Nicaraguenses no exterior exigem a Ortega o fim da repressão

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Durante os últimos dias na Nicarágua, jovens estudantes e população nicaraguense, junto aos aposentados e aposentadas, foram às ruas para rechaçar a imposição de uma reforma ao INSS nicaraguense que reduz as aposentadorias e obriga aos aposentados pagarem uma taxa para financiar o atendimento de saúde ao que tem direito e incrementa as contribuições previdenciárias de trabalhadores e empregadores.

A partir do dia 18 de Abril, quando iniciaram os protestos, o governo de Daniel Ortega botou nas ruas grupos de motoqueiros, gangues delinquências e grupos de choque para agredir, atacar, ferir e roubar aos manifestantes. Ao menos quatro jornalistas foram feridos e tiveram seus equipamentos de trabalho furtados. Um jovem jornalista, Julio Cesar Lopez sofreu traumatismo encefálico por causa dos golpes recebidos. Estudantes das universidades UCA (Jesuíta) e UPOLI (Batista), assim como das universidades públicas, Universidade Agrária (UNA) e Universidade de Engenharia (UNI) têm se manifestado contra as medidas a contra a reação do governo. Igualmente, cidadão das principais cidades como Manágua, Masaya. León, Blufields, Esteli, Granada, entre outras.

A Polícia e grupos de choque do governo atacaram os manifestantes com balas de borracha e disparos de armas de fogo. A Cruz Vermelha e os bombeiros foram impedidos de auxiliar os feridos, os quais tiveram de ser atendidos pela população. No momento, reportam-se quatro jovens, dos quais um policial, vítimas mortais da violência da noite dessa quinta-feira. O governo ordenou o cancelamento da transmissão de quatro canais de TV, entre os quais 100% Noticias, Canal 23 e Canal 51, esse último da Igreja Católica da Nicarágua, em total ato de censura da mídia que transmite o que acontece no país.

Nós, nicaraguenses residentes no exterior e que possuímos vínculos afetivos com familiares, amigos e conjugues que vivem os impactos imediatos dessas medidas governamentais, e ainda muitos de nós ainda somos contribuintes do sistema de seguridade social da Nicarágua, exigimos ao governo de Ortega que pare a repressão contra a população e jovens estudantes no imediato. Demandamos um diálogo intersetorial com empregadores, economistas independentes, universidades e organizações sociais para encontrar uma saída imediata à crise do INSS, suspendendo assim o Decreto 02-2018 que reforma o sistema de contribuições e aposentadorias.

Fazemos um chamamento à comunidade internacional para ficar atenta ao que acontece na Nicarágua e expressar a solidariedade com o povo nicaraguense, especialmente os seus jovens que colocaram o país de pé.



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