Pela autonomia das Polícias Judiciárias já! Contra a impunidade e a corrupção

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Sou Delegada de Polícia no Distrito Federal e, todos os dias, vejo interferências e ingerências indevidas de políticos, ou seja, do Governo, nas atividades da polícia — bem como na nomeação de seus dirigentes. Por isso, para continuarmos na luta contra a impunidade e a corrupção, as polícias judiciárias precisam de autonomia! 

Fiquei muito indignada com o fato de Jair Bolsonaro ter indicado para diretor-geral da Polícia Federal um amigo pessoal dos filhos dele (Alexandre Ramagem), alguém próximo à família. Sendo que ao menos dois dos filhos de Bolsonaro, o vereador Carlos e o senador Flávio, estão sendo investigados pela Polícia Federal.

Atualmente, é prerrogativa do Presidente da República escolher o diretor-geral da Polícia Federal. Assim como o alto escalão das polícias civis ser determinado pelos governadores estaduais. Dessa forma, o modelo que temos no Brasil é o de políticos controlando as Polícias Judiciárias (Polícia Federal e Civil).

Somente com autonomia administrativa, funcional e financeira, as Polícias Judiciárias (Polícias Civis e Federal) estariam aptas a investigar com isenção, sem a interferência de políticos e controle do Governo sobre sua atuação.

O fato de diretores das polícias serem indicados por políticos (Presidente da República e Governadores) faz com que esses diretores não tenham mandato e, por conseguinte, fiquem nas mãos desses mesmos políticos.

Sendo assim, só será possível que essas polícias exerçam seus papéis de combate ao crime e à corrupção mediante autonomia administrativa e financeira. Jamais deveriam ser atingidas por interferências políticas. Por isso, se você também concorda, assine este abaixo-assinado e compartilhe! 

Precisamos que o Congresso Nacional trate da questão agora como nunca, um projeto de lei que dê autonomia às Polícias Judiciárias.