Para Salvar Vidas: Diga NÃO ao Projeto de Lei 1553/2019!

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Sou um homem trans (transgênero) de 53 anos e passei mais da metade da minha vida sofrendo todo tipo de violência. Quando criança por me sentir e me perceber diferente fui silenciado quando denunciei as molestações sexuais que sofri, porque os homens que fizeram isso se diziam religiosos. Esses religiosos foram colocados na minha vida quando meus pais, seguindo orientações de pessoas que não tinham nenhum conhecimento, lhes disseram que havia algo de errado comigo.

Fui uma criança trans (transgênero) que teve a infância e a adolescência destruída pelas tentativas de cura de algo que não é doença. Nas décadas de 70, 80 e 90 nunca havia escutado ou conhecido nada sobre transexualidade, não havendo fatores externos que me influenciassem, mas havia o preconceito que provocou minha expulsão de casa, evasão escolar, vivência em situação de rua, violências físicas, psicológicas e sexuais, além de internação compulsória em dois sanatórios com direito ao eletrochoque para provocar convulsão induzida que se acreditava à época reverter certos comportamentos e uma internação em instituição para menores infratores, sendo que minha sexualidade era a minha infração.

Hoje meus temores e minhas piores lembranças voltam com força ao ler o texto do PL 1553/2019 do Vereador Alexandre Isquierdo que no caput menciona terapia hormonal e cirurgia de redesignação sexual para menores como se fossem autorizadas pelo Processo Transexualizador – SUS o que é uma inverdade. Na sua justificativa a alegação de proteger crianças e adolescentes cita estar em conformidade com a Portaria 2.803/2013 – SUS, porém deixa claro que crianças trans não existem ao afirmar que “Alguns que sofrem algum tipo de problema na identidade sexual, QUANDO ORIENTADOS POR ESPECIALISTAS, SUPERAM SEUS DILEMAS” cita também a conclusão que: “não existe “um gene gay” Portanto não é uma doença biológica, mas sim COMPORTAMENTAL”

Precisamos DIZER NÃO a esse projeto de lei que pretende tirar dos responsáveis o poder de serem muito mais do que pais e mães de seus filhos e filhas pela imposição de regras que já causaram tanto mal no passado, não podemos deixar que nossas crianças, filhos e netos sofram a dor do desamor.

Precisamos DIZER NÃO  a esse projeto de lei que está em total desacordo com a RESOLUÇÃO Nº 2.265, DE 20 DE SETEMBRO DE 2019 do Conselho Federal de Medicina - CFM publicado em: 09/01/2020 no Diário Oficial da União.

Precisamos DIZER NÃO a esse projeto de lei porque não cabe falar de “Gene Gay” para transexualidade ou para qualquer menção à população LGBTQIA+, isso denota a total falta de conhecimento de quem pretende legislar sobre milhares/milhões de vidas apenas para cumprir uma etapa do plano de dominação e poder.

Jordhan Lessa, homem trans

Responsável setorial sudeste Maricá/RJ – IBRAT