas por dia, acima dos limites legais, causando insônia, estresse, problemas cardiovasculares, auditivos e psicológicos em crianças, idosos e famílias inteiras.

O Ministério Público já determinou a suspensão do projeto após constatar desmatamento ilegal, construções sem licença, risco biológico elevado e conflito de interesses no processo de aprovação. Ainda assim, as obras seguem avançando sem diálogo com a sociedade, ampliando os danos à comunidade e ao meio ambiente.

Exigimos a suspensão imediata das obras, o isolamento acústico do biotério imediato e urgente, a realização de estudos independentes de impacto e a realocação das atividades de risco para áreas adequadas, afastadas de residências. Não somos contra a ciência ou a produção de vacinas, mas essa expansão precisa ocorrer de forma responsável e legal, respeitando a saúde da população e a preservação ambiental.

Texto Detalhado

Nós, moradores e cidadãos de São Paulo, manifestamos nossa profunda preocupação com os impactos do novo Plano Diretor do Instituto Butantan e, em especial, com a grave poluição sonora causada pelo Biotério Central, instalado em área residencial densamente povoada.

Desde que entrou em funcionamento, geradores e equipamentos do biotério operam 24 horas por dia, 7 dias por semana, emitindo um ruído contínuo e ensurdecedor, acima dos limites legais, que tem afetado diretamente a saúde física e mental da vizinhança.

Os relatos são alarmantes: insônia crônica, estresse agudo, ansiedade, agravamento de doenças cardiovasculares, problemas auditivos e até pensamentos suicidas decorrentes do barulho incessante. Crianças, idosos e famílias inteiras estão sendo privados do direito básico ao silêncio, ao descanso e à qualidade de vida.

Além disso, o Ministério Público, por meio do CAEX, já constatou graves irregularidades no PDDI e nas obras em curso, determinando sua suspensão em 2022. Entre os problemas identificados estão:

Desmatamento ilegal em área tombada de Mata Atlântica;
Construções sem licenciamento ambiental adequado;
Risco biológico elevado, com laboratórios NB-3 e biotério localizados “muro com muro” com residências;
Violação de leis urbanísticas e ambientais, que exigem estudos completos de impacto antes de qualquer obra.
Apesar dessa determinação, as obras avançaram sem diálogo com a sociedade, desrespeitando decisões legais e agravando os danos à comunidade.

Outro aspecto grave é a suspeita de conflito de interesses no processo de aprovação. A área do Instituto é tombada pelo Condephaat desde 1981 e qualquer alteração em seus edifícios ou entorno deveria ser analisada pelo órgão. Entretanto, o Plano Diretor foi elaborado pelo escritório do arquiteto Carlos Augusto Mattei Faggin, que, à época, também presidia o próprio Condephaat. A FAU-USP, em nota oficial, ressaltou que essa “dupla atuação” configura uma situação de grande potencial de conflito de interesses, comprometendo a lisura do processo.

Diante desse cenário, o projeto apresenta problemas inaceitáveis:

A mata é tombada e não pode ser suprimida.
Há enorme carência de áreas verdes na cidade de São Paulo.
Compensação ambiental em outros locais é ineficaz, pois a área integra um corredor ecológico essencial para a fauna.
O patrimônio imaterial do bairro será diretamente afetado (sossego, paisagem, temperatura local e qualidade do ar).
Existe risco biológico inerente às atividades industriais previstas, incompatíveis com uma área residencial.
Como apontado pela Profa. Raquel Rolnik, há áreas disponíveis e galpões abandonados no Jaguaré que atenderiam às necessidades do Butantan sem prejudicar a comunidade e o meio ambiente.
O processo de aprovação apresenta indícios claros de conflito de interesses no Condephaat.
O que o Instituto Butantan fala sobre o ruído:

·        Em 02/06/2025, pela primeira vez desde 2019, o Instituto Butantan recebeu um grupo de moradores. Nessa reunião o sr Ésper Kállas admitiu que há um problema de ruído e se comprometeu a resolvê-lo em 4 meses.

