Não fechem o Centro de Referência à Pessoa com Deficiência de Santa Cruz!

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O Centro de Referência a Pessoa com Deficiência (CRPD) no bairro de Santa Cruz, está passando por um momento de muita incerteza, pela possibilidade se fechar suas portas.  Este é um local onde atualmente são atendidas mais de 400 pessoas portadoras de deficiências diversas, moradoras do bairro de Santa Cruz e adjacência.  Atualmente o CRPD oferece vários tipos de terapias, acompanhamento com nutricionista e orientação de assistentes sociais.  Além disso os usuários que não possuem condução particular,  podem contar com a utilização de uma das estações do BRT,  que fica em frente a entrada do centro de referência, bastando para isso que os usuários atravessem a rua, o que é de grande valia, pois existem vários cadeirantes que graças e isto podem se locomover até lá e receber a assistência necessária.

Porém nos últimos dias  usuários, suas famílias e mesmo os profissionais, estão apreensivos com a possibilidade de fechamento da unidade.  O motivo deste receio é o fato de que os profissionais de todos os setores encontram-se  em aviso prévio até dia 17 de Julho de 2017. E até o momento não houve nenhum pronunciamentos quanto ao destino da instituição.  Todos estamos aguardando uma posição da Subsecretaria da Pessoa com Deficiência, através do Subsecretário Geraldo Nogueira, mas nada foi comunicado de modo oficial.  Temos apenas o silêncio, e isto é angustiante.

Na região não temos muitas opções de atendimento, e caso ocorra o fechamento da unidade,  os pacientes que atualmente estão conseguindo evoluir, teriam suas terapias interrompidas abruptamente, e seriam obrigados a entrar em filas de espera enormes, para reiniciar as terapias em outros locais,  com risco de não conseguir novos atendimentos, pois é fato que existem pessoas que estão nestas filas por anos e jamais conseguiram atendimento, pois a procura é muito maior que as vagas oferecidas.  Com isso todo um trabalho desenvolvido com dedicação pelos terapeutas seria jogado fora e a maioria dos usuários retrocederiam naquilo que já alcançaram até o  momento.

Meu filho é atendido lá há quase 3 anos e, graças à dedicação dos terapeutas que encontrou, mudou muito.  Quando chegou ao CRPD ele não falava, só gritava; não conseguia parar quieto ou ouvir uma orientação.  Hoje é uma criança muito diferente. E eu agradeço a dedicação e esforço de cada um dos profissionais que á trabalharam ou que ainda trabalha com ele.  E afirmo que para minha família perder o apoio do CRPD de Santa Cruz seria uma perda irreparável!

Devido a todos estes fatos apontados, venho juntamente com outros: pais, mães e usuários solicitar da Subsecretaria da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro e do Subsecretário Geraldo Nogueira um olhar de atenção em relação a permanência do trabalho que tem sido desenvolvido com dedicação e competência  na mencionada Instituição.  Nossa solicitação é que a instituição permaneça em funcionamento e que os profissionais que lá se dedicam permaneçam com o excelente trabalho que tem desenvolvido.



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