Preocupação com as consequências da abertura forçada de servidões de passagem em Brasília

0 pessoa já assinou. Ajude a chegar a 1.500!


Manifestar preocupação com as consequências de uma abertura forçada de todas as servidões de passagem em bairros residenciais

Caros moradores dos Lagos Sul e Norte,

Tomamos conhecimento de que transitou em julgado decisão judicial (MPDFT) determinando a abertura de todas as servidões publicas em nossos bairros.

A decisão surpreende, pois não parece corresponder a qualquer pleito específico dos moradores, trabalhadores ou transeuntes do bairro.

Poucas dessas FAIXAS DE SERVIDÃO têm uma ligação entre os conjuntos que seja mais conveniente do que as ruas pavimentadas e iluminadas. A maior parte desses atalhos que foram abertos estão hoje abandonados, com mato alto e focos potenciais de mosquitos, ratos e insetos em geral, gerando um problema de saúde pública permanente.

Igualmente grave é o fator segurança, tanto para os moradores quanto para os transeuntes em geral. Não faltam relatos de assaltos e estupros nessas áreas - muitas vezes vitimando os empregados que se deslocam de manhã cedo ou no final do dia. Para alguns estudiosos do assunto, chega a ser perverso pensar que o urbanismo de Brasília teria destinado essas faixas cegas de mais de 50m de extensão e com pouco mais de 1m de largura para a passagem "segura" de pessoas.

Esse abaixo-assinado busca esclarecer à comunidade o contraste entre o entendimento exarado por autoridades do judiciário e do MPDFT (de abertura ampla, geral e irrestrita de todas as servidões para fins de circulação de pessoas), por um lado, e por outro a exiguidade de benefícios reais e os elevados riscos em termos de segurança e saúde pública. O eventual provimento, pelo GDF, dos serviços permanentes de policiamento, poda e fumigação necessários para minorar os riscos apontados, por sua vez, desviariam verbas para as quais há destinações certamente prioritárias.

Se o assunto lhe preocupa, assine e faça as suas observações em nosso abaixo-assinado.

Autoria: Conselho Comunitário do Lago Sul