·        Em notas oficiais para moradores e imprensa o Instituto Butantan afirmou, de forma contraditória, que o ruído é decorrente de testes pontuais realizados nos dias 24/06, 26/06, 30/06 1/07.

·        No dia 05/08/2025, na Audiência Pública na Camara Municipal de SP, novamente o Sr Ésper Kállas admitiu o problema da poluição sonora e novamente reforçou que o problema será resolvido até outubro 2025.

Diante de tudo isso, exigimos das autoridades competentes e da direção do Instituto Butantan:

Estudos isentos, independentes de impacto sonoro, biológico e ambiental, com transparência dos resultados à população. Para o levantamento dos impactos sonoros os moradores recomendam que o IPT faça essa medição.
Isolamento acústico imediato das instalações do biotério, garantindo o cumprimento dos limites legais de ruído.
Envolvimento dos moradores em todo o processo de isolamento, com acesso ao projeto, prazos e acompanhamento presencial e no local das obras.
Realocação do biotério para área adequada, afastada de residências, conforme boas práticas internacionais de biossegurança.
Suspensão de novas obras até que sejam respeitados os direitos dos moradores, as determinações do Ministério Público e os padrões de saúde pública.
Não somos contra a ciência, nem contra a produção de vacinas — pelo contrário, reconhecemos a importância do Instituto Butantan. Mas essa expansão precisa ocorrer de forma responsável, legal e sustentável, sem sacrificar a saúde da comunidade vizinha nem destruir patrimônio ambiental tombado.

Pelo direito ao silêncio, à saúde, ao meio ambiente e ao respeito às leis, pedimos o apoio de todos para que esta injustiça seja corrigida.

 

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catarina silvaCriador do abaixo-assinadoArtesã. Escritora e Leitora de Runas

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Nós, moradores e cidadãos de São Paulo, denunciamos os graves impactos do novo Plano Diretor do Instituto Butantan e do Biotério Central instalado em área residencial. Desde que entrou em funcionamento, o biotério gera ruído contínuo 24 horas por dia, acima dos limites legais, causando insônia, estresse, problemas cardiovasculares, auditivos e psicológicos em crianças, idosos e famílias inteiras.

O Ministério Público já determinou a suspensão do projeto após constatar desmatamento ilegal, construções sem licença, risco biológico elevado e conflito de interesses no processo de aprovação. Ainda assim, as obras seguem avançando sem diálogo com a sociedade, ampliando os danos à comunidade e ao meio ambiente.

Exigimos a suspensão imediata das obras, o isolamento acústico do biotério imediato e urgente, a realização de estudos independentes de impacto e a realocação das atividades de risco para áreas adequadas, afastadas de residências. Não somos contra a ciência ou a produção de vacinas, mas essa expansão precisa ocorrer de forma responsável e legal, respeitando a saúde da população e a preservação ambiental.

Texto Detalhado

Nós, moradores e cidadãos de São Paulo, manifestamos nossa profunda preocupação com os impactos do novo Plano Diretor do Instituto Butantan e, em especial, com a grave poluição sonora causada pelo Biotério Central, instalado em área residencial densamente povoada.

Desde que entrou em funcionamento, geradores e equipamentos do biotério operam 24 horas por dia, 7 dias por semana, emitindo um ruído contínuo e ensurdecedor, acima dos limites legais, que tem afetado diretamente a saúde física e mental da vizinhança.

Os relatos são alarmantes: insônia crônica, estresse agudo, ansiedade, agravamento de doenças cardiovasculares, problemas auditivos e até pensamentos suicidas decorrentes do barulho incessante. Crianças, idosos e famílias inteiras estão sendo privados do direito básico ao silêncio, ao descanso e à qualidade de vida.

