Pelo direito à educação superior!

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Pelo direito à educação superior!

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A PUC-SP cobra uma dívida de forma abusiva. Pretendo, com meu caso, mobilizar outras tantas pessoas que estejam na mesma condição, nesse momento de difícil de emprego e geração de renda.

Venho expor minha situação e pedir ao Grão-Chanceler Arcebispo Metropolitano de São Paulo, Presidente da Fundação São Paulo, Odilo Pedro Scherer, sua intercessão junto a Fundação São Paulo, riquíssima mantenedora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, da qual sua eminência é o presidente.

Sou operário da educação, atividade pela qual sobrevivo. Vivo mal neste momento de crise que se instaurou em nosso país durante a pandemia de Covid-19. Também divido com minha companheira, igualmente educadora, a formação dos filhos, com os parcos recursos advindos dessa atividade laboral. Logo, não nos foi possível acumular bens, até ao contrário. Agora, já próximo de atingir a condição sexagenária, não devo me aposentar e ainda vejo no horizonte barreiras enormes que se erguem além de mim: perigos iminentes em relação aos meus direitos sociais e, evidentemente, de milhões de outros brasileiros nessas mesmas condições. E chegamos até aqui com apoio público e explícito das instituições cristãs católicas de São Paulo citadas anteriormente.

Mas, dependendo do prisma posso até ser considerado um homem negro “privilegiado”. Me formei na PUC-SP, onde acumulei grande experiência e sólida formação acadêmica. Isso, contudo, não é capaz de esconder minha contradição de homem negro pobre, de origem sertaneja, educado justamente numa rica instituição, que significou a continuidade das expropriações radicais dos meus ancestrais – cuja humanidade foi negada pela Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana.

Presentemente, sou alvo de uma ação civil no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que visa apreensão do meu carro, utilizado por mim para trabalhar. Penhora para saldar uma dívida avaliada inicialmente em R$14.635,77. Atualmente, calculada em R$ 24.020,04. Mas que, conforme a empresa advocatícia contratada para me representar, alcançaria aproximadamente R$36.000,00. Consulte: “AÇÃO DE EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL, 1001399-29.2017.8.26.0268.”

Até a década de 1990, podíamos recorrer e negociar diretamente  com o setor de dívidas na própria PUC-SP. Lá havia um funcionário chamado René que, na medida do possível, nos orientava para as melhores soluções para cada caso. Contudo, a partir de finais da década de 1990, a universidade contratou empresas privadas de advogados. Estas elaboraram e implementaram tal engenharia de cálculos e cobranças, que tem sido muito eficiente no sentido de acumular mais capital, drenado dos mais pobres que recorrem ao ensino privado como alternativa de formação superior.

Diante de tudo exposto aqui, venho solicitar uma revisão da política endividamento e cobrança do alunado em geral da PUC-SP e que seja instaurada uma CPI sobre as prerrogativas especiais da Mantenedoras Confessionais.