Decision Maker Response

Emmanuel Macron’s response

Oct 16, 2019 — Senhoras e Senhores,
Prezados membros de associações e organizações não governamentais,
Meus caros,

Compartilhamos a mesma aspiração. A de construir, até 2030, um mundo sem AIDS, sem tuberculose, sem malária. Um objetivo ambicioso, que não será atingido em pouco tempo, mas viável, desde que nós nos dotemos dos recursos necessários.

Como vocês recordaram, o Fundo Global luta para erradicar essas pandemias há quase 20 anos. O caminho percorrido é impressionante: 32 milhões de vidas puderam ser salvas em 142 países, 18,9 milhões de pessoas receberam tratamento antirretroviral contra o HIV, 5,3 milhões de pessoas foram tratadas contra a tuberculose.

Impressionante demais? Esses avanços incríveis puderam dar a impressão de que o combate estava ganho. De que já estávamos a caminho da erradicação. No entanto, temos um longo percurso pela frente: essas pandemias ainda matam 2,8 milhões de pessoas por ano no mundo inteiro, 40% das pessoas infectadas por tuberculose não são tratadas, mil adolescentes ainda contraem HIV a cada dia. Concomitantemente, a resistência aos medicamentos está aumentando.

No mundo inteiro, por estarem em situação precária, por viverem em regiões afastadas, por não terem acesso a tratamento, pessoas morrem em decorrência de doenças que deveriam ter desaparecido há muito tempo. Podemos aceitar isso? Nem pensar.

Foi por isso que decidi abrigar a 6ª Conferência do Fundo Global na França, para retomar a mobilização em torno dessa causa fundamental. Há meses estou mobilizando chefes de Estado e de governo do mundo inteiro. E tivemos êxito! Os resultados já apareceram: todos os doadores do G7 aumentaram sua contribuição, alguns em mais de 15%; há países que fizeram doações pela primeira vez, como a Armênia, o Azerbaijão, os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait e Mônaco; alguns, como a Espanha, voltaram a fazer doações; outros aumentaram sua contribuição de modo considerável, como o Catar, a Arábia Saudita e a Irlanda; diversos países também aceitaram doar mais recursos, e os dirigentes africanos se mobilizaram através do compromisso de reforçar as verbas orçamentárias dos respectivos sistemas de saúde.

A França, por sua vez, participou ativamente do esforço coletivo com uma contribuição de 1,429 bilhão de dólares (o que representa um aumento de 20%). Assim, nosso país mantém seu pioneirismo no combate à AIDS, tuberculose e malária, conservando seu lugar histórico de segundo maior contribuinte do Fundo; reforçando, ao mesmo tempo, a ajuda bilateral por meio da Agência Francesa de Desenvolvimento e da Expertise France e dando continuidade ao diálogo permanente e estreito com os países que recebem o nosso auxílio.

No total, conseguimos captar nesta quinta-feira, dia 10 de outubro, mais de 14 bilhões de euros! Aos 13,92 bilhões de euros anunciados na reconstituição, serão acrescidos, de fato, pelo menos 100 milhões de euros suplementares que a França assumiu o compromisso, com Bill Gates, Bono e Peter Sands, de angariar nas próximas semanas. É a primeira vez que o Fundo consegue arrecadar tanto dinheiro.

Já disse que esse reabastecimento, no entanto, não era o ponto final da mobilização, longe disso. Os atores públicos e privados ainda poderão fazer doações depois desse prazo. Interpelem esses atores como vou continuar fazendo! Não deixemos de lutar.

É possível eliminar essas pandemias até 2030. Temos a possibilidade de salvar 16 milhões de vidas nos próximos anos. Preciso que continuem a convencer os responsáveis políticos e os atores privados do mundo inteiro a fazer doações. Estamos progredindo rapidamente, mas todos juntos podemos acelerar o movimento a um nível sem precedentes.

Conto com vocês tanto quanto vocês podem contar comigo para sairmos vitoriosos desse combate.

Emmanuel Macron