Além disso, o Ministério Público, por meio do CAEX, já constatou graves irregularidades no PDDI e nas obras em curso, determinando sua suspensão em 2022. Entre os problemas identificados estão:

Desmatamento ilegal em área tombada de Mata Atlântica;
Construções sem licenciamento ambiental adequado;
Risco biológico elevado, com laboratórios NB-3 e biotério localizados “muro com muro” com residências;
Violação de leis urbanísticas e ambientais, que exigem estudos completos de impacto antes de qualquer obra.
Apesar dessa determinação, as obras avançaram sem diálogo com a sociedade, desrespeitando decisões legais e agravando os danos à comunidade.

Outro aspecto grave é a suspeita de conflito de interesses no processo de aprovação. A área do Instituto é tombada pelo Condephaat desde 1981 e qualquer alteração em seus edifícios ou entorno deveria ser analisada pelo órgão. Entretanto, o Plano Diretor foi elaborado pelo escritório do arquiteto Carlos Augusto Mattei Faggin, que, à época, também presidia o próprio Condephaat. A FAU-USP, em nota oficial, ressaltou que essa “dupla atuação” configura uma situação de grande potencial de conflito de interesses, comprometendo a lisura do processo.

Diante desse cenário, o projeto apresenta problemas inaceitáveis:

A mata é tombada e não pode ser suprimida.
Há enorme carência de áreas verdes na cidade de São Paulo.
Compensação ambiental em outros locais é ineficaz, pois a área integra um corredor ecológico essencial para a fauna.
O patrimônio imaterial do bairro será diretamente afetado (sossego, paisagem, temperatura local e qualidade do ar).
Existe risco biológico inerente às atividades industriais previstas, incompatíveis com uma área residencial.
Como apontado pela Profa. Raquel Rolnik, há áreas disponíveis e galpões abandonados no Jaguaré que atenderiam às necessidades do Butantan sem prejudicar a comunidade e o meio ambiente.
O processo de aprovação apresenta indícios claros de conflito de interesses no Condephaat.
O que o Instituto Butantan fala sobre o ruído:

·        Em 02/06/2025, pela primeira vez desde 2019, o Instituto Butantan recebeu um grupo de moradores. Nessa reunião o sr Ésper Kállas admitiu que há um problema de ruído e se comprometeu a resolvê-lo em 4 meses.

·        Em notas oficiais para moradores e imprensa o Instituto Butantan afirmou, de forma contraditória, que o ruído é decorrente de testes pontuais realizados nos dias 24/06, 26/06, 30/06 1/07.

·        No dia 05/08/2025, na Audiência Pública na Camara Municipal de SP, novamente o Sr Ésper Kállas admitiu o problema da poluição sonora e novamente reforçou que o problema será resolvido até outubro 2025.

Diante de tudo isso, exigimos das autoridades competentes e da direção do Instituto Butantan:

Estudos isentos, independentes de impacto sonoro, biológico e ambiental, com transparência dos resultados à população. Para o levantamento dos impactos sonoros os moradores recomendam que o IPT faça essa medição.
Isolamento acústico imediato das instalações do biotério, garantindo o cumprimento dos limites legais de ruído.
Envolvimento dos moradores em todo o processo de isolamento, com acesso ao projeto, prazos e acompanhamento presencial e no local das obras.
Realocação do biotério para área adequada, afastada de residências, conforme boas práticas internacionais de biossegurança.
Suspensão de novas obras até que sejam respeitados os direitos dos moradores, as determinações do Ministério Público e os padrões de saúde pública.
Não somos contra a ciência, nem contra a produção de vacinas — pelo contrário, reconhecemos a importância do Instituto Butantan. Mas essa expansão precisa ocorrer de forma responsável, legal e sustentável, sem sacrificar a saúde da comunidade vizinha nem destruir patrimônio ambiental tombado.

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Abaixo-assinado criado em 1 de setembro de 2022