Não Exponham os Cariocas ao COVID-19!!! Não ao Retorno das Escolas no Meio da Pandemia!

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Nós, abaixo-assinados, cidadãos de todo o mundo (moradores da cidade do Rio de Janeiro, estudantes, responsáveis por estudantes, professores e população em geral, e moradores de outras localidades que entendem a situação da cidade do Rio de Janeiro diante da pandemia de COVID-19), solicitamos que as escolas não sejam reabertas de acordo com um plano de datas, mas somente quando não houver mais casos críticos de coronavírus na cidade.

Neste momento, em junho de 2020, os números de infectados e mortos, diariamente, têm sido cada vez mais altos. Nós estamos ainda com alta contaminação por COVID-19. O ato irresponsável de reabertura do comércio e de atividades coletivas, em breve, mostrará o aumento de casos.

A segurança de nossas crianças e de nossa sociedade é muito importante. Amamos nossas crianças e não queremos perdê-las ou que elas percam seus familiares e professores!

A Prefeitura do Rio de Janeiro, na pessoa do prefeito Marcelo Crivella, acaba de lançar um plano de abertura em 6 fases, alegando que cumprirá exigências de vagas em leitos para seguir adiante, mas o plano vem com data de término: agosto de 2020. Ou seja, o planejamento é de liberar, a cada 15 dias, mais alguns setores da sociedade carioca para o funcionamento. Isso não é um planejamento de acordo com a situação de saúde da cidade, mas de acordo com um calendário de datas.

Nós não somos cobaias! Nossas crianças e professores não são brinquedos para testes! Não queremos esse retorno prematuro.

A abertura das creches, na fase 3, que ocorreria a partir do dia 02 de julho de 2020, é irresponsável e muito perigosa. Assim como a reabertura dos outros níveis escolares, em períodos quinzenais.

No Rio de Janeiro, já temos muitos casos confirmados em crianças, temos também casos graves e até mortes. Além disso, essas crianças são vetores, que levam e trazem a doença, mesmo que de maneira assintomática, infectando pais, irmãos, demais familiares, pessoas nos transportes públicos e professores.

Na cidade do Rio de Janeiro, a maior parte da população, inclusive estudantes, se desloca via transporte público, o que aumenta, e muito, a ameaça à população como um todo, ao se retornar a movimentação de pais e alunos para as escolas. O aumento desse fluxo trará aumento de infecção por COVID-19 em nível exponencial, especialmente nessa época mais fria do ano, em que os transportes circularão com as janelas fechadas.

As escolas e salas de aulas não estão preparadas para receber alunos com espaçamento de 2 metros entre carteiras, até porque muitas salas de aula não têm muito mais do que 4 metros de largura. Além disso, os alunos deverão se manter de máscara e afastados, o que não será nem possível para crianças na creche e na Educação Infantil, que, além de não entenderem o distanciamento, terão que ser cuidadas por professores e auxiliares, que precisam trocar fraldas e alimentar os pequenos. Essas crianças não conseguirão usar máscaras e estão sempre abraçando e beijando professores e coleguinhas.

Para os mais velhos, no Ensino Fundamental, o momento de retirada da máscara para consumo do lanche será extremamente perigoso, e não cremos ser possível de realização em escolas, pois não há como afastar as crianças sem máscara no espaço escolar. Até para os alunos do Ensino Médio e Ensino Superior, os desafios são pesados demais, porque teriam dificuldades em se alimentar, após horas de aulas e deslocamento, fora a mesma impossibilidade de distanciamento dentro das salas de aula.

Existem muitos familiares, professores e estudantes em grupos de risco e o COVID-19 não tem ceifado apenas a vida destes, mas ainda são os que mais correm perigo. No meio disso tudo, temos as famílias beneficiárias do Bolsa Família, que, por mais que temam pela integridade de seus membros, não terão a possibilidade de não deixar que suas crianças vão às escolas, pois perderão seus benefícios tão necessários à manutenção da dignidade.

Exigimos que o retorno escolar se dê apenas quando houver segurança para isso, quando não existirem mais doentes internados pelo COVID-19 e quando a morte pela doença já for uma realidade distante. Exigimos que esse retorno se dê com exame/testagem de funcionários das escolas e de todos os alunos, no momento adequado, após a pandemia de coronavírus no Rio de Janeiro. Exigimos que a população seja assistida, financeiramente, pelos governos federal, estadual e municipal, até que se tenha segurança para o retorno às atividades, que não deve ocorrer no meio de uma crise sanitária de tamanha gravidade.

Não queremos a reabertura prematura de escolas, institutos e instituições, sejam elas públicas ou privadas, sejam elas de responsabilidade da Prefeitura ou do Governo do Estado ou do Governo Federal.